Semana passada estava na minha escola a noite e aproveitei a oportunidade para observar um pouco o perfil dos alunos matriculados na EJA, tendo em vista uma atividade que está sendo desenvolvida.
Pude perceber que a grande maioria dos alunos são pessoas bem jovens que não possuem nenhuma responsabilidade com os estudos, digo isso pois presenciei um fato que me chamou a atenção, quando dois jovens chegaram na frente da escola foram abordados pelos demais que ali estavam e conversaram sobre as aulas que teriam naquela noite, um deles falou em alto tom que não ficaria na escola pois o professor que lhes daria aula ele não gostava e voltou para casa.
Eu fiquei questionando, qual seria o motivo deste aluno não querer ter aula com esse professor, seria este professor excelente que conta a estimula os seu a alunos e este aluno não quer ter responsabilidade ou este professor não está bem aí pro aluno deixando tudo por conta. Confesso que fiquei curiosa.
Na aula presencial dessa semana pude entender um pouco mais essas relações através dos relatos dos grupos e também da fala do professor.
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quinta-feira, 21 de junho de 2018
Vivencias
sábado, 26 de maio de 2018
Alfabetização de adultos
Resenha
do texto Alfabetização de adultos: ainda um desafio.
(
Hara, Regina )
Para esta atividade, fomos
instigados a realizar uma leitura da autora Hara, onde trouxe-nos contribuições
relevantes a cerca da psicogênese da língua escrita com jovens e adultos. Seu
texto apresenta um trabalho riquíssimo realizado na área da alfabetização de
jovens e adultos baseado nos ensinamentos e referenciais de Paulo Freire e
Emília Ferreiro.
Também tivemos a oportunidade de
assistir alguns vídeos que abordaram o desenvolvimento de algumas atividades de
alfabetização e letramento com adultos que vieram a complementar o que a autora
aponta em seu texto.
Pude observar e refletir com os
materiais disponibilizados, que os adultos não alfabetizados assim como as
crianças, já possuem alguma relação com a escrita, eles já diferenciam ou
conhecem os códigos, e também enfrentam dificuldades, o diferencial é que
socialmente, esses adultos sentem-se discriminados e impotentes.
A autora enfatiza muito os estudos
de Paulo Freire, e neste contexto o método de Freire é político no sentido de
libertação de todos os seres humanos, ou seja, na escola, ou nos grupos de
alfabetização, deve-se levar os indivíduos a acreditar que é possível realizar
uma leitura de mundo.
A leitura de mundo, pude perceber e
entender que é essencial para a educação, pois assim, após o ingresso no
processo de alfabetização eles vêem com mais clareza as coisas, passam a
entender melhor situações do cotidiano e com a leitura de mundo conseguem
entender a realidade e refletir sobre ela.
Os vídeos me fizeram perceber que
como esses jovens e adultos não dominam a leitura e a escrita, é necessário
utilizar muito a oralidade para levá-los a perceber a própria escrita e na
prática, valorizar o erro é preciso. O erro é necessário para que entendam o
que precisa ser corrigido.
Usar subsídios do dia a dia como
tema gerador gera uma compreensão e uma assimilação maior da produção escrita.
Tudo que observei com o material
disponibilizado tem sido muito válido, principalmente no que se refere às
nossas práticas, pois ela é a base para que qualquer processo seja efetivo.
Acredito que a valorização do
indivíduo, a utilização do meio, as contribuições de cada um e a disponibilidade do educador fazem toda a
diferença, é necessário reflexão sobre a forma como desenvolvemos e aplicamos
nossas metodologias para melhor atender e auxiliar nossos alunos, sejam eles
crianças ou adultos.
Referências:
HARA,
Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. Ed. São Paulo: CEDI,
1992.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
Definição
Definição
Buscando entender um pouco mais sobre o que é a Eja e sua definição, comecei a realizar as leituras disponibilizadas na interdisciplina para realizar algumas atividades. Pude esclarecer algumas questões e começar a ter uma visão diferenciada do que sabia.
A
definição do conceito da EJA no meu ponto de vista, embasado nas leituras
realizadas, é uma categoria organizacional da rede pública constante da
estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas.
A
EJA reconhece a história social brasileira e busca uma reparação desta
realidade, tendo em vista princípios de igualdade, ou seja, ela visa um
processo de formação e capacitação de indivíduos que não tiveram oportunidades.
Dentro
dessa premissa observei que a EJA desenvolve função reparadora, equalizadora
e qualificadora. A primeira vai ao
encontro de resgatar um direito do indivíduo que lhe foi em um determinado
momento negado, o direito ao letramento, proporcionando a esses indivíduos o
resgate do igual na sociedade. A segunda, a função equalizadora, dá a esses
indivíduos o direito de ingressarem em uma instituição de ensino ou retornarem,
e poderem se estruturarem socialmente, profissionalmente, culturalmente. Por
fim tem a função qualificadora, esta por sua fez, integra o indivíduo
possibilitando a eles uma atualização para se desenvolverem plenamente na sua
sociedade, ela fornece subsídios necessários para a qualificação desse
indivíduo ao retornar para o trabalho, família, grupo com mais conteúdo, com
mais preparação.
Tendo chegado a essa visão da função da Eja, percebo que minha escola tem desenvolvido a função equalizadora e qualificadora.
EJA
EJA.
Em um encontro presencial desta interdisciplina mencionada no título, fomos instigados a refletir sobre o que (des) conhecemos a respeito da EJA.
Enquanto em grupo comentávamos a atividade, antes de relatar para o grande grupo e para o professor as nossas contribuições sobre o assunto, comentamos uniformemente que a clientela da Eja atualmente seria quase que uma totalidade de alunos evadidos, marginalizados, excluídos do diurno por não condizerem mais com o perfil.
Esse mês tive a oportunidade de estar na escola no turno da noite para um encontro do Pnaic e pude constatar que realmente essa é a clientela que frequenta a nossa escola.
É claro que temos aqueles que necessitam estar ali por motivos variados, ou que quando estavam na idade de estudar não o fizeram, mas infelizmente esse fator não é predominante.
Pude concluir que os objetivos propostos para o desenvolvimento da Eja estão tendo que ser readaptados para atender às necessidades do momento.
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