terça-feira, 25 de abril de 2017

Teoria X prática

Teoria X prática.

Hoje na aula presencial da interdisciplina seminário integrador fomos motivados a escrever sobre alguma aprendizagem significativa que tivemos recentemente.
Este semestre do curso eixo V tem me oportunizado abrir os olhos para uma questão que eu particularmente acho de suma importância, a reflexão. Observei que essa temática está presente na maioria das leituras que fiz de forma direta ou indiretamente.
Acredito que o ato de refletir sobre a educação é uma forma de promover transformações e transgredir no intuito de mudanças, como aponta o livro Transgressão e mudanças na educação de Fernando Hernandes, leitura essa que já apresentei reflexões aqui no blog em postagens anteriores.
Frente este exposto, hoje aconteceu um episódio com um aluno da minha turma que me aborreceu muito, ele é um aluno especial, mas que enfrenta uma rejeição particular muito grande. Ele deveria ser atendido na sala de AEE hoje pela manhã, porém a forma com que foi chamado gerou uma reação extrema, o aluno fugiu, se escondeu no banheiro e acabou ficando preso lá.
Com esse acontecimento percebi que ter estudo não é importante e nem promove transformações e mudanças, temos que aprender sim e muito, mas o principal é refletir antes de qualquer decisão, de qualquer situação, a forma com que o aluno foi abordado gerou uma série de conflitos pra ele, nenhuma das profissionais de educação de deviam realizar o atendimento observaram o aluno, ou então fizeram um meio de campo com um colega para auxiliar o primeiro contato, pelo que fui informada, nada disso aconteceu, não estava presente na escola, outra questão lastimável, quem sabe eu poderia ter mediado essa aproximação entre ele e a equipe do AEE.
Tiro como aprendizagem significativa para minha vida profissional e pessoal o ato de refletir, tomar ciência de qualquer situação antes de tomar qualquer decisão, antes mesmo de falar. Nosso papel na educação é mais importante do que podemos imaginar, e se somos tão influentes em formar grandes cidadãos, uma atitude impensada pode ser desastrosa, pode trazer consequências negativas.
Reflitamos sobre nós mesmos, sejamos capazes de avaliar o que queremos, o que fazemos, como fazemos, para quem fazemos ou por que fazemos, quem sabe refletindo as coisas possam melhorar.

domingo, 23 de abril de 2017

Desenvolvimento

Desenvolvimento.

