quinta-feira, 30 de novembro de 2017

MÉTODO PIAJETIANO


Essa semana tive que realizar uma atividade muito interessante e até mesmo surpreendente.
Fomos instigados a desenvolver uma prova observatória para concluir em que estagio do desenvolvimento uma criança se encontra.
Realizei a atividade como foi proposto, observei  na entrevista que a menina apresentou-se um pouco nervosa ou ansiosa mediante a atividade mas isso não influenciou no desenvolvimento da mesma. Ela apresentou respostas espontâneas e precisas e por vezes surpreendentes.
De acordo com as leituras realizadas para o desenvolvimento da prova, buscando subsídios sobre as teorias do desenvolvimento de Piajet, e os estádios do desenvolvimento, concluí que a criança se encontra no estádio Operatório concreto, pois dentro deste contexto, ela conseguiu assimilar a conservação do líquido. Neste período a criança passa a organizar o pensamento e é capaz de analisar diversas situações como na prova realizada.
Durante o desenvolvimento da prova foram feitas intervenções que levaram a menina a buscar respostas exatas para cada situação onde ela foi desafiada. Mesmo ao fazer uso de um contra –argumento, ela não desestabilizou suas respostas, nem mudou de opinião, foi sempre convicta em suas conclusões, justificando suas conclusões com precisão e determinação.
Essas justificações foi que me surpreenderam, a menina fez a conservação da quantidade de líquido no copo, mas justificou dizendo que ao transpor o líquido de um copo para outro ficaria gotas do liquido que fazem as quantias ficarem diferentes.
Achei essa justificativa surpreendente mesmo, ela ainda usou a palavra centímetro para dizer que muda a quantidade, seu raciocínio foi perfeito, as hipóteses que ela mencionou foram válidas, o que só vem a confirmar o estadio em que ela se encontra. 

Mediante o que diz Piajet, realizando essa atividade, estamos contribuindo como observadores, na tentativa de avaliar o estádio que cada criança se encontra através de experiências e respostas.





quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Método clínico de avaliação

         


Método clínico de avalição.
          Achei bem interessante a colocação da professora Tania no vídeo onde ela aponta que o método clínico é baseado na entrevista, que ao fazer perguntas o aluno desenvolve a capacidade do raciocínio para formular a sua resposta.
         Baseado nessa questão aconteceu um episódio que soou engraçado no trimestre passado, a supervisora estava realizando o pré concelho com minha turma e ao questionar se alguém queria fazer alguma reclamação sobre o desenvolvimento das aulas, um aluno levantou a mão e disse: eu quero reclamar uma coisa, quando eu vou perguntar uma coisa para a professora pra tirar uma dúvida, a professora me faz mais perguntas e me deixa com mais dúvidas ainda.
         Observo que o que este aluno pretendia era que eu tirasse a sua dúvida dando-lhe a resposta e o que faço é introduzir mais questões que o levem a refletir e chegar ao aprendizado por seus méritos. Nesse ultimo concelho do ano letivo, a supervisora voltou a falar com o mesmo aluno perguntando se ele ainda tinha muitas dúvidas e para surpresa ele respondeu que não pois a professora tinha lhe ensinado a pensar. Fiquei muito feliz por conseguir auxiliar um aluno nesse processo. 
          Assim como Piajet, nos seus estudos sobre método clínico de avaliação, a questão não é a resposta dada e sim o raciocínio que o aluno desenvolveu para chegas naquela resposta. Este método nos permite seguir o pensamento do aluno buscando a lógica entre suas respostas com ou sem manipulação de objetos,  facilitando assim a construção das aprendizagens significativas.

Desenvolvimento Cognitivo


Desenvolvimento Cognitivo
Falar sobre o desenvolvimento cognitivo é algo bem profundo e abrangente.
No que diz respeito ao cognitivo, ele está relacionado as habilidades cerebrais desenvolvidas, como pensamento, raciocínio, fala, memória, potencialidades e muito mais, e isso tudo varia de uma pessoa para outra.
De acordo com algumas leituras disponibilizadas na interdisciplina, observei que os processos cognitivos se desenvolvem desde a infância e sucede até a o fim da vida adulta.
Conforme vamos nos adaptando ao meio em que estamos inseridos, vamos desenvolvendo nossas capacidades e formando novas aprendizagens diariamente, passando por estágios de desenvolvimento que variam conforme  a idade e se desenvolvem de acordo com os estímulos que cada indivíduo recebe, bem como também com o nível de atuação e intervenção que lhe é dispensado.
Mediante as leituras, entendi que os estudos feitos por Piajet objetivavam mostrar como o organismo se adapta ao meio e por isso aprofundou suas teorias na busca em esclarecer cada estágio do desenvolvimento cognitivo na tentativa de compreender o funcionamento da mente infantil.
Esses estágios contribuíram muito para que nós educadores pudéssemos compreender cada fase dos nossos alunos para auxiliá-los no processo de construção da aprendizagem.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Síntese "A sombra desta mangueira"

