Com base no que li na leitura disponibilizada pela
interdisciplina de Infância “Nove teses sobre a infância como um fenômeno social”
, posso relatar que quando o autor fala em uma abordagem interdisciplinar no
texto em questão, ele está enfatizando que em se tratando de infância, devemos
ter vários olhares. Isso significa que a infância deve ser entendida não só
como uma disciplina, mas sim em suas
múltiplas faces, como sociais, políticas, familiar, econômica...
Investe-se muito atualmente em grandes pesquisas,
que no texto são abordadas como macros, onde trazem índices ampliados que não
condizem com as especificidades das infâncias atuais. Essa amplitude não
contempla a fundo a realidade vivida por muitas infâncias, faz-se necessário um
estudo mais aprimorado para que se compreenda e atenda as infâncias que temos
hoje, indiferente de classes sociais, gênero, entre outros, pois a diferença é
gritante entre os acontecimentos a nível macro e micro.
Falando nessa diferença, posso citar as vantagens
desse conhecimento adquirido a nível macro, as facilidades encontradas neste
contexto oportunizam à essas crianças um acesso mais amplo e diversificado em
varias áreas, ou seja, mesmo estando vivendo em uma era digital, onde tudo gira
em torno de mídias e tecnologias, as infâncias que tem atendimento a nível
macro estarão sempre em vantagem em relação as de nível micro, que são menos
assistidas e desprovidas de tais vantagens.
Enquanto continuarem valorizando e dando atenção
somente à essas pesquisas amplas, que trazem índices gerais, essas infâncias
minoritárias continuarão na situação ao qual se encontram, como nulas diante de
um sistema que nem se quer sabe de suas especificidades, inquietações, desejos.
Infelizmente a lei da maioria tem prevalecido em nosso pais. Enquanto isso
milhares de crianças vivem no anonimato.
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