segunda-feira, 17 de julho de 2017

Avaliação


AVALIAÇÃO.

Ainda hoje ouço o assunto avaliação como um mero instrumento de testagem, algo bem tradicional e específico, mas hoje percebo que o ato de avaliar vai muito além disso, eu avalio constantemente meus alunos, não só no papel, mas nas atitudes, na participação, no desenvolvimento...
Acredito que avaliar não é ter a certeza do que o aluno sabe ou não, vejo a avaliação como um processo de troca, de integração e busca. Como Jussara Hoffmam apontou no vídeo, a avaliação é o ponto de partida, através dela vou desenvolver tudo aquilo que imagino ser necessário para os alunos e não apenas cobrar conteúdos que foram apresentados.
Há distintas formas de avaliação, na minha escola utilizamos notas de 5° ao 9° anos e parecer descritivo nos anos iniciais e EJA. Acho ambas as formas válidas se bem desenvolvidas, ou seja, se o educador souber fazer do momento de avaliar um momento  rico e significativo e não desmotivador e sem sentido algum para o aluno no caso de notas, e nos pareceres a observação deve ser crítica e não superficial.
Para tanto deve haver uma reflexão sobre a maneira como avaliamos, devemos nos auto avaliar, avaliar nossa turma e repensar quais objetivos queremos que nossos alunos alcancem.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

PPP

PPP.

Refletindo a cerca dos os objetivos do PPP de uma escola, percebi que a sua  intensionalidade está voltada para três finalidades bem específicas:
# Desenvolvimento pleno do aluno;
# Preparo para o exercício da cidadania;
# Preparação para o trabalho.
Com isso nós educadores forjamos sujeitos, cidadãos ativos, reflexivos e isso não é bom para quem quer alienar o povo.
Do meu ponto de vista, essa prevista reforma na educação e nas leis que a regem, é uma forma de coagir o educando de maneira que este não conduza os docentes para uma vida social bem desenvolvida, se assim continuar a forma como interagimos com nossos alunos instigando-os a refletirem sobre toda e qualquer situação, não terá como manipular mentes desprovidas.
Acho um absurdo, quem se beneficia com isso? A minoria burguesa que obtém todas as vantagens e lucros ou a maioria proletária que está sempre correndo atras da sobrevivência?
É preciso reflexão. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Fatores educacionais.


FATORES EDUCACIONAIS.

Hoje em dia pensar em educação soa como algo simples aos olhares de quem não interage com o mundo da educação, pode esta parecer um sistema que já vem pronto para ser posto em prática, mas se engana quem pensa assim.
A educação desde sempre é um processo que se desenvolve diariamente e passa por diversos fatores que contribuem ou não para seu bom andamento, isso dependerá da maneira como a gestão desenvolve suas competências e aplica todas as suas atribuições. Se tratando de educação me remeto aqui ao processo de aprendizagem de cada aluno.
Para que de fato a educação se desenvolva e o aluno aprenda, todo um contexto intra e extra- escolar deve ser observado e valorizado, a criança quando chega na escola precisa ser bem recebida e aceita, isso refere-se à questões intra-escolares; ter acesso a um ensino de qualidade, com profissionais qualificados, à um ambiente acolhedor, merenda, esporte, lazer, ... Para tal, a escola tem que estar munida de ações que contemplem atender à essas especificidades que é direito de toda a criança como  previsto em lei.
Por outro lado, essa criança também chega com uma bagagem cultural que não pode ser desprezada, para isso a escola tem que promover momentos em que ele possa se sentir importante, trazer sua família para o contexto escolar, resgatar esse aluno, levá-lo a refletir sobre as condições culturais que esta inserido e mostrar que ele pode fazer a diferença, que ele pode interferir e mudar a sua realidade.

Com o auxilio do PDDE, a gestão escolar da minha escola está sempre buscando utilizar-se desse recurso para dar assistência na área pedagógica, na infra-estrutura da escola, em melhorias em prol dos benefícios dos alunos e educadores, visando sempre atender os alunos da melhor forma possível.
Eu acredito que é assim que se faz educação, pensando sempre no aluno, buscando sempre aquilo que pode ser bom para ele. Não que estejamos querendo dar aos alunos o que eles não tem, e sim aproveitando esse momento da infância para instigar a mente deles através daquilo que por direito é deles, a educação, educação de qualidade, com significados.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Indignação.

