segunda-feira, 9 de maio de 2016

Indignação


INDIGNAÇÃO.


Durante a aula de Literatura fomos levados a uma viajem pela as mais variadas leituras e instigados a perceber as provocações que a mesma pode causar em nós, movendo sentimentos, anseios, frustrações.
Com as atividades pude perceber o quanto a literatura é significante em vários contextos, principalmente para o desenvolvimento das crianças, transmitindo-lhes uma visão de mundo, uma cultura, uma nova perspectiva.
E falando sobre visão de mundo, durante a aula assistimos ao vídeo que retrata a s cenas de como era o navio negreiro, e o sentimento que aflorou em mim naquele momento foi de indignação.
Essa frase de Augusto Cury resume um pouco daquilo que me veio a mente após assistir ao vídeo:


Como pode uma sociedade se envergonhar de sua própria espécie, porque fazem dos negros um ser de outro mundo? Seriam eles mais  importantes se fossem brancos, judeus ou sei lá o quê?
Será que tudo o que eles fizeram, tudo o que passaram, as dores que sofreram, não os fazem importantes, merecedores de respeito? A final, hoje muito de nossa cultura veio desse povo, nos orgulhamos tanto de nossa cultura, mas no geral não respeitamos quem nos a proporcionou.
Isso tudo é revoltante, me indigno com essa situação, ninguém é igual a ninguém, mas todos somos merecedores dos mesmos direitos, é lei, então porque não a cumprem.
Tenho tentado levar para a sala de aulas estas questões a fim de que as crianças desde cedo desenvolvam esse senso crítico, democrático, que não sejam influenciáveis e que possam seguir seus próprio anseios.
A literatura infantil é riquíssima em relação à essa temática e a muitas outras, compete à nós educadores trabalhas essa questão no intuito de abrir novas mentes e promover uma revolução social na história do Brasil.
É tempo de mudar, é tempo de fazer a diferença.




Surpresa

Interdisciplinaridade.

Esta semana realizamos uma atividade diferente, a roda da leitura, esta atividade se desenvolveu porque a turma é muito grande e não tenho dado conta de ler todas as produções textuais que eles escrevem. Então tivemos a ideia de ter um momento para realizar essas leituras em grupo, fizemos uma troca onde cada aluno lia a produção de um colega. Foi bem interessante.
Mas a questão que trago ate aqui hoje é outra.
Enquanto estávamos ouvindo as leituras uma delas se destacou e muito me chamou atenção.
A menina começou a ler sua fábula, mas o conteúdo que ela abordou era muito familiar, foi o que me surpreendeu..... Na sua escrita ela globalizou todos os conteúdos que estamos estudando no trimestre. 
Achei tudo aquilo surpreendente, pois procuro desenvolver os conteúdos que devem ser trabalhados de maneira interdisciplinar, mas nunca imaginei que as minhas aulas estariam influenciando o desenvolvimento dos meus alunos.
Achei bem legal a produção da menina. Essa atitude de escrever coisas relacionadas ao que estamos aprendendo me deixou contente e satisfeita, acredito ser um sinal de que está tudo fluindo conforme o esperado, se não melhor ainda.
A vida de professor realmente é impressionante.
Segue a imagem do início da produção textual da minha aluna, durante a escrita, ela desenvolve diálogos com explicações como se estivesse dando uma aula de ciências.
Fiquei emocionada com a potencialidade desta aluna.



terça-feira, 3 de maio de 2016

Influencias da literatura.

LITERATURA INFANTO JUVENIL E APRENDIZAGEM.


Este livro traz uma temática bem significativa, mesmo se tratando de uma boneca preta e de uma menina, o assunto central que despertou o interesse em apresentar essa leitura para a turma foi em relação a amizade. O livro relata uma fabula de uma bonequinha muito levada que ao sua dona sair de casa ela desobedeceu, não se comportou e acabou caindo da janela sendo levada para longe. Com o acontecido sua dona sentiu muito sua falta.
Pouco antes de realizar esta atividade, ou seja, antes de realizar a leitura deste livro com a turma,  recebi em minha turma uma menina nova, tímida de pouca conversa, porém notei que a única colega que conversava com ela era uma menina bem pretinha, e muitas vezes os colegas meninos, zombavam delas pela grande diferença da cor da pele. Isso me chamou a atenção. Então trouxe essa leitura e desenvolvi um projeto a partir da leitura abordando a temática amizade.
Foi bem produtivo, pois as crianças aprenderam a importância de uma verdadeira amizade e também a respeitar as escolhas que cada um faz, até porque a amizade das duas meninas não era a primeira em nossa sala, nós já tínhamos duas colegas muito amigas que também são de etnias diferentes e isso nunca interferiu em nada.
Com a interdisciplina de Literatura, pude perceber o quanto temáticas comuns do nosso dia a dia são importantes para o bom desenvolvimento de cada criança, como é importante contextualizar as vivências, as amizades, o bom relacionamento de cada um. Tudo isso é muito produtivo e traz valor à essa raça que tanto luta contra o preconceito.
Estas são minhas alunas maravilhosas.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Mediador.

