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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Contexto atual e o PPP

Contexto atual e o PPP.

Com tudo o que tenho lido, pude perceber que a escola possui uma parceria com todos os agentes da educação. Isso não é uma tarefa fácil, estar em contato direto com essa nova geração e com todas as problematizações que esse público abrange é uma proposta extremamente desafiadora, pois ela deve estar preparada enquanto instituição educacional para proporcionar um ensino de qualidade respeitando todo o contexto ao qual ela abrange, ou seja, atender a todas as necessidades e diversidades.
Para que tal aconteça com eficácia, as escolas devem estar munidas de um projeto político pedagógico bem construído e embasado que supra as necessidades de sua clientela. E também um fator de suma importância é que todos os envolvidos nesse processo estejam dispostos a se engajar a desenvolver o que é proposto neste documento para que de fato haja uma interação no contexto escolar.

O que me entristece é saber que muitas vezes o que está no papel não condiz com a realidade vivenciada, ou quando condiz, as partes envolvidas não demonstram o mínimo interesse em desenvolvê-las. É uma triste realidade que deve ser mudada.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Ser professor.

Ser professor.

Aprendi que professores devem estar em constante formação, devem estar sempre atualizados aos avanços tecnológicos e educacionais para desempenhar com êxito sua função de educador.
Aprendi também que ser professor abrange dois aspectos distintos: Primeiro o saber fazer, que remete ao profissionalismo, ao ato de ensinar, segundo à vocação, que se dá ao fato de entregar no que faz.
Mesmo com essas duas definições, um professor nunca está preparado suficientemente para desenvolver suas atribuições, e sim deve estar sempre buscando aprimorar a construção dos seus saberes para se apresentar como um profissional competente.
Toda profissão tem uma identidade profissional própria, e o professor não é diferente, caracteriza-se pela maneira de ser professor, havendo uma crise de identidade, isso irá intervir no jeito de ser do professor. Vários são os aspectos que levam um professor a entrar em uma crise de identidade. Pois professores enfrentam diariamente conflitos em sua trajetória que exigem deles muita competência para dar conta das exigências do contexto atual.
Isso não significa hoje, aplicar conteúdos e sim ser um profissional que é capaz de promover transformações educacionais embasadas nos pilares educacionais.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

Filme Vista minha pele.

"Vista a minha pele."



Este filme relata uma inversão do que tem acontecido em nossas sociedades.
No filme a classe privilegiada era a dos negros, e os desprovidos de cultura, condições e infraestrutura era o branco.
Na escola, uma professora relatava que todos tem os mesmos direitos, independentes de raça, cor, religião. Será que isso é verdadeiro? Outro educador, desprezava a aluna branca por sua condição e ainda sentia pena, mas não demonstrou estar inquieto com a diferença, pra ela isso não era nada. 
Será que essas classes minoritárias, falando na nossa realidade, não tem o direito de sonhar? Devem se conformar com suas condições de vida e não irem em busca de uma mudança?
O filme levou-nos a refletir sobre esse impasse racial e discriminatório entre negros e brancos. Mas não é só neste contexto que se formam os grandes conflitos norteadores da educação.
 O importante é que cada indivíduo não se conforme com sua condição e lute, seja por qual for a questão, pois são as pequenas ações somadas umas às outras que geram grandes ações que fazem a diferença.
O que é preciso é cada um se aceitar da maneira que é e ter coragem de enfrentar as dificuldades.
O filme trouxe indagações bem instigantes:
* Será que um dia a escola vai de fato valorizar a diferença racial?
* Será que brancos, negros, pardos, índios, orientais vão ser tratados em condição de igualdade?
* Será que algum dia vai ser dito na escola por todos que os negros fizeram parte da construção da história, ou isso vai ficar somente entre páginas de livros?
Muitas vezes chego a pensar que é impossível mudar esse cenário, ou então longe de acontecer.
Tento fazer a diferença, tento mudar o rumo dessa história,. 
E você que lê esse texto o que tem feito a esse respeito?

quinta-feira, 4 de junho de 2015

GINCANA


Gincana Junina.

Neste mês de junho, na escola onde trabalho, começamos uma gincana junina promovida pela supervisão da escola juntamente com o apoio dos professores e comunidade escolar.
A Gincana tem por tema Luiz Gonzaga. As atividades são realizadas semanalmente, estas trazem várias questões sobre a vida deste cantor, bem como também a cultura da sua região, com isso estamos oferecendo de forma lúdica o aprendizado de uma cultura diferente da nossa local. 
Também são propostas atividades que visam a participação da família, promovendo assim uma maior integração.
Tem sido bem motivador para os alunos, que tem mostrado interesse e participação, além de muito empenho em apresentar as atividades em dia, Esse método tem sido bem produtivo, pois está promovendo uma grande interação entre escola e família. 

