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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Vivencias

Semana passada estava na minha escola a noite e aproveitei a oportunidade para observar um pouco o perfil dos alunos matriculados na EJA, tendo em vista uma atividade que está sendo desenvolvida.
Pude perceber que a grande maioria dos alunos são pessoas bem jovens que não possuem nenhuma responsabilidade com os estudos, digo isso pois presenciei um fato que me chamou a atenção, quando dois jovens chegaram na frente da escola foram abordados pelos demais que ali estavam e conversaram sobre as aulas que teriam naquela noite, um deles falou em alto tom que não ficaria na escola pois o professor que lhes daria aula ele não gostava e voltou para casa.
Eu fiquei questionando, qual seria o motivo deste aluno não querer ter aula com esse professor, seria este professor excelente que conta a estimula os seu a alunos e este aluno não quer ter responsabilidade ou este professor não está bem aí pro aluno deixando tudo por conta. Confesso que fiquei curiosa.
Na aula presencial dessa semana pude entender um pouco mais essas relações através dos relatos dos grupos e também da fala do professor.

sábado, 26 de maio de 2018

Alfabetização de adultos


Resenha do texto Alfabetização de adultos: ainda um desafio.
( Hara, Regina )
            Para esta atividade, fomos instigados a realizar uma leitura da autora Hara, onde trouxe-nos contribuições relevantes a cerca da psicogênese da língua escrita com jovens e adultos. Seu texto apresenta um trabalho riquíssimo realizado na área da alfabetização de jovens e adultos baseado nos ensinamentos e referenciais de Paulo Freire e Emília Ferreiro.
            Também tivemos a oportunidade de assistir alguns vídeos que abordaram o desenvolvimento de algumas atividades de alfabetização e letramento com adultos que vieram a complementar o que a autora aponta em seu texto.
            Pude observar e refletir com os materiais disponibilizados, que os adultos não alfabetizados assim como as crianças, já possuem alguma relação com a escrita, eles já diferenciam ou conhecem os códigos, e também enfrentam dificuldades, o diferencial é que socialmente, esses adultos sentem-se discriminados e impotentes.
            A autora enfatiza muito os estudos de Paulo Freire, e neste contexto o método de Freire é político no sentido de libertação de todos os seres humanos, ou seja, na escola, ou nos grupos de alfabetização, deve-se levar os indivíduos a acreditar que é possível realizar uma leitura de mundo.
            A leitura de mundo, pude perceber e entender que é essencial para a educação, pois assim, após o ingresso no processo de alfabetização eles vêem com mais clareza as coisas, passam a entender melhor situações do cotidiano e com a leitura de mundo conseguem entender a realidade e refletir sobre ela.
            Os vídeos me fizeram perceber que como esses jovens e adultos não dominam a leitura e a escrita, é necessário utilizar muito a oralidade para levá-los a perceber a própria escrita e na prática, valorizar o erro é preciso. O erro é necessário para que entendam o que precisa ser corrigido.
            Usar subsídios do dia a dia como tema gerador gera uma compreensão e uma assimilação maior da produção escrita.
            Tudo que observei com o material disponibilizado tem sido muito válido, principalmente no que se refere às nossas práticas, pois ela é a base para que qualquer processo seja efetivo.
            Acredito que a valorização do indivíduo, a utilização do meio, as contribuições de cada um  e a disponibilidade do educador fazem toda a diferença, é necessário reflexão sobre a forma como desenvolvemos e aplicamos nossas metodologias para melhor atender e auxiliar nossos alunos, sejam eles crianças ou adultos.
Referências:
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. Ed. São Paulo: CEDI, 1992.


segunda-feira, 23 de abril de 2018

Definição


Definição
Buscando entender um pouco mais sobre o que é a Eja e sua definição, comecei a realizar as leituras disponibilizadas na interdisciplina para realizar algumas atividades. Pude esclarecer algumas questões e começar a ter uma visão diferenciada do que sabia.
A definição do conceito da EJA no meu  ponto de vista, embasado nas leituras realizadas, é uma categoria organizacional da rede pública constante da estrutura da educação nacional, com finalidades e funções específicas.
A EJA reconhece a história social brasileira e busca uma reparação desta realidade, tendo em vista princípios de igualdade, ou seja, ela visa um processo de formação e capacitação de indivíduos que não tiveram oportunidades.
Dentro dessa premissa observei que a EJA desenvolve função reparadora, equalizadora e qualificadora. A primeira  vai ao encontro de resgatar um direito do indivíduo que lhe foi em um determinado momento negado, o direito ao letramento, proporcionando a esses indivíduos o resgate do igual na sociedade. A segunda, a função equalizadora, dá a esses indivíduos o direito de ingressarem em uma instituição de ensino ou retornarem, e poderem se estruturarem socialmente, profissionalmente, culturalmente. Por fim tem a função qualificadora, esta por sua fez, integra o indivíduo possibilitando a eles uma atualização para se desenvolverem plenamente na sua sociedade, ela fornece subsídios necessários para a qualificação desse indivíduo ao retornar para o trabalho, família, grupo com mais conteúdo, com mais preparação.
Tendo chegado a essa visão da função da Eja, percebo que minha escola tem desenvolvido a função equalizadora e qualificadora.

EJA

EJA.

Em um encontro presencial desta interdisciplina mencionada no título, fomos instigados a refletir sobre o que (des) conhecemos a respeito da EJA.
Enquanto em grupo comentávamos a atividade, antes de relatar para o grande grupo e para o professor as nossas contribuições sobre o assunto, comentamos uniformemente que a clientela da Eja atualmente seria quase que uma totalidade de alunos evadidos, marginalizados, excluídos do diurno por não condizerem mais com o perfil.
Esse mês tive a oportunidade de estar na escola no turno da noite para um encontro do Pnaic e pude constatar que realmente essa é a clientela que frequenta a nossa escola.
É claro que temos aqueles que necessitam estar ali por motivos variados, ou que quando estavam na idade de estudar não o fizeram, mas infelizmente esse fator não é predominante.
Pude concluir que os objetivos propostos para o desenvolvimento da Eja estão tendo que ser readaptados para atender às necessidades do momento.