Tendo em vista a proposta da interdisciplina em desenvolver um projeto de aprendizagem, busquei reflexões na leitura de Fernando- Hernandes- Transgressão e mudanças na educação, disponibilizado no moodle, o referido texto apresenta inúmeras questões de que é necessário oportunizar aos alunos momento em que eles enquanto indivíduos dotados de potencialidades possam pensar por si mesmos, nem que para isso o educador tenha que transgredir, muitas vezes, algumas normas tidas como convencionais.
Fui buscar essas reflexões para ter certeza de que um projeto de aprendizagem é uma metodologia que vai ao encontro de atender a essa necessidade de formar seres pensantes, reflexivos. Temos que ter ciência deste contexto, a sociedade grita por transformação e é dentro da nossa sala de aula que será possível que tal fato comece a acontecer.
Para o desenvolvimento dessa atividade, irei trabalhar com minha turma de quinto ano, são alunos entre nove e treze anos, matriculados na rede pública de ensino municipal de Cidreira, na escola Marcílio Dias. 
Essa turma é bem grande, possui trinta e três alunos matriculados sendo trinta frequentes, é uma turma bem questionadora e reflexiva, por que será? Talvez pelo fato de ser o quarto ano seguido com a mesma professora, no caso eu. Porém este ano temos um agravante que tem sido bem difícil de lidar, um aluno com muitas dificuldades, mas não só de aprendizagem, como também de relação, socialização, comportamento, conduta... Confesso que foi um grande desafio desenvolver uma atividade desta amplitude com este aluno, mas não foi impossível, posso afirmar que foi desgastante.
Para dar sequencia no projeto foi bem complicado, como relatei em outra postagem, o tempo neste trimestre não tem facilitado o desenvolvimento do projeto, então para poder dar continuidade na proposta, interferi um pouco na metodologia e encaixei o projeto de aprendizagem dentro de um projeto de ensino, assim facilitaria o cronograma que tenho que cumprir na escola e também conseguiria aplicar o projeto de aprendizagem com a turma, pois devido aos obstáculos enfrentados o tempo para desenvolver essa atividade ficou cada vez mais curto.
Sendo assim o tema desencadeador do projeto ficou sendo as regiões brasileiras. Determinada essa etapa, dividi a turma em grupos, onde deveriam conversar alguns minutos e montar suas questões de investigação para depois lançar no grande grupo e escolher por votação a questão principal para investigação.
Foi ai que a proposta se desestruturou, o aluno mencionado no início do texto, não conseguiu interagir com seu grupo, ele não desenvolve a capacidade de interação, tudo tem que ser como ele quer, enquanto o grupo socializava ele teve um surto, o que é normal quase que diariamente, e agrediu fisicamente com um soco um dos colegas que estava tentando lhe explicar a metodologia. Com isso a aula acabou pois tive que atender o aluno, tomar providências sobre o acontecimento.
Bom frente ao exposto, em outra oportunidade, tive que interferir um pouco na atividade, não posso simplesmente descartar esse aluno, mas ainda estou me adaptando e buscando meios para conseguir mudar essa situação. Então continuamos nos grupos da outra aula, porém agora podiam lançar várias perguntas e não uma por grupo, com isso contemplaria a opinião do aluno, os auxiliei e formamos várias questões que os grupos deveriam escolher entre elas uma para investigar. Anterior a decisão da questão investigadora, cada grupo escolheu uma determinada região para trabalhar, gerando nessa etapa mais conflitos ainda, por causa do mesmo aluno, mas no final deu tudo certo. Decidiram ter por questão investigadora: Como é a região...Neste ponto de partida em grande grupo levantamos os pontos que já sabíamos a respeito, sendo nossa certezas provisórias como alguns estados que compõem as regiões, os nomes dessas regiões e alguns aspectos culturais como comida, vestimentas, festas das regiões. e elencamos também as dúvidas, o que ainda gostariam de saber e aprender sobre o assunto, sendo as nossas dúvidas temporárias como a população de cada região, a hidrografia, o relevo, atividades comerciais predominante, influências culturais específicas.
Prosseguindo, expliquei que cada grupo teria que investigar tudo aquilo que eles tivessem interesse ao ponto de responderem a questão que escolheram como investigação, também expressei que não iria interferir na pesquisa, cada grupo ia desenvolvendo o trabalho conforme a curiosidade de cada componente em satisfazer a curiosidade.
Eles ficaram bem motivados, mesmo após alguns contratempos, sei que irão desenvolver um bom trabalho, pois como disse no geral a turma gosta de desafios e novas aprendizagens.
Sei que a proposta do projeto de aprendizagem não foi bem essa, mas para o período em que se encontra a turma no ano letivo, ficou difícil desenvolver a atividade de outra forma. Acredito que o objetivo principal será desenvolvido mas não com a mesma metodologia de um projeto de aprendizagem.
O importante, foi que pude levar para a sala de aula uma metodologia transgressora, estou tentando aos poucos, conforme o possível, mudar a forma como a educação acontece, desafio a todos nós educadores a tomar essa iniciativa, mesmo que os desafios encontrados no percurso tentem impulsionar o contrário, mas acredito que mesmo assim vale a pena. Eu não desisti, não desista você também. Insista. 


Referência: Transgressão e mudança na educação. Fernando-Hernandes

Observaçãoe gerais.

Observações gerais.

