segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Abordagem interdisciplinar.

Com base no que li na leitura disponibilizada pela interdisciplina de Infância “Nove teses sobre a infância como um fenômeno social” , posso relatar que quando o autor fala em uma abordagem interdisciplinar no texto em questão, ele está enfatizando que em se tratando de infância, devemos ter vários olhares. Isso significa que a infância deve ser entendida não só como uma disciplina, mas sim em  suas múltiplas faces, como sociais, políticas, familiar, econômica...
Investe-se muito atualmente em grandes pesquisas, que no texto são abordadas como macros, onde trazem índices ampliados que não condizem com as especificidades das infâncias atuais. Essa amplitude não contempla a fundo a realidade vivida por muitas infâncias, faz-se necessário um estudo mais aprimorado para que se compreenda e atenda as infâncias que temos hoje, indiferente de classes sociais, gênero, entre outros, pois a diferença é gritante entre os acontecimentos a nível macro e micro.
Falando nessa diferença, posso citar as vantagens desse conhecimento adquirido a nível macro, as facilidades encontradas neste contexto oportunizam à essas crianças um acesso mais amplo e diversificado em varias áreas, ou seja, mesmo estando vivendo em uma era digital, onde tudo gira em torno de mídias e tecnologias, as infâncias que tem atendimento a nível macro estarão sempre em vantagem em relação as de nível micro, que são menos assistidas e desprovidas de tais vantagens.

Enquanto continuarem valorizando e dando atenção somente à essas pesquisas amplas, que trazem índices gerais, essas infâncias minoritárias continuarão na situação ao qual se encontram, como nulas diante de um sistema que nem se quer sabe de suas especificidades, inquietações, desejos. Infelizmente a lei da maioria tem prevalecido em nosso pais. Enquanto isso milhares de crianças vivem no anonimato.

sábado, 28 de novembro de 2015

Erotização infantil



Erotização infantil.
            O assunto em questão, aborda uma temática que parece não estar trazendo preocupações maiores. Falar sobre infância é algo tão fascinante que parece até absurdo o que vem acontecendo.
            Infelizmente, a questão infância está muito desvalorizada perante a sociedade, e principalmente perante a família. Já não se vê mais um perfil angelical, ingênuo, com cara de infância em propagandas, jornais, até mesmo fotos domésticas.
            A mídia tem sido uma influencia, posso dizer negativa para essa grande transformação no perfil da infância, e quando falo em influencia, me remeto neste momento aos pais que autorizam o uso da imagem de seus filhos em propagandas, sem se darem conta de como esta sendo apresentada a imagem da criança.
            Esta sendo comum ver, mesmo que em anuncio de vendas de roupas infantis, uma adultização na postura e apresentação da criança, no texto as autoras abordam essa temática como uma erotização infantil.
            Na propaganda que selecionei traz uma imagem de uma menina fazendo a exposição de roupas de uma marca infantil muito conhecida, porém assim como os exemplos trazidos pelas autoras, na imagem do outdoor selecionado, também vinha uma frase que remetia ao abuso da criança.
            Será que a família dessa criança não tem consciência do que esta acontecendo, como podem consentir que a imagem de sua filha, como no caso que relato é uma menina, seja exposta de maneira tão vulgar, ainda mais com tal frase que diz use e se lambuze.
            Eu como mãe jamais me deixaria levar por dinheiro, aparência, fama, acredito que o futuro de minha filha depende das escolhas que faço por ela enquanto ela não tem idade de tomar suas próprias decisões.

            Tudo isso é uma inversão de valores, a medida em que o tempo passa, a busca por sucesso profissional leva as pessoas a investir em propagandas para vender seus produtos, e a lei do consumo vai valorizando tais atitudes, a competição fala mais alto, e em meio a toda essa explosão de informações está uma criança que perde sua infância, e o pior de tudo isso que com o apoio e consentimento da família. Realmente os valores foram perdidos, e a infância aos poucos vem se perdendo também.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Aprendizagens.

Fechamento da interdisciplina.

