quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MÉTODO PIAJETIANO


Essa semana tive que realizar uma atividade muito interessante e até mesmo surpreendente.
Fomos instigados a desenvolver uma prova observatória para concluir em que estagio do desenvolvimento uma criança se encontra.
Realizei a atividade como foi proposto, observei  na entrevista que a menina apresentou-se um pouco nervosa ou ansiosa mediante a atividade mas isso não influenciou no desenvolvimento da mesma. Ela apresentou respostas espontâneas e precisas e por vezes surpreendentes.
De acordo com as leituras realizadas para o desenvolvimento da prova, buscando subsídios sobre as teorias do desenvolvimento de Piajet, e os estádios do desenvolvimento, concluí que a criança se encontra no estádio Operatório concreto, pois dentro deste contexto, ela conseguiu assimilar a conservação do líquido. Neste período a criança passa a organizar o pensamento e é capaz de analisar diversas situações como na prova realizada.
Durante o desenvolvimento da prova foram feitas intervenções que levaram a menina a buscar respostas exatas para cada situação onde ela foi desafiada. Mesmo ao fazer uso de um contra –argumento, ela não desestabilizou suas respostas, nem mudou de opinião, foi sempre convicta em suas conclusões, justificando suas conclusões com precisão e determinação.
Essas justificações foi que me surpreenderam, a menina fez a conservação da quantidade de líquido no copo, mas justificou dizendo que ao transpor o líquido de um copo para outro ficaria gotas do liquido que fazem as quantias ficarem diferentes.
Achei essa justificativa surpreendente mesmo, ela ainda usou a palavra centímetro para dizer que muda a quantidade, seu raciocínio foi perfeito, as hipóteses que ela mencionou foram válidas, o que só vem a confirmar o estadio em que ela se encontra. 

Mediante o que diz Piajet, realizando essa atividade, estamos contribuindo como observadores, na tentativa de avaliar o estádio que cada criança se encontra através de experiências e respostas.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Método clínico de avaliação

         


Método clínico de avalição.
          Achei bem interessante a colocação da professora Tania no vídeo onde ela aponta que o método clínico é baseado na entrevista, que ao fazer perguntas o aluno desenvolve a capacidade do raciocínio para formular a sua resposta.
         Baseado nessa questão aconteceu um episódio que soou engraçado no trimestre passado, a supervisora estava realizando o pré concelho com minha turma e ao questionar se alguém queria fazer alguma reclamação sobre o desenvolvimento das aulas, um aluno levantou a mão e disse: eu quero reclamar uma coisa, quando eu vou perguntar uma coisa para a professora pra tirar uma dúvida, a professora me faz mais perguntas e me deixa com mais dúvidas ainda.
         Observo que o que este aluno pretendia era que eu tirasse a sua dúvida dando-lhe a resposta e o que faço é introduzir mais questões que o levem a refletir e chegar ao aprendizado por seus méritos. Nesse ultimo concelho do ano letivo, a supervisora voltou a falar com o mesmo aluno perguntando se ele ainda tinha muitas dúvidas e para surpresa ele respondeu que não pois a professora tinha lhe ensinado a pensar. Fiquei muito feliz por conseguir auxiliar um aluno nesse processo. 
          Assim como Piajet, nos seus estudos sobre método clínico de avaliação, a questão não é a resposta dada e sim o raciocínio que o aluno desenvolveu para chegas naquela resposta. Este método nos permite seguir o pensamento do aluno buscando a lógica entre suas respostas com ou sem manipulação de objetos,  facilitando assim a construção das aprendizagens significativas.

Desenvolvimento Cognitivo


Desenvolvimento Cognitivo
Falar sobre o desenvolvimento cognitivo é algo bem profundo e abrangente.
No que diz respeito ao cognitivo, ele está relacionado as habilidades cerebrais desenvolvidas, como pensamento, raciocínio, fala, memória, potencialidades e muito mais, e isso tudo varia de uma pessoa para outra.
De acordo com algumas leituras disponibilizadas na interdisciplina, observei que os processos cognitivos se desenvolvem desde a infância e sucede até a o fim da vida adulta.
Conforme vamos nos adaptando ao meio em que estamos inseridos, vamos desenvolvendo nossas capacidades e formando novas aprendizagens diariamente, passando por estágios de desenvolvimento que variam conforme  a idade e se desenvolvem de acordo com os estímulos que cada indivíduo recebe, bem como também com o nível de atuação e intervenção que lhe é dispensado.
Mediante as leituras, entendi que os estudos feitos por Piajet objetivavam mostrar como o organismo se adapta ao meio e por isso aprofundou suas teorias na busca em esclarecer cada estágio do desenvolvimento cognitivo na tentativa de compreender o funcionamento da mente infantil.
Esses estágios contribuíram muito para que nós educadores pudéssemos compreender cada fase dos nossos alunos para auxiliá-los no processo de construção da aprendizagem.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Síntese "A sombra desta mangueira"

          

Síntese " À sombra desta mangueira"

          Realizar uma leitura de autoria de Paulo Freire é sempre uma satisfação, mesmo sendo as vezes o entendimento complexo por se tratar de uma escrita formal, com palavras ainda não conhecidas, sempre viajo para dentro do livro e encontro questões que estão sempre bem próximas de nossa realidade nas salas de aula.
            Esta leitura realizada do livro “À sombra de uma mangueira”, me fez refletir a cerca de como estamos trabalhando com nossos alunos a ponto de despertar a sua curiosidade, ou seja a sua curiosidade epistemológica, ou seja, aquela que é construída através do exercício da critico de aprender, se refere aquela curiosidade que vai além do que é objetivado para o momento, aquela curiosidade que realmente faz a diferença e contribuirá para uma aprendizagem significativa.
            Percebi realizando a leitura que muitas vezes nos encontramos num estado automático que não percebemos as coisas ao nosso redor, não que estejamos desatentos, mas não nos detemos às pequenas coisas, percebo que essa atitude tem tomado conta de muitas salas de aula.
            É difícil hoje em dia presenciar aulas em que o diálogo permeie as salas de aula, seria isso culpa dos alunos, seria culpa do professor, seria culpa da comunidade?
            Não há como apontar culpados nessa falta de curiosidade e de diálogos, mas da pra notar que o professor pode e deve mudar essa situação.
            A medida que o aluno participa, ele sente-se mais confiante, e tendo confiança ele deixa-se extravasar e surgem os questionamentos que darão lugar a novas aprendizagens. A partir do momento em que o aluno passa a dialogar com o professor e até mesmo com os colegas, ocorre uma troca de saberes que possibilita esse aluno a refletir sobre o que esta sendo trabalhado, buscando significados sobre essas aprendizagens adquiridas.

            Toda essa questão sobre a curiosidade e o diálogo que foram tão mencionados na leitura disponibilizada do autor Paulo Freire, só fazem aumentar o desejo que tenho de promover mudanças na educação, sei que é muito pouco ainda o que tenho feito dentro da minha sala de aula, muitas vezes é necessário desacomodação  e desestabilização, mas ao ver que os alunos estão se tornando críticos e tendo autonomia para buscar suas aprendizagens, vale a pena qualquer esforço.