quinta-feira, 21 de maio de 2015

Reflexão.

Algumas postagens atrás, relatei uma dúvida em relação a invasão de privacidade, até onde a escola e comunidade escolar pode intervir.
Hoje, após realizar algumas leituras, vejo que é fundamental o professor conhecer a fundo a realidade dos seus alunos, entender o modo come ele vive. Creio que isso não é uma invasão e sim uma interação.
De que adianta passar conteúdos complexos, textos lindos, porém que fogem da realidade dos alunos, que significado isso irá fazer na vida futura dessas crianças?
Agora entendo melhor essa questão, e posso auxiliar melhor minha turma. É o que tenho feito.

Comunidade escolar.

                                         
Comunidade escolar.
         Desde sempre o termo educação é discutido a fim de que haja uma grande mudança, uma grande transformação nos paradígmas curriculares.
         Esse assunto é bem complexo e de suma importância. Mas esse processo educacional já acompanha cada indivíduo desde seu nascimento, através da família, de comunidades religiosas, da comunidade local, de escolas... A educação é um caminho contínuo que deve ser buscado incessantemente, no meu ponto de vista.
         Creio que o primeiro passo para promover educação vem da família, pois é ai que o indivíduo passa a ter noção do que é viver em sociedade, a receber valores, respeitar limites, ter real noção do que é cultura, antes mesmo de freqüentar uma escola.
         Esta por sua vez, a escola, está a disposição para auxiliar no processo de formação do indivíduo, para inseri-los num contexto social maior.
         A escola não tem a função de educar sozinha, isso é dever dos pais também, e sim promover momentos que proporcionem a troca de saberes, pois cada aluno que ingressa em uma escola, traz consigo uma bagagem de conhecimentos, saberes, cultura, que não devem ser descartados, mar utilizados neste processo contínuo de construção do aprendizado ou de saberes, pois aprender algo mais nunca é o bastante, deve-se sempre querer mais.
         A escola inserida na comunidade serve como uma mediadora, pois estará através de seus métodos, contribuindo para o avanço da mesma, pois se ela conseguir atingir seus objetivos, instruindo bem o seu público a buscar, a indagar, refletir, resignificar seus atos, atitudes, pensamentos, então fora da escola irá notar-se a diferença. Será como um espelho que reflete o seu entorno.
         Sabemos que a maioria das escolas possuem uma demanda de alunos mista, há os que são de classes sociais alta, média e há também os que nem se quer tem uma classe para se inserir.
         Com isso, mediante este exposto, a gestão escolar tem que desdobrar para que seu plano político pedagógico atenda a todas necessidades recebidas.
         Isso é bem complicado, eu sei, pois diariamente nós educadores, nos deparamos com problematizações diversas, são alunos que chegam com fome, outros que não conseguem lidar com a perda dos pais por causa do tráfico, alunos portadores de deficiências motoras ou neurológicas, ou então há aqueles que por ter uma condição social privilegiada se acham mais importantes ou mais merecedores de atenção.
         Um episódio semelhante a estes que relatei, pude ver no filme “Machuca “, através do comportamento de alguns alunos já matriculados na escola e também daqueles que estavam chegando, pois estes eram de classes desfavorecidas. Infelizmente isso acontece nas escolas de hoje e acontece também na escola que atuo, posso relatar aqui o fato ocorrido no ano anterior com uma aluna de segundo ano, que discriminava uma colega por ela ser negra e de classe social inferior a sua, o que gerou um grande transtorno emocional na criança que foi atingida pelas agressões verbais da colega.
         Infelizmente, educadores tem que lutar diariamente para que haja harmonia em sala de aula, as equipes diretivas, buscam varias formas para que a democracia possa existir no contexto escolar, mas crio que isso é muito difícil, pois a cada dia que se passa essas problemáticas tão complexas afloram com mais intensidade, o que na minha opinião e de muitos outros deveria ser o contrário.
         O que aquele padre queria fazer com a atitude de matricular alunos que não tinham condições de manter financeiramente a matrícula, era promover a democracia. Com relação a este tema, segundo Dewey, educação e democracia formam parte de uma totalidade, definem a democracia com palavras liberais, onde os indivíduos deveriam ter chances iguais.
         Com minhas palavras definiria esta frase do autor Dewey como igualdade de oportunidades, ou seja o que pode ser pra um, pode ser pra todos.
         Tudo isso e muito mais, vem influenciando o dia a dia escolar, e as escolas não podem “ fechar os olhos “ para esta realidade, em vista que este é o contexto atual.

         Portanto torno a dizer que a escola deve servir como mediadora, como um ambiente acolhedor, recebendo estas culturas e transformando em novas realidades, porém resignificadas e aptas para o retorno ao meio social.

Saida de campo.