INDIGNAÇÃO.

          Neste momento não estou preocupada em escrever um bom texto, em obedecer aos requisitos necessários para desenvolver uma escrita perfeita.
        Quero aqui apresentar minha indignação, essa semana que passou realizei algumas atividades pendentes que abordavam a questão da gestão escolar, muito me interessei pelas leituras e vídeos propostos, em seguida me deparei com atividades que traziam em questão o conselho escolar, fiquei de fato preocupada, pois na minha escola e não tem um e acredito que no município não tenha também, mas até ai tudo bem pois já estou sabendo que pelo menos existe um conselho municipal ativo, dando os primeiros passos mas se encaminhando em busca de atender as necessidades da rede.
          Até ai tudo bem, o pior ainda estava por vir, como iria desenvolver uma entrevista com um conselheiro se não existe um conselho nas escolas onde tenho convívio, então resolvi pedir ajuda para então presidente do conselho municipal, tendo em vista que ela era uma das gestoras no ano anterior, quebrei a cara, ouvi um absurdo, " não tenho como te ajudar pois não entendo nada de conselhos, nem sei como é isso de fato." Fiquei chocada, indignada, será que ela imaginou que eu estaria querendo investigar alguma coisa, pois ela é a presidente do conselho municipal e muito poucos sabem disso? Será que se sentiu ameaçada? Confrontada? Não sei. O que sei é que essa pessoa se recusou a auxiliar alguém que simplesmente busca informações.
              Então fiquei a pensar se para uma colega de profissão ela nega assistência, será que com os alunos ela fará o mesmo? E mesmo que eu estivesse querendo informações de cunho particular, esse interesse, que de fato tenho, seria para buscar melhorias, auxílio, suportes para a educação.
              É triste, não gostei de viver essa experiência, me coloquei no lugar de alunos que buscam respostas para suas indagações e os professores menosprezam-as, agem com indiferença, alegando o assunto não ser da sua área.
             Realmente precisamos de muitas mudanças na educação.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A prática do educador.

REFLEXÃO

A  prática do educador: compromisso e prazer. ( Isabel Alice LELIS )

Partindo minha escrita da visão geral da leitura realizada, percebo a real gratificação da educadora em receber uma homenagem, com isso observo o quanto essa educadora deve ter oferecido para a turma ao ponto de que fosse escolhida para tal ofício, ser paraninfa.
Durante a trajetória do curso de graduação em Pedagogia ao qual estou cursando como educando, pude refletir, a cerca do quanto o papel do professor em sala de aula é importante, foram sábias as palavras desta professora em sua escrita, ela apontou de maneira clara e reta o real sentido de ser professor.
Mediante tudo que foi abordado eu me identifico muito com a questão do compromisso, acredito que a partir do momento em que uma pessoa capacita-se para desenvolver qualquer função, ela precisa ter compromisso com ela, precisa ter ciência de que principalmente no que diz respeito a área educacional, todos os aspectos estarão ligados ao seu comprometimento, ao seu dispor, ao seu envolvimento, a sua capacidade de doação.
Eu reflito muito sobre minhas ações enquanto educadora, entro na minha sala de aula não para desenvolver e aplicar os conteúdos curriculares e sim para transformar as mentes tão pequenas ainda dos alunos. Vejo que é nos pequenos momentos que se desenvolve grandes aprendizagens.
Assim como nas palavras da professora homenageada, que diz ser difícil o caminho que um bom educador deve trilhar, complemento dizendo que não é impossível, enfrentamos dificuldades, passamos por momentos de incertezas, de desconfortos, mas, quando encontro um ex-aluno bem sucedido, encaminhando sua vida educacional com êxito, percebo que todo esforço valeu a pena.
Esses dias fiquei muito feliz com as palavras de um aluno durante o período do lanche, ele questionava com seus colegas a respeito de qual seria a melhor professora que já tiveram, esse aluno mencionado tentava estimular os demais a votarem em mim, dizia que quando que eles tiveram uma professora amiga, incentivadora, que se preocupava com suas faltas, que esta sempre sentada junto ajudando. Naquele momento senti vontade de ir até o seu encontro e abraça-lo como agradecimento, mas não foi necessário, ele mesmo me chamou, me deu um beijo e disse quando vocês tiveram a oportunidade de beijar a sora como agente faz esse ano.
Neste momento acredito que senti-me homenageada e constatei que não é necessário grandes metodologias para ser um bom profissional da educação, é necessário dispor de seu tempo para entender e auxiliar seu aluno, é necessário também sair da zona de conforto, se desestabilizar.

