segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Abordagem interdisciplinar.

Com base no que li na leitura disponibilizada pela interdisciplina de Infância “Nove teses sobre a infância como um fenômeno social” , posso relatar que quando o autor fala em uma abordagem interdisciplinar no texto em questão, ele está enfatizando que em se tratando de infância, devemos ter vários olhares. Isso significa que a infância deve ser entendida não só como uma disciplina, mas sim em  suas múltiplas faces, como sociais, políticas, familiar, econômica...
Investe-se muito atualmente em grandes pesquisas, que no texto são abordadas como macros, onde trazem índices ampliados que não condizem com as especificidades das infâncias atuais. Essa amplitude não contempla a fundo a realidade vivida por muitas infâncias, faz-se necessário um estudo mais aprimorado para que se compreenda e atenda as infâncias que temos hoje, indiferente de classes sociais, gênero, entre outros, pois a diferença é gritante entre os acontecimentos a nível macro e micro.
Falando nessa diferença, posso citar as vantagens desse conhecimento adquirido a nível macro, as facilidades encontradas neste contexto oportunizam à essas crianças um acesso mais amplo e diversificado em varias áreas, ou seja, mesmo estando vivendo em uma era digital, onde tudo gira em torno de mídias e tecnologias, as infâncias que tem atendimento a nível macro estarão sempre em vantagem em relação as de nível micro, que são menos assistidas e desprovidas de tais vantagens.

Enquanto continuarem valorizando e dando atenção somente à essas pesquisas amplas, que trazem índices gerais, essas infâncias minoritárias continuarão na situação ao qual se encontram, como nulas diante de um sistema que nem se quer sabe de suas especificidades, inquietações, desejos. Infelizmente a lei da maioria tem prevalecido em nosso pais. Enquanto isso milhares de crianças vivem no anonimato.

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