          

Síntese " À sombra desta mangueira"

          Realizar uma leitura de autoria de Paulo Freire é sempre uma satisfação, mesmo sendo as vezes o entendimento complexo por se tratar de uma escrita formal, com palavras ainda não conhecidas, sempre viajo para dentro do livro e encontro questões que estão sempre bem próximas de nossa realidade nas salas de aula.
            Esta leitura realizada do livro “À sombra de uma mangueira”, me fez refletir a cerca de como estamos trabalhando com nossos alunos a ponto de despertar a sua curiosidade, ou seja a sua curiosidade epistemológica, ou seja, aquela que é construída através do exercício da critico de aprender, se refere aquela curiosidade que vai além do que é objetivado para o momento, aquela curiosidade que realmente faz a diferença e contribuirá para uma aprendizagem significativa.
            Percebi realizando a leitura que muitas vezes nos encontramos num estado automático que não percebemos as coisas ao nosso redor, não que estejamos desatentos, mas não nos detemos às pequenas coisas, percebo que essa atitude tem tomado conta de muitas salas de aula.
            É difícil hoje em dia presenciar aulas em que o diálogo permeie as salas de aula, seria isso culpa dos alunos, seria culpa do professor, seria culpa da comunidade?
            Não há como apontar culpados nessa falta de curiosidade e de diálogos, mas da pra notar que o professor pode e deve mudar essa situação.
            A medida que o aluno participa, ele sente-se mais confiante, e tendo confiança ele deixa-se extravasar e surgem os questionamentos que darão lugar a novas aprendizagens. A partir do momento em que o aluno passa a dialogar com o professor e até mesmo com os colegas, ocorre uma troca de saberes que possibilita esse aluno a refletir sobre o que esta sendo trabalhado, buscando significados sobre essas aprendizagens adquiridas.

            Toda essa questão sobre a curiosidade e o diálogo que foram tão mencionados na leitura disponibilizada do autor Paulo Freire, só fazem aumentar o desejo que tenho de promover mudanças na educação, sei que é muito pouco ainda o que tenho feito dentro da minha sala de aula, muitas vezes é necessário desacomodação  e desestabilização, mas ao ver que os alunos estão se tornando críticos e tendo autonomia para buscar suas aprendizagens, vale a pena qualquer esforço.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Pedagogias

Pedagogias

Tem sido bem interessante analisar os textos da interdisciplina de Psicologia. Tem me oportunizado rever as metodologias que desenvolvo e também avaliar em qual concepção me enquadro.
Estou bem em cima do muro pois acredito que o aluno não é uma tábula rasa, ele nasce dotado de capacidades e carrega consigo uma bagagem de conhecimentos que deve ser valorizada pelo educador, mais ainda estou longe de atingir uma pedagogia construtivista. Tenho que buscar mais aperfeiçoamento e me liberar de hábitos ainda tradicionais.
Acredito estar no caminho certo, mas como disse são hábitos desenvolvidos durante muito tempo e agora que tenho me dado conta com as leituras e atividades do curso que preciso me reformular e mudar a forma como atuo, não tem sido fácil, mas aos poucos vou refletindo sobre minhas ações e tentados mudar.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Terminalidade específica.

Terminalidade específica.