            Venho trazer aqui minhas impressões a respeito do que tenho aprendido com a interdisciplina de alfabetização e o que tem sido significativo em minha prática docente.
            Foi grande o meu aprendizado, confesso que sempre tive muito receio em alfabetizar uma criança, talvez por não compreender esse processo, e até mesmo por ver essa etapa da escolarização muitas vezes ser mal realizada ou então muito bem sucedida. Isso tudo me assusta, será que serei capaz, ou irei frustrar meus alunos? Com base nisso, talvez seja verdadeiro o que diz GRAFF (1994) que “ a alfabetização... é profundamente mal entendida...”
            Após fazer as leituras que foram disponibilizadas, consegui mudar minhas impressões em relação à essa temática, principalmente após ler a obra de Paulo Freire “ Importância do ato de ler”. Tinha comigo, em meus falhos pensamentos, que ser seria aquele momento em que uma criança conseguiria interpretar aquele amontoado de sinais gráficos, mas estava totalmente equivocada em minhas impressões, pois as palavras de Freire nesta obra me levaram a perceber que a leitura de mundo, a leitura de sua infância, foi a primeira e significativa leitura que uma criança pode fazer.
            Podem estar se perguntando, mas como educadora, você não havia se dado conta disso antes? Respondo, minha formação no curso de normal de magistério foi significativa, porém não me deu suporte suficiente para atender à todas as minhas duvidas, e no passar dos anos fiquei muito tempo afastada da educação, só retornando agora cheia de duvidas e novas perspectivas.
            Para justificar o que relatei em parágrafos anteriores, FREIRE (1981) diz em seu livro “Importância do ato de ler”, “A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de ler o mundo particular em que me movia- e ate onde não sou traído pela memória-, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que vou me entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra.”

            Depois de ter lido essa obra e também alguns textos e artigos de Emilia Ferreiro, pude aprender que a leitura esta muito alem das palavras, e com isso posso afirmar que em minha pratica docente, a partir desse aprendizado, tenho valorizado e dado muito mais atenção à leitura de mundo que os meus alunos trazem para dentro da sala de aula. E também tenho compreendido melhor como se deu o processo de alfabetização da minha filha, pois muitas vezes sou questionada a dizer como ela se alfabetizou, e eu fico sem palavras, pois acreditava não ter influenciado tanto nessa etapa, mas percebo que a infância que ela passou e ainda passa foi crucial para seu desenvolvimento como leitora de mundo e posteriormente de palavras.

Alfabeto de sinais

Aprendendo a língua de sinais.

Alfabeto em libras.

Esses alunos são de mais.


Musica palavra cantada.


Musicalidade com libras.

Atividade realizada na Escola Marcilio Dias.

Turma de I° ano.

Uma maneira simples de interagir e socializar com todos, mesmo com quem não pode escutar.

Estavam lindos.





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Minha escola.

Minha escola.

Hoje mesmo me decepcionei com minha escola, senti-me confusa. Estou aprendendo que a alfabetização é uma etapa muito importante na aprendizagem do aluno e que tem que ser dado toda a atenção que lhe é devida.
Faço parte do PACTO, projeto de alfabetização na idade certa em minha escola, este projeto é riquíssimo tem dado todo o apoio que nós educadoras necessitamos, porém a escola onde leciono não tem dado o apoio necessário. Disponibilizar uma sala é o mínimo que pode ser feito, agora suporte esta faltando, este projeto para que algumas atividades obrigatórias sejam realizadas faz-se necessário o uso da internet, e muita educadoras cadastradas não possuem internet em casa, e fazem estas atividades na escola, pois temos internet, só que esta semana, semana de realização de atividades, o site da SIMEC foi bloqueado, ou seja, que apoio a escola está dando para as professoras alfabetizadoras que fazem este curso. 
E isso não é nada, isso é o mínimo, muito mais tem que ser feito pela escola e não tem sido realizado, trouxe esse exemplo pois tenho me preocupado muito com a questão da alfabetização e achei tudo isso um pouco desmotivador. 

Trazendo exemplos.

Trazendo exemplos.

Sei que não é impossível, mas não tenho trazido muitos exemplos da minha prática, acredito que não seja por falta de interesse e sim por não estar conseguindo fazer essa relação, muitas vezes acho que não estou no caminho certo, mas aos poucos vou percebendo que tudo está se encaminhando.

Relação teoria X prática.

Relação teoria X prática.

Confesso que tem sido muito difícil relacionar minhas aprendizagens com minha prática escolar. Os temas que estão sendo abordados nas interdisciplinas são riquíssimos, mas tenho tido muitas dificuldades em fazer essa relação. A área ao qual consegui fazer maior relação foi a de Infância, pois esta trata-se de uma fase ao qual estou diretamente ligada em minha profissão, quanto as outras, principalmente a de Alfabetização, me intriga muito, não tenho o que relatar, pois meus alunos já são alfabetizados e nunca trabalhei com este nível, tenho muitas dúvidas quanto a esta temática, tenho procurado observar o trabalho das alfabetizadoras da minha escola no intuito de compreender melhor esse processo, pois o pouco contato que tive co a professora Ivany, não foi suficiente para sanar minhas indagações.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Fases.

