domingo, 21 de maio de 2017

Refletindo sobre a contemporaneidade.

Refletindo sobre a contemporaneidade.

Estava vendo o vídeo disponibilizado na interdisciplina Organização e gestão da educação, quando as palavras do sociólogo Zygmunt Bauman começaram a fazer-me refletir sobre muitos assuntos inclusive sobre  a educação de hoje e os significados que ela tem.
Na visão do sociólogo e no meu entendimento também, as coisas não acontecem mais como antes, houve em todos os requisitos assim posso dizer, uma liquidez, as coisas mudam constantemente, e com isso observa-se uma desordem.
Segundo as palavras do sociólogo, isso deve-se ao fato de não sabermos lidar com a quantidade de informações que nos é oferecida, ele até usa a frase: " estamos nos afogando em informações e sedentos por sabedoria." Processar todas essas informações e converter em sabedoria e conhecimento é o que está fazendo falta. Desde sempre essa busca por conhecimento e sabedoria permeia, mas nunca conseguiu-se extinguir as diferenças, não consegue-se entender o porquê de tantos acontecimentos sociais. Nessa falta de limites, a sociedade vive o capitalismo e com isso muda a situação da sociedade que de aparentemente estável , declina rigorosamente.
Mas agora eu questiono, de quem é a culpa dessa triste realidade, não só aqui no Brasil? Sabemos que a política pode e deve auxiliar nesse contexto, mas muitos não são confiáveis, os últimos acontecimentos provam essa questão, sim é a sociedade que vota, que escolhe, que coloca-os no poder, mas como saber em quem estamos realmente votando? É possível ter essa resposta? Saber da honestidade do ser humano antes de ele se mostrar quem realmente é, de mostrar sua falta de comprometimento?
Essa é uma questão verdadeiramente polêmica, mas que tem que ser revista.
Mas aí você que esta lendo este texto vai dizer, mas eu me interessei por essa leitura pois abordava alguma coisa a respeito da educação, infelizmente a educação não esta de fora dessa realidade ao qual tenho relatado. Me preocupo muito com o futuro da sociedade e acredito que é dentro das salas de aula que parte da mudança tão desejada nas sociedades possa começar a acontecer.
Vendo essa desordem em que se encontra a contemporaneidade, eu enquanto educadora preciso fazer algo, mesmo que muito pouco, na tentativa de reverter essa situação. É possível com simples metodologias e bons projetos instigar nossos alunos a serem pensantes, a refletir no mundo que vivem. Somos capazes de promover momentos em que eles participem da construção da mudança. Esse é o nosso papel, formar cidadãos críticos, realistas e não conformados. É por isso que temos que lutar e insistir. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sabores e cheiros de infância.

Sabores e cheiro de infância.


Ontem a noite estava realizando uma atividade doméstica comum, estava estendendo roupa, quando de repente o cheiro que exalava delas me reportou para uma época muito importante de minha infância.
Parecia que ao sentir o cheirinho da roupa lavada estava entrando na casa da minha tia em Viamão onde passávamos as férias quando crianças. Quando chegávamos na casa da tia por coincidência ou não ela estava sempre passando roupa e o vapor que saía tinha um cheiro adorável, o mesmo que senti ao estender minhas roupas.
Foi uma sensação maravilhosa, relembrar momentos marcantes de minha vida me trouxe um bem estar.
Logo após, entrei para casa e comecei a refletir, omo simples coisas podem marcar nossa memória, um cheiro trouxe a tona momentos vividos a mais de vinte e cinco anos atrás. Foi aí que me indaguei, será que eu, enquanto professora estou deixando marcas na memória de meus alunos? E mais o que nós educadores temos feito em nossas salas de aula para marcar nossos alunos?
Nos dias de hoje tenho visto tantos alunos desmotivados, sem nenhuma perspectiva para os estudos, será que a culpa dessa desmotivação não seria entre tantos fatores, também do educador?
É complicado falar de um tema assim, onde compromete-se o fazer pedagógico de um profissional, mas me preoupo pois sou mãe, tenho uma filha em idade escolar e fico com receio de que os momentos na escola não estejam fazendo sentido para a construção de suas aprendizagens.
Outrora ouvi uma frase do autor Goethe, Johann que diz assim: " quando o interesse diminui, om a memória ocorre o mesmo." Com essa frase eu encerro minha reflexão e deixo aqui um apelo a quem estiver lendo, se você é um educador assim como eu, reveja suas atitudes, metodologias, a forma como vê seu aluno, valorize mais cada momento em sala de aula, quem sabe você seja a única pessoa que ainda se importa e desprende atenção para determinado aluno. Faça a diferença, mesmo que singela, ela pode valer a pena.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Síndrome do ninho vazio.