Hoje tivemos na escola mais um encontro entre professores e equipe diretiva para dar continuidade na revisão do PPP de nossa escola.
a pauta de hoje foi sobre educação inclusiva e as formas como se procede as avaliações nesse contexto.Uma questão que muito discutimos e que me reportou aos estudos da interdisciplina de EDUCAÇÃO DE PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS foi a terminalidade específica.
Essa especificidade está assegurada na LDB 9.394/96 e prevê viabilizar ao aluno com grave deficiência intelectual ou múltipla um parecer descritivo junto ao histórico escolar que apresente suas competências e habilidades.
Eu particularmente não sei bem qual minha posição frente a esse documento, pois acredito que esse documento garante a continuação do educando nos anos seguintes, mas também observo que este acaba rotulando o aluno, trazendo possíveis transtornos em sua trajetória.
É bem complicado essas questões relacionadas a educação especial, inclusão, profissionais da área, direitos...
Observei ainda nesta reunião que aspectos que servem para auxiliar esse aluno pode futuramente servir de barreira, e mais somos ainda tão leigos nesses assuntos, para interpretar e entender tudo que se é proposto é muito delicado, nem mesmo as profissionais da área sentem-se segurar para abordar e aprofundar essas questões.
Educação é uma área que não anda sozinha e precisamos estar em constante busca para tentar atender de melhor forma possível nossos alunos, dando todo o suporte que necessitam.
Que venham muito mais encontros como estes, que me façam refletir e buscar esclarecimentos.


 prevê viabilizar ao aluno com grave deficiência intelectual ou múltipla, que não apresentar resultados de escolarização previstos no Inciso I do Artigo 32 da LDBN, terminalidade específica do ensino fundamental, por meio da certificação de conclusão de escolaridade, com histórico escolar que apresente, de forma descritiva, as competências desenvolvidas pelo educando, bem como o encaminhamento devido para a educação de jovens e adultos e para a educação profissional

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Desacomodação.

Desacomodação.

Carlos Skliar fala no seu depoimento da pedagogia das diferenças, há diversas formas de ensinar, como educadores temos que atingir cada um de nossos alunos com um cuidado especial, são todos alunos, mas não são todos iguais, e isso gera uma desacomodação, não basta ter vocação, tem que haver reflexão.
Ensinar é mais que técnica, é mais que ofício, é um ato de cidadania, de compartilhamento, de doação.

Educar para o mundo e para vida.

Educar para o mundo e para vida.
Assistindo o vídeo da interdisciplina de Educação de pessoas com necessidades educacionais especiais, uma frase me chamou a atenção nas palavras de Carlos Skliar:
"Educar para o mundo
Educar para a vida."
Essa realidade é mais ou menos direcionada ao que assisti no vídeo em outra interdisciplina onde um escritor índio chamado Daniel apontou a deturpação da ideia de criança feliz, cada vez mais cedo elas estão se tornando adultas, queimando etapas importantes da vida.
As escolas estão invertendo o papel da criança, hoje pensa-se apenas em prepará-los para viver no mundo esquecendo-se que criança tem que viver o seu momento.
É necessário que o período em que a criança está na escola seja prazeroso e que em meio a tantas aprendizagens ela não perca sua essência.

vídeo da disciplina disponível em: https://www.youtube.com/watch?time_continue=686&v=sFU02gs-MWk

Criança indígena.

Criança indígena.

Lindas palavras de Daniel Munduruku a respeito do ser criança, ele fala que a criança indígena vive o momento de ser criança intensamente e quando se torna um adulto não sente falta da infância pois a viveu de maneira abundante. 
Percebo em muitos adultos da contemporaneidade, essa infantilização, isso devido as etapas que foram deixadas de viver por motivos diversos.
O escritor fala que os indígenas vivem dedicadamente cada fase de sua vida, com isso constrói eficazmente a sabedoria necessária para cada indivíduo.
Esse relato me tocou profundamente, já havíamos falado sobre essa questão em outra disciplina anteriormente, essa temática não me era ignorada, porém a forma como o Daniel explanou me fez refletir a cerca de como estou vivendo minha vida e de como tenho possibilitado minha filha e meus alunos de aproveitarem cada fase de suas vidas.

https://www.youtube.com/watch?time_continue=626&v=WSyjdc4QKsE

Cultura indígena.





Cultura indígena.

Sempre me questionei de o porquê trabalhar a cultura indígena nas salas de aula sem mesmo ter um indígena na sala.
Sei da importância da mesma para a construção de nossa cultura mesmo que involuntariamente, mas não via como algo necessário para o momento, não sabia também como explicar o porquê pensava assim.
Hoje foi como se a minha "ficha" tivesse caído, ao realizar as leituras disponibilizadas na interdisciplina de Questões étnico-raciais na educação, percebi que o que me incomodava, não era o assunto a ser desenvolvido e sim a maneira como ele é aplicado. assistindo ao vídeo "Povos indígenas: Conhecer para valorizar" me dei conta que realmente ainda somos desprovidos de informações, que viemos anos após anos passando informações equivocadas para nossos alunos, tornando o momento de interação desmotivador.
Enquanto ia escutando os relatos trazidos no vídeo, fui vendo o quanto temos que mudar nossas metodologias e buscar informações mais condizentes com a realidade, sempre valorizando e integrando as culturas.