É impressionante tudo que o homem é capaz de desenvolver desde muito cedo, ainda bebês somos movidos por instintos, impulsos, desejos e muito mais. E ainda ha fases ao qual passamos sem percebê-las e mesmo sem dar importância a cada uma delas, seguimos em frente e conquistamos o mundo.
Tenho estudado bastante, aprofundando e enriquecendo meus conhecimentos, tudo isso para poder entender o que acontece com os alunos, o que pode interferir no seu processo de aprendizagem, como posso atuar, intervir, o que posso solucionar e muito mais.
Acredito sempre, e muitas vezes já tenho falado, até mesmo aqui no blog, que posso fazer diferença dentro da minha sala de aula, não estou ali para receber um salário, que por sinal não é grande coisa, não serve nem de estímulo, e sim para ver meus alunos se desenvolverem e tornar-se cidadãos críticos, e já tenho visto essa diferença, alunos que sentavam no fundo da sala, que tinham uma perspectiva de vida sem garantia nenhuma, hoje sentam na frente e participam ativamente das aulas, e sentem-se privilegiados pois agora eles sabem os conteúdos e entendem pra que eles servem.  Esse é o objetivo que me leva a estudar cada vez mai, a ir em busca de promover a diferença.

domingo, 1 de novembro de 2015

Pratica pedagógica



Aprofundar nossos conhecimentos é muito bom, ainda mais em se tratando de um assunto que instiga minha curiosidade como o processo de alfabetização.
Sempre quis trabalhar diretamente com alfabetização, mas o medo de não conseguir concluir e desenvolver os objetivos propostos me frustram levando-me a sentir-me incapaz de desenvolver essa função, com isso acabo optando por turmas fora da alfabetização.

Agora mediante os esclarecimentos obtidos, percebo que não é tão difícil e nem impossível. Tendo o conhecimento de como funciona, ou seja, como interferem esses fatores no processo de alfabetização, eu enquanto educadora, posso estar mais atenta e saber direcionar melhor o foco para que a aprendizagem realmente aconteça.

Relação texto e imagem.

O que esta escrito e o que se pode ler.
Relação texto e imagem.

O professor tem que entender que antes da alfabetização a criança ainda não associa a letra ao significado do objeto, ela reconhece o nome de algumas letras e isso para ela basta, ou seja, sabe identificar oralmente o nome de todos os objetos porem não associa a escrita. Com o avanço eles vão adquirindo a noção de que um conjunto de letras significa o nome de determinado objeto, mesmo utilizando a mesma palavra em objetos diferentes, em determinada fase a criança vai começar a fazer uma relação de identificar as letras e se for mudada a palavra entre as figuras, ela conseguirá interpretar qual desenho/objeto pertence a cada palavra, sendo assim eles reconhecem a permanência das palavras. Em outro momento frente a uma imagem e supostamente uma frase simples, eles relacionam mais de um nome, nesta fase conforme eles vão visualizando a imagem, fazem uma relação quantitativa e após também uma relação qualitativa, tudo em torno de hipóteses pois ainda não estão alfabetizadas. Partindo para a construção de uma frase mais complexa, eles ate pronunciam a frase, mas na hora de ler, para eles só aparecem substantivos, o restante não é importante. Em outra etapa eles começam a fragmentar as palavras, agora identificando também mais uma palavra, neste caso a ação. Numa etapa posterior a criança já começa a identificar mais fragmentos na frase porem ainda tem dificuldades para identificar os artigos por se apresentarem sozinhos acham que fazem parte da palavra anterior ou seguinte. Aos poucos ela vai relacionando todas as palavras pronunciadas com as palavras escritas, mas ainda apresenta dificuldades para interpretá-los. Mesmo fazendo os segmentos corretamente não significa que esteja alfabetizada. Para que esse processo aconteça, as crianças precisam passar por uma trajetória ate entender que tudo que falamos  escrevemos e conseqüentemente na mesma ordem, elas adquirem essa noção participando de praticas que envolvam a leitura mesmo antes do ato de ler.