SÍNDROME DO NINHO VAZIO.

            Este trabalho oportunizado pela interdisciplina Psicologia da vida adulta em grupo, me levou a identificar uma série de questões que envolve a vida do homem na faze adulta.
            O tema gerador deste trabalho é a síndrome do ninho vazio, um assunto bem instigante que envolve questões familiares, sentimentais, transformadoras, inquietantes e até mesmo frustrantes.
            Resolvemos trabalhar com esse assunto devido a maior parte do grupo já ter vivenciado essa síndrome, ou estar vivenciando, daí surgiu o interesse.
            O assunto remete-se diretamente aos pais e filhos, onde essa clientela passa por momentos delicados, momentos esses que requer tomada de decisões, aceitação, separação, e muitos outros fatores.
            Mas o que vem a ser a síndrome do ninho vazio? Essa síndrome nada mais é do que a transição de um(a) filho(a) que tomou uma decisão, casar, sair de casa, morar sozinho, viajar,...,ou seja, enfrentar a vida longe dos olhares super protetores paternos versus uma mão e pai que não aceitam que seu(a) filho(a) está longe de seu ninho.
            Essa questão pode gerar os mais variados conflitos, contribuindo para o sofrimento de ambas as partes, isso ficou bem claro nos depoimentos que nós componentes desse grupo de trabalho apontamos durante a realização do mesmo.
            Conforme as leituras que realizei disponibilizadas no moodle e também em alguns sites de artigos sobre o assunto, vi que tudo que realizamos faz parte de cada fase de nossa vida , porém muitas vezes não estamos preparados emocionalmente para enfrentar as conseqüências de nossas escolhas, ou então aceitar e entender as escolhas no caso dos pais.
            Este é o caso da síndrome do ninho vazio, na busca pela maturidade, não que quem escolha continuar morando em casa não a tenha ou não vá adquiri-la, essa não é a questão norteadora do trabalho,  os filhos saem de casa para construir uma nova vida a dois, ou não, porém quem mais sofre são os pais, na maioria das vezes as mães, para elas estar com o ninho vazio é uma questão de abandono, por mais que elas entendam que faz parte Ada vida um filho tomar essa decisão, ela se sente sozinha, o desapego demora para acontecer gerando assim muitos conflitos, ainda mais quando entra na trama mais uma pessoa, uma nora ou um genro, aceitar que outra pessoa esteja compartilhando a vida com ele(a) é insuportável.
            Olhando o inverso, acredito também que tomar a decisão de sair do ninho também é frustrante, enfrentar novos desafios pode ser assustador, a incerteza nas coisas gera angustias, desejo de voltar atrás, mas na busca de uma nova identidade vale a pena insistir e correr riscos.
            Enfrentar os medos, resistir a saudade, compreender o outro, não pode ser tão difícil, afinal é apenas mais uma etapa das muitas que se passa na vida.
            O ser humano desde que nasce passa por situações de amadurecimento, passa por várias fases descritas por Piajet no livro Epistemologia Genética, e enfrentar a fase adulta é só mais uma delas dando continuidade no processo evolutivo do ser humano. Para Piaget (1983, p. 236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o “caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras.
            Essas situações relatadas no texto apontam que neste período de transição entre sair do ninho, deixá-lo vazio, oportuniza momento de grandes aprendizagens, aprender a enfrentar nossos medos, resistir o novo, ser capaz de tomar decisões próprias formando assim a sua personalidade adulta. Tudo isso é muito importante.
            É preciso ter discernimento entre os envolvidos nessa trama, pois os sentimento muitas vezes nos tiram a razão, é onde ocorrem os desentendimentos familiares que chegam a duram anos. Mas com paciência e tempo tudo se ajeita, não voltam a ser como antes, mas aos poucos ambas as partes começam a se acostumar com a nova situação e aceitam que dão há mais o que ser feito frente as decisões tomadas.