MEDIADOR

Contar até três é fácil, 1,2,3.....assim sucessivamente, temos essa habilidade.
Agora transformar essas habilidades em competências é a parte mais difícil, aí entra o professor como um mediador e com seu jeitinho brasileiro, toma conta da situação e transforma as habilidades dos alunos em potencialidades, em desafios, em novas técnicas que tornarão todo o contexto educacional mais produtivo e prazeroso. 
Como isso acontece, entra aqui o lúdico na sala de aula, mas não simplesmente o brincar por brincar, é claro que brincadeiras livres são de suma importância, mas nesse contexto, me refiro as brincadeiras direcionadas, que tem proporcionado ao aprendiz momentos de aprendizagens significativas e ao profissional da educação desenvolver atividades que atinjam a maior participação dos alunos e também um maior desempenho dos mesmos.
Essa parceria tem dado muito certo nas salas de aulas e tem promovido um aumento significativo no rendimento educacional do aprendiz.
Por isso acredito que nós educadores devemos continuar com essa perspectiva que vem dando certo, sendo mediadores, contribuindo e facilitando a trajetória de cada aluno na escola.
Além de mediadores, devemos atuar como bons observadores, pois o ato de brincar por brincar também nos mostra como é a criança, como se desenvolve o aluno. Nessas brincadeiras livres a criança deixa transparecer um pouco daquilo que ela vivencia, suas verdadeiras características vem a tona, e é neste momento que o professor deve estar atento para desvendar aquilo que as vezes é invisível.

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União.

União faz toda a diferença.
Esse contexto influencia muito na inclusão, a contribuição de ambas as partes torna esse processo mais produtivo e ocorre uma mútua aprendizagem.
Por que trouxe esse assunto?
Meditando sobre tudo o que havia ouvido, comentado, relatado, discordado...., no encontro do pacto, percebi que ninguém é melhor que ninguém, observei que ainda tenho tanto para aprender, e que essa aprendizagem não acontece somente no meio de grandes educadores e sim  no contato com meus alunos, mesmo com aqueles que são ditos como impossibilitados de participar por sua deficiência, é na troca diária com eles que percebo o quanto eu ainda tenho que continuar buscando mais, ser mais humana, mais sensível, mais paciente, mais amorosa, mais dedicada, enfim, mais tudo.
Uma aluna altista me fez ver que não há obstáculos se temos imaginação, podemos ser o que agente quer ser, foi assim que ela me falou, foi assim que ela me motivou. 

Ato de brincar.

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Na reunião que mencionei na postagem anterior, abordamos vários assuntos pertinentes ao que trabalhamos nos encontros e também ao que esperávamos para o ano que viria, sem saber ainda qual seria a grade curricular para esse semestre, um assunto que muito me interessa e que procuro sempre desenvolver nos meus planos é a LUDICIDADE.
O ato de brincar ele é muito importante, mas para que ele tenha um significado ele precisa ser direcionado pelo professor que é uma peça fundamental nesse contexto para que os objetivos sejam alcançados.
Mais tarde quando tivemos nosso primeiro encontro com a interdisciplina, onde reencontramos a professora Tânia e conhecemos que a acompanha, esse pensamento só veio a se confirmar.

Mais um ano inicia.




Esse ano começamos nossa trajetória educacional com todo o gás, Já nas primeiras semanas do início do ano letivo, tivemos nosso encontro do Pacto para darmos encerramento as atividades do ano anterior que não haviam sido concluídas.
Como abertura, fomos recebidos pela orientadora e tutora do curso com uma mensagem muito bonita que tem por título "oração para o educador". Parte dela me chamou a atenção: "...Como mestre que sou, creio que a educação é o resgate do homem oprimido. Por isso Senhor, faz-me um instrumento do saber para que eu saiba cumprir o dever de ser luz onde quer que eu esteja. E, tal qual nas tuas parábolas, possa também eu, conduzir meus discípulos para uma justa sociedade,...,dá-me uma partícula de sabedoria para que um dia eu possa ter certeza de que cumpri com lealdade a difícil tarefa de cultivar mentes abertas e independentes..."
O que me fez trazer esse pensamento foi que me identifiquei muito com essa mensagem, e acredito que muitas de minhas colegas de curso tem esse mesmo sentimento, de fazer o melhor por aqueles que passam por nossas salas de aula. Caso contrário não estaríamos nos dedicando em busca de novos saberes, novas oportunidades, novas conquistas.