Agindo assim a educação tomará novos rumos, terá novos olhares e novos significados.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Parcerias na escola.

Parcerias na escola.

Esta semana estou lendo um texto que fala sobre ações democráticas na educação, coincidente ou não, no sábado passado realizamos na escola um projeto que veio da secretaria do meio ambiente em parceria com a educação.
Desenvolvemos durante um período de tempo atividades sobre o meio ambiente nas salas  de aula, mas não ficou só nas salas, a escola juntamente com a secretaria do meio ambiente, recebeu nas dependências da escola toda a comunidade municipal. Neste evento os alunos tiveram a oportunidade de falar sobre o meio ambiente municipal, conscientizando as pessoas de que Cidreira é sim um lugar bom para se viver, ao contrário do que muitos dizem.
Essa atividade oportunizou a comunidade a interagir com os alunos, a trazer contribuições para futuros projetos, a levantar questões sobre auxilio e melhorias, foi uma troca muito grande de saberes e questionamentos.
Foi muito produtivo, a escola geralmente realiza trabalhos assim, mas não era na mesma proporção ou finalidade, acredito que essa ação foi muito além da nossa escola, ela ultrapassou barreiras, quebrou sistemas, houve um ato de democracia.
Uma pequena semente foi plantada nesse dia, esperamos agora cultivá-la e colher futuramente belos frutos.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Democracia


Democracia.

Essa semana, ao realizar as atividades do moodle, me deparei com uma questão bem atual no meu município, a questão de como funciona nas escolas, ou não funciona, a eleição dos gestores escolares.
Lendo o texto " Políticas Públicas e Gestão da Educação em Tempos de Redefinição do Papel do Estado" de Vera Maria Vidal Peroni, percebi que na prática as coisas não funcionam de acordo com as políticas educacionais, e isso me incomoda.
A autora aponta no texto que dentre muitas  mudanças no Estado, a democracia faz-se presente no que tange à educação. Mas ainda está longe de atingir os pequenos municípios que ainda se apegam em questões políticas, em obedecer aos mandos e desmandos vindos do executivo, e a educação fica a cargo dos indicados, apadrinhados, que por vezes não entendem nada do assunto, mas como ganhou um cargo e um bom salário, está representando a classe educadora.
Essa é bem a realidade do meu município. Estamos este ano aguardando uma posição da SMEC, pois conseguimos, depois de muita luta dos membros do conselho de educação, o direito de eleger democraticamente a equipe diretiva da escola.
Porém fica em minha mente uma dúvida, será que mais uma vez seremos podados? Essa questão é velha em nossa educação, entra governo e sai governo e nada muda, os amandos como chamamos as indicações políticas por aqui, sempre prevalessem, ou seja, a equipe diretiva, sempre é indicada pelo governo atual, com isso, que democracia é essa que vivemos? Que direitos vamos reivindicar? Essas indicações irão atender as necessidades de sua comunidade escolar ou atender às ordens de seu indicador?
Complicado não é mesmo?
Eu acredito que não há como atender a comunidade, como educadores devemos impor nossas ideias e não aceitar que nos empurrem " boca a baixo " aquilo que não julgamos ser necessário.
Deixo aqui um pelo, você que assim como eu é um profissional da educação, faça valer o poder da democracia, una-se aos conselhos educacionais em busca de melhorias e realizações das leis que nos dão suporte. Faça você a diferença, comece dando os primeiros passos.

Referência:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1996488/mod_resource/content/1/pol%C3%ADticas_publicas_e%20gestao_da_educacao_veraperoni.pdf