Realizando uma das leituras propostas para a primeira meta deste trabalho, realizar um projeto de aprendizagem, pude refletir a cerca das palavras autor Zabala no texto A prática educativa como ensinar, que por vezes já me apresentava desenvolvendo um pouco daquilo que ele menciona referente a maneira como podemos mesclar os conteúdos, ou seja, organizá-los de forma que possam ser desenvolvidos juntos, tornando a aprendizagem mais significativa, porém, a medida que vamos lendo, buscando mais informações, percebemos, no caso eu tive essa percepção que algumas metodologias minhas já se encaminham para uma forma de aprendizagem diferenciada, fora do rotineiro, do tradicional.
Tendo em vista o que relatei, recordo aqui a minha angustia ao ser apresentada no semestre anterior ao tão famoso projeto de aprendizagem, de início foi muito assustador devido o fato de não estar habituada a tal metodologia, mas neste semestre, com o auxilio da professora Aline, responsável pela interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação, pude esclarecer melhor o que realmente é esse projeto, nada de tão assustador assim, apenas não sabia dar nomes aos bois como se diz, já desenvolvia algumas atividades semelhantes com meus alunos, porém não com o mesmo suporte teórico, mas o processo metodológico era parecido. Ai eu pensei, será que desenvolvo projetos de atividade e não sei? Fui então buscar subsídios que me levassem a entender que metodologia estava utilizando. Conversando com algumas colegas do curso, percebi que projeto de aprendizagem tem como ponto de partida a curiosidade do aluno, onde o mesmo irá desenvolver uma busca a sua maneira, desenvolver a sua pesquisa a ponto de chegar a uma aprendizagem significativa, já no projeto de ensino, o que esta em questão não é uma curiosidade e sim algo determinado pelo professor, bem como a metodologia também é direcionada. Quanto aos projetos de trabalho ou ação como alguns mencionam, o professor direciona o tema, mas os alunos se empenham em resolver a questão, irão desenvolver a sua pesquisa da maneira que lhes for agradável, neste contexto o professor é um mediador para auxiliar como um suporte, sem imposições.
Tendo essa visão sobre cada tipo de projeto, percebi que estava acostumada então a desenvolver projetos de trabalho.
A partir do momento que refleti sobre a leitura recém realizada, vi que mesmo desenvolvendo um projeto de trabalho é possível que os alunos desenvolvam um projeto de aprendizagem. Organizando os conteúdos, tentando globalizá-los vi que isso é possível. 
Sabemos que dentro das escolas temos conteúdos a seguir e que o tempo muitas vezes não contribui para desenvolver metodologias diferenciadas, então para conseguir atender ao proposto na interdisciplina e desenvolver um projeto de aprendizagem em minha turma, resolvi lançar a temática e dentro dela os alunos irão levantar a questão de investigação para trabalhar. Ainda não conclui esta atividade com eles, pois os períodos com eles estão cada vez mais corridos devido aos feriados frequentes neste trimestre, mas na próxima postagem acredito que já trarei algumas reflexões a cerca do desenvolvimento da atividade.




Referência file:///D:/Usuario/Documents/Downloads/72491700-5-Metodos-globalizados%20(3).pdf

sábado, 22 de abril de 2017

Reflexão

Reflexão

Esta mês enquanto lia o texto de Alarcão sobre reflexão, fui influenciada a refletir sobre todo o contexto que envolve a minha vida enquanto profissional da educação.
Por muitas vezes me peguei pensando sobre minhas atitudes, será que estou no caminho certo? Tenho tantas incertezas, será que realmente estou conseguindo promover aos alunos uma aprendizagem significativa?
Sinceramente meus questionamentos são muitos, será que preciso mudar? Será que devo ficar como estou?
Realmente são questionamentos que não é fácil obter as respostas imediatamente.
Mas através da leitura pude ver que a vida tanto profissional quanto pessoal é assim mesmo, vivemos rodeados de indagações que nos auxiliam na busca  de desenvolver ações precisas e significativas.
É preciso sim refletir, através da reflexão temos a oportunidade de nos policiar, de rever e refazer se for assim necessário, mas acredito e confirmei lendo o referido texto, que esse processo não é fácil, nas palavras da autora, ela aborda: "... É possível mas difícil. Difícil pela falta de tradição. Difícil eventualmente pela falta de condições. Difícil pela exigência do processo de reflexão. Difícil sobre tudo pela falta de vontade de mudar..."
Com isso vejo que o final dessa frase é que comanda toda a questão, estamos tão acostumados a agir sempre da mesma forma, que acabamos levando sempre do mesmo jeito, é como se vivêssemos no automático, não abrindo mais ênfase para a reflexão.
Me alegro em saber que essa realidade ainda não se faz constante no município onde trabalho, pude confirmar isso nessa semana em uma reunião pedagógica de professores onde a supervisora nos instigou a participar de uma brincadeira. Deveríamos abrir uma caixa e dizer se tiraríamos ou não o chapéu para a pessoa ao qual estávamos vendo na imagem. Para desenvolver essa atividade foi necessário uma breve reflexão sobre todos os atos, influencias, responsabilidades, comprometimento, e muito mais. A imagem nada mais era do que nós refletidos em um espelho. Será que tirei o chapéu para mim mesmo?
E se você que estivesse se refletindo naquela brincadeira, tiraria o chapéu? 
Será que é fácil falar de si mesmo?
As vezes apontar o outro é bem mais fácil, mas para falar de si mesmo é necessário uma profunda reflexão.
Neste momento eu que sempre fui tão cheia de questionamentos não exitei em tirar o chapéu par mim mesma. Numa rápida reflexão feita naquele momento eu levantei e disse: - tiraria o chapéu quantas vezes fosse preciso para essa pessoa, porque dentre suas muitas qualidades uma ressalta, ela tem procurado fazer o melhor para a educação.
Se todos nós tivermos consciência desse dever, transformar a educação, teremos sempre a certeza de que estamos no caminho certo, e para isso não há como ficar estagnados, mudar é preciso, correr riscos, abdicar, noites sem dormir, preocupações e muito mais também será necessário, mas é gratificante eu posso afirmar.



