quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Desacomodação.

Desacomodação.

Carlos Skliar fala no seu depoimento da pedagogia das diferenças, há diversas formas de ensinar, como educadores temos que atingir cada um de nossos alunos com um cuidado especial, são todos alunos, mas não são todos iguais, e isso gera uma desacomodação, não basta ter vocação, tem que haver reflexão.
Ensinar é mais que técnica, é mais que ofício, é um ato de cidadania, de compartilhamento, de doação.

Educar para o mundo e para vida.

Educar para o mundo e para vida.
Assistindo o vídeo da interdisciplina de Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, uma frase me chamou a atenção nas palavras de Carlos Skliar:
"Educar para o mundo
Educar para a vida."
Essa realidade é mais ou menos direcionada ao que assisti no vídeo em outra interdisciplina onde um escritor índio chamado Daniel apontou a deturpação da ideia de criança feliz, cada vez mais cedo elas estão se tornando adultas, queimando etapas importantes da vida.
As escolas estão invertendo o papel da criança, hoje pensa-se apenas em prepará-los para viver no mundo esquecendo-se que criança tem que viver o seu momento.
É necessário que o período em que a criança está na escola seja prazeroso e que em meio a tantas aprendizagens ela não perca sua essência.

vídeo da disciplina disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=686&v=sFU02gs-MWk

Criança indígena.

Criança indígena.

Lindas palavras de Daniel Munduruku a respeito do ser criança, ele fala que a criança indígena vive o momento de ser criança intensamente e quando se torna um adulto não sente falta da infância pois a viveu de maneira abundante. 
Percebo em muitos adultos da contemporaneidade, essa infantilização, isso devido as etapas que foram deixadas de viver por motivos diversos.
O escritor fala que os indígenas vivem dedicadamente cada fase de sua vida, com isso constrói eficazmente a sabedoria necessária para cada indivíduo.
Esse relato me tocou profundamente, já havíamos falado sobre essa questão em outra disciplina anteriormente, essa temática não me era ignorada, porém a forma como o Daniel explanou me fez refletir a cerca de como estou vivendo minha vida e de como tenho possibilitado minha filha e meus alunos de aproveitarem cada fase de suas vidas.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=626&v=WSyjdc4QKsE

Cultura indígena.





Cultura indígena.

Sempre me questionei de o porquê trabalhar a cultura indígena nas salas de aula sem mesmo ter um indígena na sala.
Sei da importância da mesma para a construção de nossa cultura mesmo que involuntariamente, mas não via como algo necessário para o momento, não sabia também como explicar o porquê pensava assim.
Hoje foi como se a minha "ficha" tivesse caído, ao realizar as leituras disponibilizadas na interdisciplina de Questões étnico-raciais na educação, percebi que o que me incomodava, não era o assunto a ser desenvolvido e sim a maneira como ele é aplicado. assistindo ao vídeo "Povos indígenas: Conhecer para valorizar" me dei conta que realmente ainda somos desprovidos de informações, que viemos anos após anos passando informações equivocadas para nossos alunos, tornando o momento de interação desmotivador.
Enquanto ia escutando os relatos trazidos no vídeo, fui vendo o quanto temos que mudar nossas metodologias e buscar informações mais condizentes com a realidade, sempre valorizando e integrando as culturas.


                           “Povos Indígenas: Conhecer para valorizar”



domingo, 17 de setembro de 2017

Construção da ética e da moral.

Construção da ética e da moral.

Desenvolvemos uma função que na minha opinião é de suma importância para a construção da moral e da ética. Sim, construção, pois a ética é um processo humano que se desenvolve lentamente a medida que o indivíduo vai se estruturando, e compete a nós educadores auxiliar os nossos alunos nesse processo. Mas como fazer isso é o cerne da questão, pois pregar uma moral ou ética que não praticamos não surtirá grandes efeitos, precisamos enquanto educadores levar os alunos a refletirem sobres questões atuais, mostrando-lhes os dois lados da questão, com o intuito de provocar neles uma reação de posicionamento ao decidirem que direção seguir, que atitude tomar, devemos dentro de nossas atribuições aconselhar sempre para que busquem as alternativas que não satisfaçam somente o seu bem querer e sim que atendam as necessidades comuns de todos. Acredito que é através do diálogo e de bons exemplos por mais insignificantes que sejam, poderemos contribuir para um sociedade melhor.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Prática com musica

Prática com música.