Neste mês de Maio tive a oportunidade de trabalhar com meus alunos de uma forma bem diferente a qual eles estavam acostumados.
Utilizei vários conteúdos programáticos que estão no currículo da escola e promovi uma aula dinâmica.
Saímos para conhecer a zona rural do município, foi muito bom e produtivo. Saímos da teoria e fomos vivenciar a prática. A aula de uma tarde rendeu muito mais do que todas as explicações e debates em sala de aula.
Para avaliá-los, não pode ser feita uma avaliação muito rígida, pelo fato de ainda serem pequenos e imaturos, mas houve uma grande interação, participação, construímos uma síntese individual sobre todos os temas abordados, depois partimos para uma síntese coletiva. Mediante os relatos de cada um e o interesse na atividade deu para ver o aproveitamento que cada um.
Tivemos a oportunidade de prestigiar uma festa local que valoriza a cultura gaúcha do município, o rodeio estadual crioulo.
O interessante foi que neste bairro ao qual nos deslocamos, mora parte da família de um dos alunos da classe, com isso pude interagir e participar da realidade vivenciada por este a aluno.
Promovi a interdisciplinaridade com métodos globalizados e o melhor tudo muito divertido.
Foi muito bom.

Métodos globalizados


Métodos globalizados.

Métodos globalizados no meu entendimento, são as didáticas que o professor utiliza em sala de aula para promover o entendimento do aluno e assim de forma diferenciada, auxiliar na construção do conhecimento.
Acredito que essa metodologia pode ser utilizada em qualquer modalidade de ensino, desde os primeiros passos educativos lá na educação infantil até os últimos momentos educacionais. Um exemplo disso é o portfólio, uma metodologia globalizada que tem dado um suporte a mais no processo avaliativo e na construção do conhecimento.
E mais essa metodologia pode ser utilizada fora do contexto escolar, registrando vivências, deixando marcada uma trajetória.
De acordo com Zambala (2002), Métodos globalizados são aqueles em que as disciplinas não são o foco, mas sim um meio para obter o conhecimento da realidade. Ou seja, que promova o desenvolvimento de todas as capacidades e potencialidades dos alunos na tentativa de formar cidadão críticos que compreendam suas realidades e reflitam sobre elas.
Na escola Marcílio Dias onde leciono, o grupo de professores está sempre empenhado nesta perspectiva. Fazem o uso de métodos globalizados em seus planejamentos.

Aprender o mundo.


Paulo Freire diz: ... " devemos primeiro ensinar as pessoas a aprender a ler o mundo em que eles vivem"...
Partindo desse pensamento, é fundamental que os planos de estudos escolares sejam realidades próximas dos alunos, de que adianta passar grandes teorias expostas em livos didáticos, se para muitos alunos a sua vivência está muito longe do que está aprendendo, que sentido isso irá fazer para ele?
Os professores no meu ponto de vista, devem utilizar-se dos conteúdos programáticos, que são selecionados para cada ano letivo, como um ponto de partida, um ponta pé inicial, ou seja, devem a partir deles desenvolver as atividades para seus alunos, porém que traga à eles um significado, que tenha uma razão para estarem aprendendo tal matéria.
Entendo que os métodos globalizados servem como um meio facilitador, que visa trabalhar com os problemas reais sociedade, permitindo aos alunos uma aprendizagem que fará significado para enfrentar os dilemas do cotidiano.
Com isoo, partindo da sua realidade, estaremos formando cidadãos mais críticos e ativos na sociedades, pois eles entenderão como ela funciona, do que precisa e principalmente como agir com tudo isso.

Valorização da cultura.



Mudança.

Devemos repensar nosso papel como educadores. A educação muda constantemente e com isso devemos nos mobilizar na tentativa de acompanhar essas mudanças.
Fala-se muito em educação igualitária, mas julgo ser impossível, pois cada indivíduo carrega consigo uma bagagem cultural que da formação ao seu eu. Então como generalizar? Isso acaba por discriminar esses grupos, tornando-os seres invisíveis.
Fazendo a leitura do texto da disciplina Escola cultura e sociedade, vi que as ações coletivas tem lutado para mudar esse cenário, valorizando essas culturas, tentando trazer para o lado de cá como rotulam, porém com um contexto diferente, essas riquezas.
Um exemplo disso é a conquista que os coletivos tem conseguido como as cotas nas universidades.
Resgatar essas identidades culturais, poucos educadores o fazem. é mais fácil tirar o aluno do seu meio social do que interagir com ele.
Isso é lamentável, devemos fazer diferença com nossa história docente. Por isso busco informações e não me conformo em quantidade e sim em qualidade na aprendizagem, para que haja real significado e que o tempo escolar não seja inútil e sim produtivo.

Síntese I

Modernidade.