Referência: Ser professor reflexivo. Alarcão, Isabel (1996)

domingo, 16 de abril de 2017

Professor reflexivo.



Professor reflexivo.

A partir da leitura "Ser professor reflexivo" de Isabel Alcorão (1996), pude entender que pra realmente ser um educador reflexivo eu tenho que desenvolver a capacidade de ter um olhar além da minha sala de aula, e para que isso? Tenho que observar se o que esta sendo desenvolvido na sala de aula vai contribuir de alguma forma para um futuro promissor para meu aluno. É analisando e refletindo sobre a analise feita que vou perceber o que de fato o que os meus alunos precisam aprender. Acredito que refletindo sobre essa temática e sobre outras como as metodologias aplicadas, a forma como interajo e abordo os alunos, entre outros, estaremos proporcionando uma melhor qualidade na educação. Como disse, não basta eu apenas refletir sobre a minha metodologia, é preciso que reflitamos sobre todos os contextos da criança para que haja uma troca cheia de significados. Lembrando conforme o que aprendemos no semestre passado que a criança esta inserida em diversos contextos, e que a aprendizagem acontece de acordo com suas vivências, contudo , o educar tem que entender e refletir sobre as questões de tempo e espaço que esta criança adquiriu, valorizando cada etapa, cada evolução, tornando a dizer, construindo com base nas reflexões uma aprendizagem mais significativa.
Sinto essa necessidade de reflexão diariamente este ano, estou com um aluno que me faz rever, voltar, mudar, adaptar quase todas as atividades que realizo, e agora a medida que as leituras aumentam observo que pra atingir co enfase esse aluno tenho que refletir diariamente.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Novas aprendizagens.

NOVAS APRENDIZAGENS.

Como é bom estar em contato com novas aprendizagens. As significativas aprendizagens que tenho levado comigo no meu cotidiano tem feito muita diferença no meu fazer pedagógico.
Mais uma vez relato sobre experiências que presencio em minha sala de aula e que temos abordado em alguma interdisciplina do curso.
De fato as aprendizagens envolvem-se numa teia de saberes e isso tem feito muita diferença na construção do meu entendimento.
No semestre passado trabalhamos muito com o lúdico nas salas de aula, e contradizendo o que muitos colegas de escola defendem, essa semana pude comprovar para alguns colegas que o lúdico promove sim a integração, que ele pode resgatar o interesse do aluno para determinado conteúdo visando a sua independência na aprendizagem.
Frente este exposto, para Piajet (1978, pag 97), a origem das atividades lúdicas caminham com o desenvolvimento da inteligência vinculando-se aos estágios do desenvolvimento cognitivo. " Cada fase do processo da evolução esta relacionada a um tipo de atividade lúdica que se sucede da mesma forma para todos os seres." Nesse pensamento, o lúdico desenvolve um papel fundamental na formação do ser, ato de ser uma necessidade do ser humano em qualquer idade, e não pode ser vista apenas como diversão. Ou seja, o lúdico na escola para mim como educadora não aparece como um passa tempo, e sim como um meio de envolver o aluno, um suporte. 
Tenho tido muita necessidade de resgatar alguns alunos, este ano estou trabalhando com um 5° ano, os conteúdos a serem desenvolvidos nesse estágio da aprendizagem é bem significativo, e para isso preciso envolver os alunos de maneira que a aprendizagem seja prazerosa.
Confesso que tem sido bem difícil, recebi alguns alunos com  muitas dificuldades e um em especial com distúrbios de comportamento e conduta, não consigo atingir esse referido aluno em nenhum aspecto.
Pensando nesse aluno, para fazê-lo participar da aula e da aprendizagem do conteúdo, tenho procurado desenvolver algumas dinâmica relacionadas aos assuntos desenvolvidos.
Mais uma vez a ludicidade saiu com um ponto de vantagem, mesmo alguns colegas como disse contrariando minha ideia, resolvi confiar nas teorias e ensinamentos de grandes estudiosos como Piajet e dinamizar as aulas.
Neste trimestre estou trabalhando o sistemas do corpo humano, e para explicar o sistema respiratório montamos a oficina do pulmão. Tal foi minha surpresa, o aluno mencionado foi o mais participativo, no momento da oficina ele deixou as rivalidades de lado e auxiliou seus colegas, na hora de realizar os relatos e entendimentos a cerca da atividade ele complementou as ideias dos colegas.
Para quem diga que brincar é perda de tempo, eu digo que o brincar é coisa séria, sendo no momento certo, a aprendizagem acontece, acredito que na avaliação esse aluno não vai apresentar dificuldades em assimilar esse conteúdo.
Lúdico  e aprendizagem uma parceria que tem dado certo em minha sala de aula.



