sábado, 26 de maio de 2018

Alfabetização de adultos


Resenha do texto Alfabetização de adultos: ainda um desafio.
( Hara, Regina )
            Para esta atividade, fomos instigados a realizar uma leitura da autora Hara, onde trouxe-nos contribuições relevantes a cerca da psicogênese da língua escrita com jovens e adultos. Seu texto apresenta um trabalho riquíssimo realizado na área da alfabetização de jovens e adultos baseado nos ensinamentos e referenciais de Paulo Freire e Emília Ferreiro.
            Também tivemos a oportunidade de assistir alguns vídeos que abordaram o desenvolvimento de algumas atividades de alfabetização e letramento com adultos que vieram a complementar o que a autora aponta em seu texto.
            Pude observar e refletir com os materiais disponibilizados, que os adultos não alfabetizados assim como as crianças, já possuem alguma relação com a escrita, eles já diferenciam ou conhecem os códigos, e também enfrentam dificuldades, o diferencial é que socialmente, esses adultos sentem-se discriminados e impotentes.
            A autora enfatiza muito os estudos de Paulo Freire, e neste contexto o método de Freire é político no sentido de libertação de todos os seres humanos, ou seja, na escola, ou nos grupos de alfabetização, deve-se levar os indivíduos a acreditar que é possível realizar uma leitura de mundo.
            A leitura de mundo, pude perceber e entender que é essencial para a educação, pois assim, após o ingresso no processo de alfabetização eles vêem com mais clareza as coisas, passam a entender melhor situações do cotidiano e com a leitura de mundo conseguem entender a realidade e refletir sobre ela.
            Os vídeos me fizeram perceber que como esses jovens e adultos não dominam a leitura e a escrita, é necessário utilizar muito a oralidade para levá-los a perceber a própria escrita e na prática, valorizar o erro é preciso. O erro é necessário para que entendam o que precisa ser corrigido.
            Usar subsídios do dia a dia como tema gerador gera uma compreensão e uma assimilação maior da produção escrita.
            Tudo que observei com o material disponibilizado tem sido muito válido, principalmente no que se refere às nossas práticas, pois ela é a base para que qualquer processo seja efetivo.
            Acredito que a valorização do indivíduo, a utilização do meio, as contribuições de cada um  e a disponibilidade do educador fazem toda a diferença, é necessário reflexão sobre a forma como desenvolvemos e aplicamos nossas metodologias para melhor atender e auxiliar nossos alunos, sejam eles crianças ou adultos.
Referências:
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3. Ed. São Paulo: CEDI, 1992.


sábado, 12 de maio de 2018

Planejamento

Planejamento
  
Realizando a leitura da autora Maria Luisa Xavier, me reportei ao tempo em que estudei no curso de magistério.
Lembrei de como era realizar os famosos planos de aula nas aulas de didática.
Porém uma grande diferença, naquele tempo, os planos eram direcionados a uma área do conhecimento.
Hoje trabalhamos com a integração e nossas aulas tem proporcionado aos alunos mais interação e participação.
Foi uma leitura produtiva que me fez observar as mudanças na educação que mencionamos na atividade realizada nesta mesma interdisciplina, sobre as transformações na educação e a necessidade de acompanhar as mudanças.

As origens da modalidade do ensino integrado.


           
                                     As origens da modalidade do ensino integrado.

             Para a realização desta atividade, fui instigada a realizar uma reflexão entre assuntos de vera muito importantes para o desenvolvimento  educacional dos alunos.
     Vi entre as leituras realizadas como se apresentou a evolução industrial e conseqüentemente seguindo os mesmos processos a tentativa de uma evolução educacional.
            Na leitura de Santomé, “As origens da modalidade de currículo integrado”, observei como desenvolveu-se o processo de evolução industrial e como também a escola ou a educação em geral se espelhou nessa perspectiva de mudança do mercado econômico para tratar de evoluir também.
            O processo se deu seguindo uma tendência Fordista e Taylorista que acentuavam a fragmentação de serviços prestados, não acreditando na capacidade dos indivíduos de se envolverem em mais de um tipo de atividade, com o passar dos tempos, essa organização apresentou características de desapontamento e até mesmo falhas, houve assim a necessidade de uma reorganização, esta por sua vez chamou a atenção por trabalhos em grupos pautados pela cooperação e o intuito de aumentar a produtividade e levar a empresa ao êxito esperado.
      Frente à essas mudanças, vê-se a necessidade de uma reorganização da esfera educacional, observei que a partir desse momento, os envolvidos no processo educacional passam a valorizar o que Japiassu aponta quanto aos compartimentos em que se divide o currículo e passam a valorizar mais as práticas educativas pautadas na interdisciplinaridade e no ensino globalizado visando um ensino integrado, ou seja, onde haja uma ligação entre uma aprendizagem e outra.
            Entendi com as leituras  que as escolas ao se espelharem nas mudanças do mercado de trabalho, para promover uma mudança na metodologia utilizada por professores,   contribuiu também para um retorno ao mercado de trabalho, pois se nas escolas o ensino globalizado pode e deve levar o aluno a entender melhor o contexto e atuar sobre ele, esse aluno estará sendo forjado para futuramente atuar no mercado de trabalho com mais reflexão.
            Concluí que muito ainda deve ser mudado nas instituições escolares, para realmente se desenvolver essas mudanças e reformulações, é necessário profissionais competentes, habilidosos e com muita disposição e desprendimento, pois são muitos desafios a serem enfrentados, pois desenvolver uma educação integrada requer total desacomodação e sei que ainda há muitos profissionais que somente falam e não desenvolvem essa tendência, o que acho lamentável.