Muito se fala em modernidade, que as coisas estão mudando, inclusive a educação. Bem se sabe que a educação é amparada por lei e é direito de todos como diz a LDB e a Constituição Federal.
O fato é que as ações culturais influenciam muito nesse processo de educação. Assistindo ao filme quanto vale ou é por quilo, deu para fazer uma relação clara deste contexto, pois fala-se em modernidade, mas o Brasil ainda vive um reflexo dos tempos coloniais.
Uma cena marcante, que traz essa comparação para os dias atuais, é a que mostra os negros presos nos navios, que diferença tem das selas dos presídios de hoje em dia? E mais, o mesmo preconceito que havia em tempos anteriores, hoje é cada vez pior, pois as pessoas tentam esconder algo que é explícito ao olhar.
Infelizmente peca-se muito, voltando a falar em educação, pois as políticas públicas não beneficiam a educação como ela merece, nos iludimos com promessas que nunca saem do papel.
Muitos indivíduos tentam fazer diferença, mas em um determinado ponto, vêem-se sozinhos na caminhada e acabam por desistir de lutar.
O filme mostrou em suas várias cenas, um pouco do que ainda vivenciamos hoje.
Então perguntamos, se as políticas públicas não mudaram, se a cultura continua a mesma, como falar em modernidade e pós modernidade? De que adianta tudo isso se o contexto social muitas vezes não permite o educador de agir como se espera a pós modernidade, ainda há muita desigualdade, até mesmo no acesso à essa novas informações.
Como educadoras acreditamos que é na escola que tudo se fará novo. É aqui o lugar propício para a troca de saberes, para o exercício da reflexão e da cidadania. Porém para que haja esse tipo de escola , é preciso haver grandes mudanças, muitas escolas ainda estão habituadas à métodos tradicionais, assim como o Brasil precisa se libertar dos reflexos do período colonial. Precisamos nos libertar da educação bancária e partir em busca de uma educação igualitária, que faça diferença no contexto em que o aluno está inserido.
Falando  modernidade, muito tem que ser revisto, pois os métodos adotados, já estão ultrapassados em relação ao que se espera para a então pós modernidade. Muito ainda tem que ser feito em prol dessa tão desejada mudança. Muito ainda tem que ser revisto e discutido para que a educação possa ser universalizada e venha fazer real diferença na vida dos alunos fora do seu contexto escolar.
O que deve ser feito é cada educador atualizar-se na tentativa de resgatar a auto estima de seus alunos e promover uma interação que leve sua turma a desenvolver um padrão educacional satisfatório.
 É o que temos feito, nós educadores do século XXI estamos retornando ás salas de aula, na tentativa de buscar novos métodos que promovam uma educação para diversidade.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Portfólio



Tive a oportunidade de construir um portfólio assim que começaram a introduzir esse método na educação, foi em meados de 2002, quando cursava o curso normal de magistério. Achei uma experiência interessante, tivemos que associar tudo que vimos na feira do livro de Porto Alegre daquele ano com o que estávamos estudando nas disciplinas didáticas. De início foi assustador, mas no momento em que começamos a escrever  e relacionar os assuntos, as idéias foram fluindo. Depois disso não tive mais contato com esse método avaliativo. Agora com essa nova oportunidade, posso dizer que estou gostando muito, pois é uma forma de expressar de maneira diferenciada aquilo que realmente fez significado na minha aprendizagem. Os métodos mais tradicionais levam o aluno a decorar momentaneamente, o que posteriormente entra no esquecimento e não produz nenhuma reflexão. Acredito neste método, por ele proporcionar o ato de refletir, de buscar significados, de tentar trazer relações ao cotidiano, ou seja de buscar no dia a dia representações que comprovem tudo aquilo que se está aprendendo com determinadas matérias curriculares. Sendo ele um processo avaliativo, considero o portfólio um método, pois ele traz um planejamento em sua construção e tem um objetivo a ser cumprido. Este método, o Portfólio, creio que veio com o intuito de promover uma mudança na  forma avaliativa e também no processo de aprendizagem.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Diversidade.


"RECONHECER A DIVERSIDADE É LIDAR COM AS DIFERENÇAS QUE EXISTEM ENTRE AS PESSOAS E GRUPOS NA SOCIEDADE."

Eu ainda percebo que o tema diversidade é muito complexo e difícil de ser lidado. Como fazer com que os alunos percebam no seu interior que mesmo havendo aspectos físicos ou psicológicos que tornam dois seres aparentemente diferentes, no sentido geral eles são iguais. Seus direitos são os mesmos, independente de sua condição. Lendo o texto da disciplina Escola Projeto Político Pedagógico e Currículo da segunda semna, pude me fortalecer mais a respeito do assunto diversidade. Compreendi que para haver de fato a inclusão das diversidades, que nada mais são do que diferenças individuais no meio coletivo, deve haver principalmente um respeito, pois sem ele é impossível que se tenha convivência, e é ao meu entendimento a peça fundamental no processo da diversidade escolar.