terça-feira, 4 de abril de 2017

"O plágio tem sido considerado como cópia integral ou parcial de trabalho intelectual alheio, sem a devida menção ao autor. Os problemas, no entanto, não se restringem à cópia. Informar ao leitor, no início de um texto, por exemplo, que aquele trabalho é baseado em outro não dá o direito de reproduzir, ipsis literis, o texto de outrem, sem as devidas aspas. (p. 53)"


Neste meu relato, partirei das palavras de Paiva ( 2005 ), de um texto em que a autora discute a cerca da dimensão ética da escrita científica, para tentar esclarecer um pouco uma angustia que presenciei no fim do semestre passado.
A questão sobre produzir uma síntese diferenciada a que estava acostumada  fazer me incomodou um pouco, mas tentei fazer o que estava ao meu alcance para atender o que estava sendo proposto na atividade, se ficou bom e produtivo o meu texto eu ainda não sei.
Ao retornarmos neste semestre às atividades propostas pelo Seminário Integrador, fomos instigados em grande grupo a relatar sobre nossas angustias e dificuldades do semestre anterior. Partindo disso, por semelhança formamos grupos de discussão menores e montamos uma síntese.
Entre muitas experiências significativas que vivenciamos durante o semestre, essa realmente nos inquietou, construir a síntese reflexiva, trazendo um conflito particular para cada uma de nós.
Ao ouvir os relatos que uniram esse grupo, as dificuldades foram basicamente as mesmas, não tínhamos conhecimentos suficientes para elaborar um texto dentro dos parâmetros exigidos.
Aqui entra minha principal dificuldade, não sei como introduzir experiências de outros autores no meu texto, eu entendo a questão e a importância, porém fico com receio de estar apenas colando algo que outro disse, daí a frase que abriu esse texto, ela representa um pouco da minha preocupação.
Voltando à nossa síntese, abordamos ainda que sentimos falta de um suporte para esta construção, muitas de nós nunca havíamos escrito textos dessa realidade, não nos encontramo preparadas para tal.
Abordamos ainda que em outras instituições de ensino  a primeira cadeira desenvolvida é em relação a esta temática e nós não a tivemos.
É claro que houve uma imprudência de nossa parte, devíamos ter solicitado mais ajuda, porém, não justificando nossos erros, mas no período que tínhamos que construir o texto estávamos prejudicados com as paralisações, que geraram em nós certa desmotivação, consequentemente desestruturando nossas produções.
Acreditamos que ainda há tempo para resolver essa nossa inquietação, gostaríamos que professores e tutores pudessem nos auxiliar com mais precisão nessa questão, deixando claro, pelo menos de minha parte, que nos dedicaremos mais em busca de auxílio, visando sempre um aperfeiçoamento em nossas aprendizagens para qualificar o nosso fazer profissional.