sábado, 28 de maio de 2016

Ser professor

Fazendo a atividade da interdisciplina seminário integrador me deparei com essa frase que foi lida no blog da colega Franciele e esta me chamou a atenção.
“Ser professor é encarar uma situação nova a cada dia e transformar esta, em uma realização bem sucedida.” (Adriana Mensor)
Ao ler essa frase, me reportei ao contexto que encontramos hoje dentro de nossas salas de aula, alunos desmotivados, professores cansados, educação sem sentidos, logo me veio a mente a pergunta que não quer calar: será que todos os professores, e eu me incluo neste contexto, estamos preocupados em fazer desta situação uma nova aprendizagem?...
Porém logo após fazer essa reflexão  cheguei a conclusão que não são todos os professores que estão dispostos a lidar com essa situação problema de forma diferenciada, pelo contrário, muitos professores se mostram indiferentes a esta situação, decidindo punir o aluno por seus atos, sem levar em conta o seu contexto e a sua dedicação, cometendo assim um genocídio intelectual acabando com a pouca vontade e sonhos que restavam nesse aluno.
Será que educadores que agem com indiferença , nunca tiveram contato com essa frase que trouxe como abertura deste texto? Como conseguem terminar o ano letivo sem ter feito nada por estes alunos que presentam problemas em sala de aula? E ainda trazem a questão para ser resolvida pela gestão da escola fazendo a pergunta: será que esse aluno será aprovado, isso é revoltante, é como diz um ditado popular: temos a faca e o queijo na mão, o que esse educador fez que não envolveu o aluno, que não resgatou seu interesse, será que esse professor foi bem sucedido? E esse aluno que futuro terá?
Enquanto não houver professores que realmente se vistam de professores e desempenhem sua real função dentro das salas de aula,  continuaremos presenciando essa triste realidade, alunos desprovidos de atenção, desprovidos de educação.
Está na hora de acordar educação....Está na hora de acordar educadores....



Revisando postagens.

REVISANDO POSTAGENS.

Ato de brincar.

Na reunião que mencionei na postagem anterior, a respeito do nosso primeiro encontro do pacto neste ano letivo, abordamos vários assuntos pertinentes ao que trabalhamos nos encontros e também ao que esperávamos para o ano que viria, sem saber ainda qual seria a grade curricular para esse semestre no curso de pedagogia,, um assunto que muito conversamos na reunião e que muito me interessa e que procuro sempre desenvolver nos meus planos é a LUDICIDADE. Fiquei muito feliz ao observar que tal assunto estaria em questão também em uma das interdisciplinas do curso.
Ao pensarmos na realidade da sala de aula, nos deparamos com um número  elevado de alunos com grandes dificuldades de aprendizagem e desmotivados para os estudos.             Para mudar essa visão, faz-se necessário uma prática pedagógica dinâmica e provocadora, no sentido de instigar os alunos a aprender de maneira significativa e prazerosa.
O ato de brincar ele é muito importante, mas para que ele tenha um significado ele precisa ser direcionado pelo professor que é uma peça fundamental nesse contexto para que os objetivos sejam alcançados.
Muitos autores renomados defendem a ludicidade apontando pontos positivos a respeito dessa temática:
Mauricio (2008) apresenta um estudo focado na importância do lúdico para o processo de ensino aprendizagem, buscando clarificar o papel do brincar e conscientizar professores do seu real papel nesse contexto.
Vygotsky caracteriza a brincadeira pela regra, imaginação e imitação, envolvendo os processos de socialização e descoberta do mundo.
Já na concepção de Barreto (2007) o brincar favorece transformações internas e é uma forma de expressar seus desejos.
Há muitas outras argumentações trazidas por autores, o fato é que o lúdico esta presente em sala de aula como um recurso facilitador, transformando o aluno para um aluno mais ativo e confiante e consequentemente mais desenvolvido e seguro.
Está nas mãos dos educadores promover esses momentos de ludicidade em suas salas, já está mais do que provado, o lúdico é bom, é importante e faz uma grande diferença na aprendizagem do aluno. Pratique em sua sala, você educador que ainda não tem essa visão irá se surpreender.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Indignação


INDIGNAÇÃO.


