SÍNDROME DO NINHO VAZIO.
Este trabalho oportunizado pela
interdisciplina Psicologia da vida adulta em grupo, me levou a identificar uma
série de questões que envolve a vida do homem na faze adulta.
O tema gerador deste trabalho é a
síndrome do ninho vazio, um assunto bem instigante que envolve questões
familiares, sentimentais, transformadoras, inquietantes e até mesmo
frustrantes.
Resolvemos trabalhar com esse
assunto devido a maior parte do grupo já ter vivenciado essa síndrome, ou estar
vivenciando, daí surgiu o interesse.
O assunto remete-se diretamente aos pais
e filhos, onde essa clientela passa por momentos delicados, momentos esses que
requer tomada de decisões, aceitação, separação, e muitos outros fatores.
Mas o que vem a ser a síndrome do
ninho vazio? Essa síndrome nada mais é do que a transição de um(a) filho(a) que
tomou uma decisão, casar, sair de casa, morar sozinho, viajar,...,ou seja,
enfrentar a vida longe dos olhares super protetores paternos versus uma mão e
pai que não aceitam que seu(a) filho(a) está longe de seu ninho.
Essa questão pode gerar os mais
variados conflitos, contribuindo para o sofrimento de ambas as partes, isso
ficou bem claro nos depoimentos que nós componentes desse grupo de trabalho
apontamos durante a realização do mesmo.
Conforme as leituras que realizei
disponibilizadas no moodle e também em alguns sites de artigos sobre o assunto,
vi que tudo que realizamos faz parte de cada fase de nossa vida , porém muitas
vezes não estamos preparados emocionalmente para enfrentar as conseqüências de
nossas escolhas, ou então aceitar e entender as escolhas no caso dos pais.
Este é o caso da síndrome do ninho
vazio, na busca pela maturidade, não que quem escolha continuar morando em casa
não a tenha ou não vá adquiri-la, essa não é a questão norteadora do trabalho, os filhos saem de casa para construir uma nova
vida a dois, ou não, porém quem mais sofre são os pais, na maioria das vezes as
mães, para elas estar com o ninho vazio é uma questão de abandono, por mais que
elas entendam que faz parte Ada vida um filho tomar essa decisão, ela se sente
sozinha, o desapego demora para acontecer gerando assim muitos conflitos, ainda
mais quando entra na trama mais uma pessoa, uma nora ou um genro, aceitar que
outra pessoa esteja compartilhando a vida com ele(a) é insuportável.
Olhando o inverso, acredito também
que tomar a decisão de sair do ninho também é frustrante, enfrentar novos
desafios pode ser assustador, a incerteza nas coisas gera angustias, desejo de
voltar atrás, mas na busca de uma nova identidade vale a pena insistir e correr
riscos.
Enfrentar os medos, resistir a
saudade, compreender o outro, não pode ser tão difícil, afinal é apenas mais
uma etapa das muitas que se passa na vida.
O ser humano desde que nasce passa
por situações de amadurecimento, passa por várias fases descritas por Piajet no
livro Epistemologia Genética, e enfrentar a fase adulta é só mais uma delas
dando continuidade no processo evolutivo do ser humano. Para
Piaget (1983, p. 236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de
um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o
“caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada
se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir
do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do
sujeito servem de base a outras.
Essas situações relatadas no texto
apontam que neste período de transição entre sair do ninho, deixá-lo vazio,
oportuniza momento de grandes aprendizagens, aprender a enfrentar nossos medos,
resistir o novo, ser capaz de tomar decisões próprias formando assim a sua
personalidade adulta. Tudo isso é muito importante.
É preciso ter discernimento entre os
envolvidos nessa trama, pois os sentimento muitas vezes nos tiram a razão, é
onde ocorrem os desentendimentos familiares que chegam a duram anos. Mas com
paciência e tempo tudo se ajeita, não voltam a ser como antes, mas aos poucos
ambas as partes começam a se acostumar com a nova situação e aceitam que dão há
mais o que ser feito frente as decisões tomadas.
Oi Elielda!
ResponderExcluirMuito boa tua colocação e explicação sobre a "Síndrome do ninho vazio". Realmente não é fácil para ambas as partes esta separação, que em alguns casos é tratado como abandono por uma das partes, porém esta separação um dia poderá acontecer e como tu colocaste "é preciso ter discernimento entre os envolvidos nessa trama", pois, chega a hora que precisamos dar rumo as nossas vidas, seja no casamento ou mesmo optando por morar sozinho(a).
Porém, ao ler teu texto percebi algumas letras que acabaram modificando a escrita correta da palavra que tu queria escrever. Não estou fazendo uma crítica ao teu trabalho, pois achei muito bom e explicativo teu texto, mas estas letras acabaram atrapalhando o sentido das palavras.
Abraços.