Comunidade escolar.
Desde sempre o
termo educação é discutido a fim de que haja uma grande mudança, uma grande
transformação nos paradígmas curriculares.
Esse assunto é bem
complexo e de suma importância. Mas esse processo educacional já acompanha cada
indivíduo desde seu nascimento, através da família, de comunidades religiosas,
da comunidade local, de escolas... A educação é um caminho contínuo que deve
ser buscado incessantemente, no meu ponto de vista.
Creio que o
primeiro passo para promover educação vem da família, pois é ai que o indivíduo
passa a ter noção do que é viver em sociedade, a receber valores, respeitar
limites, ter real noção do que é cultura, antes mesmo de freqüentar uma escola.
Esta por sua vez,
a escola, está a disposição para auxiliar no processo de formação do indivíduo,
para inseri-los num contexto social maior.
A escola não tem a
função de educar sozinha, isso é dever dos pais também, e sim promover momentos
que proporcionem a troca de saberes, pois cada aluno que ingressa em uma
escola, traz consigo uma bagagem de conhecimentos, saberes, cultura, que não
devem ser descartados, mar utilizados neste processo contínuo de construção do
aprendizado ou de saberes, pois aprender algo mais nunca é o bastante, deve-se
sempre querer mais.
A escola inserida
na comunidade serve como uma mediadora, pois estará através de seus métodos,
contribuindo para o avanço da mesma, pois se ela conseguir atingir seus
objetivos, instruindo bem o seu público a buscar, a indagar, refletir,
resignificar seus atos, atitudes, pensamentos, então fora da escola irá
notar-se a diferença. Será como um espelho que reflete o seu entorno.
Sabemos que a
maioria das escolas possuem uma demanda de alunos mista, há os que são de
classes sociais alta, média e há também os que nem se quer tem uma classe para
se inserir.
Com isso, mediante
este exposto, a gestão escolar tem que desdobrar para que seu plano político
pedagógico atenda a todas necessidades recebidas.
Isso é bem
complicado, eu sei, pois diariamente nós educadores, nos deparamos com
problematizações diversas, são alunos que chegam com fome, outros que não
conseguem lidar com a perda dos pais por causa do tráfico, alunos portadores de
deficiências motoras ou neurológicas, ou então há aqueles que por ter uma
condição social privilegiada se acham mais importantes ou mais merecedores de
atenção.
Um episódio
semelhante a estes que relatei, pude ver no filme “Machuca “, através do
comportamento de alguns alunos já matriculados na escola e também daqueles que
estavam chegando, pois estes eram de classes desfavorecidas. Infelizmente isso
acontece nas escolas de hoje e acontece também na escola que atuo, posso
relatar aqui o fato ocorrido no ano anterior com uma aluna de segundo ano, que
discriminava uma colega por ela ser negra e de classe social inferior a sua, o
que gerou um grande transtorno emocional na criança que foi atingida pelas
agressões verbais da colega.
Infelizmente,
educadores tem que lutar diariamente para que haja harmonia em sala de aula, as
equipes diretivas, buscam varias formas para que a democracia possa existir no
contexto escolar, mas crio que isso é muito difícil, pois a cada dia que se
passa essas problemáticas tão complexas afloram com mais intensidade, o que na
minha opinião e de muitos outros deveria ser o contrário.
O que aquele padre
queria fazer com a atitude de matricular alunos que não tinham condições de
manter financeiramente a matrícula, era promover a democracia. Com relação a
este tema, segundo Dewey, educação e democracia formam parte de uma totalidade,
definem a democracia com palavras liberais, onde os indivíduos deveriam ter
chances iguais.
Com minhas
palavras definiria esta frase do autor Dewey como igualdade de oportunidades,
ou seja o que pode ser pra um, pode ser pra todos.
Tudo isso e muito
mais, vem influenciando o dia a dia escolar, e as escolas não podem “ fechar os
olhos “ para esta realidade, em vista que este é o contexto atual.
Portanto torno a
dizer que a escola deve servir como mediadora, como um ambiente acolhedor,
recebendo estas culturas e transformando em novas realidades, porém
resignificadas e aptas para o retorno ao meio social.