quinta-feira, 4 de maio de 2017

Síndrome do ninho vazio.

SÍNDROME DO NINHO VAZIO.

            Este trabalho oportunizado pela interdisciplina Psicologia da vida adulta em grupo, me levou a identificar uma série de questões que envolve a vida do homem na faze adulta.
            O tema gerador deste trabalho é a síndrome do ninho vazio, um assunto bem instigante que envolve questões familiares, sentimentais, transformadoras, inquietantes e até mesmo frustrantes.
            Resolvemos trabalhar com esse assunto devido a maior parte do grupo já ter vivenciado essa síndrome, ou estar vivenciando, daí surgiu o interesse.
            O assunto remete-se diretamente aos pais e filhos, onde essa clientela passa por momentos delicados, momentos esses que requer tomada de decisões, aceitação, separação, e muitos outros fatores.
            Mas o que vem a ser a síndrome do ninho vazio? Essa síndrome nada mais é do que a transição de um(a) filho(a) que tomou uma decisão, casar, sair de casa, morar sozinho, viajar,...,ou seja, enfrentar a vida longe dos olhares super protetores paternos versus uma mão e pai que não aceitam que seu(a) filho(a) está longe de seu ninho.
            Essa questão pode gerar os mais variados conflitos, contribuindo para o sofrimento de ambas as partes, isso ficou bem claro nos depoimentos que nós componentes desse grupo de trabalho apontamos durante a realização do mesmo.
            Conforme as leituras que realizei disponibilizadas no moodle e também em alguns sites de artigos sobre o assunto, vi que tudo que realizamos faz parte de cada fase de nossa vida , porém muitas vezes não estamos preparados emocionalmente para enfrentar as conseqüências de nossas escolhas, ou então aceitar e entender as escolhas no caso dos pais.
            Este é o caso da síndrome do ninho vazio, na busca pela maturidade, não que quem escolha continuar morando em casa não a tenha ou não vá adquiri-la, essa não é a questão norteadora do trabalho,  os filhos saem de casa para construir uma nova vida a dois, ou não, porém quem mais sofre são os pais, na maioria das vezes as mães, para elas estar com o ninho vazio é uma questão de abandono, por mais que elas entendam que faz parte Ada vida um filho tomar essa decisão, ela se sente sozinha, o desapego demora para acontecer gerando assim muitos conflitos, ainda mais quando entra na trama mais uma pessoa, uma nora ou um genro, aceitar que outra pessoa esteja compartilhando a vida com ele(a) é insuportável.
            Olhando o inverso, acredito também que tomar a decisão de sair do ninho também é frustrante, enfrentar novos desafios pode ser assustador, a incerteza nas coisas gera angustias, desejo de voltar atrás, mas na busca de uma nova identidade vale a pena insistir e correr riscos.
            Enfrentar os medos, resistir a saudade, compreender o outro, não pode ser tão difícil, afinal é apenas mais uma etapa das muitas que se passa na vida.
            O ser humano desde que nasce passa por situações de amadurecimento, passa por várias fases descritas por Piajet no livro Epistemologia Genética, e enfrentar a fase adulta é só mais uma delas dando continuidade no processo evolutivo do ser humano. Para Piaget (1983, p. 236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o “caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras.
            Essas situações relatadas no texto apontam que neste período de transição entre sair do ninho, deixá-lo vazio, oportuniza momento de grandes aprendizagens, aprender a enfrentar nossos medos, resistir o novo, ser capaz de tomar decisões próprias formando assim a sua personalidade adulta. Tudo isso é muito importante.
            É preciso ter discernimento entre os envolvidos nessa trama, pois os sentimento muitas vezes nos tiram a razão, é onde ocorrem os desentendimentos familiares que chegam a duram anos. Mas com paciência e tempo tudo se ajeita, não voltam a ser como antes, mas aos poucos ambas as partes começam a se acostumar com a nova situação e aceitam que dão há mais o que ser feito frente as decisões tomadas.

             

Um comentário:

  1. Oi Elielda!
    Muito boa tua colocação e explicação sobre a "Síndrome do ninho vazio". Realmente não é fácil para ambas as partes esta separação, que em alguns casos é tratado como abandono por uma das partes, porém esta separação um dia poderá acontecer e como tu colocaste "é preciso ter discernimento entre os envolvidos nessa trama", pois, chega a hora que precisamos dar rumo as nossas vidas, seja no casamento ou mesmo optando por morar sozinho(a).
    Porém, ao ler teu texto percebi algumas letras que acabaram modificando a escrita correta da palavra que tu queria escrever. Não estou fazendo uma crítica ao teu trabalho, pois achei muito bom e explicativo teu texto, mas estas letras acabaram atrapalhando o sentido das palavras.
    Abraços.

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