Durante a aula de Literatura fomos levados a uma viajem pela as mais variadas leituras e instigados a perceber as provocações que a mesma pode causar em nós, movendo sentimentos, anseios, frustrações.
Com as atividades pude perceber o quanto a literatura é significante em vários contextos, principalmente para o desenvolvimento das crianças, transmitindo-lhes uma visão de mundo, uma cultura, uma nova perspectiva.
E falando sobre visão de mundo, durante a aula assistimos ao vídeo que retrata a s cenas de como era o navio negreiro, e o sentimento que aflorou em mim naquele momento foi de indignação.
Essa frase de Augusto Cury resume um pouco daquilo que me veio a mente após assistir ao vídeo:


Como pode uma sociedade se envergonhar de sua própria espécie, porque fazem dos negros um ser de outro mundo? Seriam eles mais  importantes se fossem brancos, judeus ou sei lá o quê?
Será que tudo o que eles fizeram, tudo o que passaram, as dores que sofreram, não os fazem importantes, merecedores de respeito? A final, hoje muito de nossa cultura veio desse povo, nos orgulhamos tanto de nossa cultura, mas no geral não respeitamos quem nos a proporcionou.
Isso tudo é revoltante, me indigno com essa situação, ninguém é igual a ninguém, mas todos somos merecedores dos mesmos direitos, é lei, então porque não a cumprem.
Tenho tentado levar para a sala de aulas estas questões a fim de que as crianças desde cedo desenvolvam esse senso crítico, democrático, que não sejam influenciáveis e que possam seguir seus próprio anseios.
A literatura infantil é riquíssima em relação à essa temática e a muitas outras, compete à nós educadores trabalhas essa questão no intuito de abrir novas mentes e promover uma revolução social na história do Brasil.
É tempo de mudar, é tempo de fazer a diferença.




Surpresa

Interdisciplinaridade.

Esta semana realizamos uma atividade diferente, a roda da leitura, esta atividade se desenvolveu porque a turma é muito grande e não tenho dado conta de ler todas as produções textuais que eles escrevem. Então tivemos a ideia de ter um momento para realizar essas leituras em grupo, fizemos uma troca onde cada aluno lia a produção de um colega. Foi bem interessante.
Mas a questão que trago ate aqui hoje é outra.
Enquanto estávamos ouvindo as leituras uma delas se destacou e muito me chamou atenção.
A menina começou a ler sua fábula, mas o conteúdo que ela abordou era muito familiar, foi o que me surpreendeu..... Na sua escrita ela globalizou todos os conteúdos que estamos estudando no trimestre. 
Achei tudo aquilo surpreendente, pois procuro desenvolver os conteúdos que devem ser trabalhados de maneira interdisciplinar, mas nunca imaginei que as minhas aulas estariam influenciando o desenvolvimento dos meus alunos.
Achei bem legal a produção da menina. Essa atitude de escrever coisas relacionadas ao que estamos aprendendo me deixou contente e satisfeita, acredito ser um sinal de que está tudo fluindo conforme o esperado, se não melhor ainda.
A vida de professor realmente é impressionante.
Segue a imagem do início da produção textual da minha aluna, durante a escrita, ela desenvolve diálogos com explicações como se estivesse dando uma aula de ciências.
Fiquei emocionada com a potencialidade desta aluna.



terça-feira, 3 de maio de 2016

Influencias da literatura.

LITERATURA INFANTO JUVENIL E APRENDIZAGEM.


Este livro traz uma temática bem significativa, mesmo se tratando de uma boneca preta e de uma menina, o assunto central que despertou o interesse em apresentar essa leitura para a turma foi em relação a amizade. O livro relata uma fabula de uma bonequinha muito levada que ao sua dona sair de casa ela desobedeceu, não se comportou e acabou caindo da janela sendo levada para longe. Com o acontecido sua dona sentiu muito sua falta.
Pouco antes de realizar esta atividade, ou seja, antes de realizar a leitura deste livro com a turma,  recebi em minha turma uma menina nova, tímida de pouca conversa, porém notei que a única colega que conversava com ela era uma menina bem pretinha, e muitas vezes os colegas meninos, zombavam delas pela grande diferença da cor da pele. Isso me chamou a atenção. Então trouxe essa leitura e desenvolvi um projeto a partir da leitura abordando a temática amizade.
Foi bem produtivo, pois as crianças aprenderam a importância de uma verdadeira amizade e também a respeitar as escolhas que cada um faz, até porque a amizade das duas meninas não era a primeira em nossa sala, nós já tínhamos duas colegas muito amigas que também são de etnias diferentes e isso nunca interferiu em nada.
Com a interdisciplina de Literatura, pude perceber o quanto temáticas comuns do nosso dia a dia são importantes para o bom desenvolvimento de cada criança, como é importante contextualizar as vivências, as amizades, o bom relacionamento de cada um. Tudo isso é muito produtivo e traz valor à essa raça que tanto luta contra o preconceito.
Estas são minhas alunas maravilhosas.