Hoje percebi que é desde cedo mesmo que devemos instigar nossos alunos a refletirem sobre temas que comuns do cotidiano. 
Realizando a atividade da interdisciplina de Sociologia e História, me surpreendi com a maturidade dos meus alunos e com as suas contribuições durante o debate.
O assunto em questão era a discriminação racial, para o desenvolvimento da atividade eles poderiam interpretar a música " Mão da limpeza" de Gilbert Gil da forma que quisessem. A turma desenvolveu trabalhos maravilhosos.




quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Reflexão.

REFLEXÃO

Não pude deixar de trazer aqui para o blog esta reflexão que escrevi a cerca do conteúdo abordado na interdisciplina Filosofia da educação, foi um material muito rico que tenho certeza que trará muitos questionamentos e reflexões no fórum da interdisciplina.
Tanto as leituras realizadas quanto o vídeo disponibilizado, trouxeram questões bem instigantes e importantes em relação à escrita e leitura e posteriormente com a relação entre as pessoas.
O historiador Leandro Karnal apontou vários aspectos que no meu ponto de vista distanciam as pessoas do mundo secreto das letras e impulsionam as mesmas a navegarem num campo vasto e sem limites de proporções.
Em relação as leituras eu percebo que se trata de um mundo mais formal com conteúdos mais específicos e se comparado com todo o conteúdo que é abordado nas redes sociais, perde-se um pouco , se não muito, essa formalidade, abrindo possibilidades para muitos outros contextos.
Eu concordo com tudo o que o historiador relatou no debate no programa Ponto a ponto, não que eu seja contra as redes sociais e seus conteúdos, pelo contrário, é tudo uma questão de geração, de ponto de vista e também de valores.

Ambas as partes são importantes seja elas biografias impressas, livros, artigos como também o acesso às informações nas redes sociais, a questão é o uso, ou mal uso que os indivíduos fazem delas.

Metodologia nas leituras.

Metodologias na leitura.

Realmente o estudo é algo bem complexo e que depende da particularidade de cada um para efetuá-lo com eficácia.
Confesso que nunca gostei de estudar, muito menos de ler, fico impaciente com leituras extensas e acabo por perder o foco com muita facilidade.
Mas no momento em que decidi prestar um vestibular e ingressar num curso de graduação tive que me habituar e buscar meios para que tal atividade não se tornasse um empecilho na construção da minha aprendizagem, para isso fui desenvolvendo metodologias que foram me auxiliando na interpretação das leituras e na realização das sínteses, atividades essas cruciais no meu ponto de vista em qualquer meio acadêmico.
Percebi com a leitura disponibilizada na interdisciplina de Filosofia da Educação " O ato de estudar", que quando realizo a leitura das bibliografias para a realização das atividades propostas no curso, sigo, mesmo sem ter tido esse conhecimento teórico antes, algumas dicas contidas no texto baseadas nos ensinamentos de Paulo Freire, utilizo algumas palavras chave, anoto frases com ideias principais, ..., isso tem me auxiliado e tem me feito compreender e refletir sobre as leituras realizadas.

Leituras.



Leituras.

Antes de iniciarmos esse novo semestre no curso, realizei uma atividade com meus alunos do quinto ano referente a leituras.
Vinha observando que no período da biblioteca eles não estavam realizando leituras condizente com sua idade e muito menos fazendo bom uso das leituras quando a realizavam.
Frente a este exposto resolvi realizar um seminário de leituras diversas, pedi ajuda á bibliotecária para que separasse livros com mais conteúdos, como contos, novelas, autores brasileiros,...
Feito isso lancei a proposta de ler um livro "mais grosso" como eles falam, enlouqueceram, acharam que jamais conseguiriam, tiveram o prazo de um mês para concluir a leitura para então realizar o seminário, sem saber como seria esse seminário.
Na data marcada levei os alunos para a quadra de esportes, sentamos em círculo e eu comecei a contar sobre uma leitura realizada que me impressionou muito, enquanto eu ia falando muitos iam me indagando a respeito do conteúdo da leitura, após pedi para que o primeiro aluno contasse um pouco da sua leitura e fui também instigando com algumas questões, sem querer, pois ainda não havia tido contato com o material disponibilizado na interdisciplina de Filosofia da Educação, realizei as mesmas perguntas que o texto da primeira atividade apresentou dando ênfase quando se está atento à leitura, com isso percebi que a maioria dos alunos estavam cientes e convictos em suas respostas.
Foi muito produtivo esta atividade, mesmo com todas as dificuldades que eles apresentam em relação a leitura, fiquei satisfeita com o resultado, pois eles me pediram um novo seminário pois se interessaram palos comentário tecidos pelos colegas e gostariam de ler o mesmo livro para poder comentar também.
Acredito que uma semente foi plantada e já começou a produzir bons frutos.

Leitura disponível em:   TEXTOS SEMANA 2
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