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Reflexão.

Algumas postagens atrás, relatei uma dúvida em relação a invasão de privacidade, até onde a escola e comunidade escolar pode intervir.
Hoje, após realizar algumas leituras, vejo que é fundamental o professor conhecer a fundo a realidade dos seus alunos, entender o modo come ele vive. Creio que isso não é uma invasão e sim uma interação.
De que adianta passar conteúdos complexos, textos lindos, porém que fogem da realidade dos alunos, que significado isso irá fazer na vida futura dessas crianças?
Agora entendo melhor essa questão, e posso auxiliar melhor minha turma. É o que tenho feito.

Comunidade escolar.

                                         
Comunidade escolar.
         Desde sempre o termo educação é discutido a fim de que haja uma grande mudança, uma grande transformação nos paradígmas curriculares.
         Esse assunto é bem complexo e de suma importância. Mas esse processo educacional já acompanha cada indivíduo desde seu nascimento, através da família, de comunidades religiosas, da comunidade local, de escolas... A educação é um caminho contínuo que deve ser buscado incessantemente, no meu ponto de vista.
         Creio que o primeiro passo para promover educação vem da família, pois é ai que o indivíduo passa a ter noção do que é viver em sociedade, a receber valores, respeitar limites, ter real noção do que é cultura, antes mesmo de freqüentar uma escola.
         Esta por sua vez, a escola, está a disposição para auxiliar no processo de formação do indivíduo, para inseri-los num contexto social maior.
         A escola não tem a função de educar sozinha, isso é dever dos pais também, e sim promover momentos que proporcionem a troca de saberes, pois cada aluno que ingressa em uma escola, traz consigo uma bagagem de conhecimentos, saberes, cultura, que não devem ser descartados, mar utilizados neste processo contínuo de construção do aprendizado ou de saberes, pois aprender algo mais nunca é o bastante, deve-se sempre querer mais.
         A escola inserida na comunidade serve como uma mediadora, pois estará através de seus métodos, contribuindo para o avanço da mesma, pois se ela conseguir atingir seus objetivos, instruindo bem o seu público a buscar, a indagar, refletir, resignificar seus atos, atitudes, pensamentos, então fora da escola irá notar-se a diferença. Será como um espelho que reflete o seu entorno.
         Sabemos que a maioria das escolas possuem uma demanda de alunos mista, há os que são de classes sociais alta, média e há também os que nem se quer tem uma classe para se inserir.
         Com isso, mediante este exposto, a gestão escolar tem que desdobrar para que seu plano político pedagógico atenda a todas necessidades recebidas.
         Isso é bem complicado, eu sei, pois diariamente nós educadores, nos deparamos com problematizações diversas, são alunos que chegam com fome, outros que não conseguem lidar com a perda dos pais por causa do tráfico, alunos portadores de deficiências motoras ou neurológicas, ou então há aqueles que por ter uma condição social privilegiada se acham mais importantes ou mais merecedores de atenção.
         Um episódio semelhante a estes que relatei, pude ver no filme “Machuca “, através do comportamento de alguns alunos já matriculados na escola e também daqueles que estavam chegando, pois estes eram de classes desfavorecidas. Infelizmente isso acontece nas escolas de hoje e acontece também na escola que atuo, posso relatar aqui o fato ocorrido no ano anterior com uma aluna de segundo ano, que discriminava uma colega por ela ser negra e de classe social inferior a sua, o que gerou um grande transtorno emocional na criança que foi atingida pelas agressões verbais da colega.
         Infelizmente, educadores tem que lutar diariamente para que haja harmonia em sala de aula, as equipes diretivas, buscam varias formas para que a democracia possa existir no contexto escolar, mas crio que isso é muito difícil, pois a cada dia que se passa essas problemáticas tão complexas afloram com mais intensidade, o que na minha opinião e de muitos outros deveria ser o contrário.
         O que aquele padre queria fazer com a atitude de matricular alunos que não tinham condições de manter financeiramente a matrícula, era promover a democracia. Com relação a este tema, segundo Dewey, educação e democracia formam parte de uma totalidade, definem a democracia com palavras liberais, onde os indivíduos deveriam ter chances iguais.
         Com minhas palavras definiria esta frase do autor Dewey como igualdade de oportunidades, ou seja o que pode ser pra um, pode ser pra todos.
         Tudo isso e muito mais, vem influenciando o dia a dia escolar, e as escolas não podem “ fechar os olhos “ para esta realidade, em vista que este é o contexto atual.

         Portanto torno a dizer que a escola deve servir como mediadora, como um ambiente acolhedor, recebendo estas culturas e transformando em novas realidades, porém resignificadas e aptas para o retorno ao meio social.