                           “Povos Indígenas: Conhecer para valorizar”



domingo, 17 de setembro de 2017

Construção da ética e da moral.

Construção da ética e da moral.

Desenvolvemos uma função que na minha opinião é de suma importância para a construção da moral e da ética. Sim, construção, pois a ética é um processo humano que se desenvolve lentamente a medida que o indivíduo vai se estruturando, e compete a nós educadores auxiliar os nossos alunos nesse processo. Mas como fazer isso é o cerne da questão, pois pregar uma moral ou ética que não praticamos não surtirá grandes efeitos, precisamos enquanto educadores levar os alunos a refletirem sobres questões atuais, mostrando-lhes os dois lados da questão, com o intuito de provocar neles uma reação de posicionamento ao decidirem que direção seguir, que atitude tomar, devemos dentro de nossas atribuições aconselhar sempre para que busquem as alternativas que não satisfaçam somente o seu bem querer e sim que atendam as necessidades comuns de todos. Acredito que é através do diálogo e de bons exemplos por mais insignificantes que sejam, poderemos contribuir para um sociedade melhor.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Prática com musica

Prática com música.

Hoje percebi que é desde cedo mesmo que devemos instigar nossos alunos a refletirem sobre temas que comuns do cotidiano. 
Realizando a atividade da interdisciplina de Sociologia e História, me surpreendi com a maturidade dos meus alunos e com as suas contribuições durante o debate.
O assunto em questão era a discriminação racial, para o desenvolvimento da atividade eles poderiam interpretar a música " Mão da limpeza" de Gilbert Gil da forma que quisessem. A turma desenvolveu trabalhos maravilhosos.




quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Reflexão.

REFLEXÃO

Não pude deixar de trazer aqui para o blog esta reflexão que escrevi a cerca do conteúdo abordado na interdisciplina Filosofia da educação, foi um material muito rico que tenho certeza que trará muitos questionamentos e reflexões no fórum da interdisciplina.
Tanto as leituras realizadas quanto o vídeo disponibilizado, trouxeram questões bem instigantes e importantes em relação à escrita e leitura e posteriormente com a relação entre as pessoas.
O historiador Leandro Karnal apontou vários aspectos que no meu ponto de vista distanciam as pessoas do mundo secreto das letras e impulsionam as mesmas a navegarem num campo vasto e sem limites de proporções.
Em relação as leituras eu percebo que se trata de um mundo mais formal com conteúdos mais específicos e se comparado com todo o conteúdo que é abordado nas redes sociais, perde-se um pouco , se não muito, essa formalidade, abrindo possibilidades para muitos outros contextos.
Eu concordo com tudo o que o historiador relatou no debate no programa Ponto a ponto, não que eu seja contra as redes sociais e seus conteúdos, pelo contrário, é tudo uma questão de geração, de ponto de vista e também de valores.

Ambas as partes são importantes seja elas biografias impressas, livros, artigos como também o acesso às informações nas redes sociais, a questão é o uso, ou mal uso que os indivíduos fazem delas.

Metodologia nas leituras.

Metodologias na leitura.

Realmente o estudo é algo bem complexo e que depende da particularidade de cada um para efetuá-lo com eficácia.
Confesso que nunca gostei de estudar, muito menos de ler, fico impaciente com leituras extensas e acabo por perder o foco com muita facilidade.
Mas no momento em que decidi prestar um vestibular e ingressar num curso de graduação tive que me habituar e buscar meios para que tal atividade não se tornasse um empecilho na construção da minha aprendizagem, para isso fui desenvolvendo metodologias que foram me auxiliando na interpretação das leituras e na realização das sínteses, atividades essas cruciais no meu ponto de vista em qualquer meio acadêmico.
Percebi com a leitura disponibilizada na interdisciplina de Filosofia da Educação " O ato de estudar", que quando realizo a leitura das bibliografias para a realização das atividades propostas no curso, sigo, mesmo sem ter tido esse conhecimento teórico antes, algumas dicas contidas no texto baseadas nos ensinamentos de Paulo Freire, utilizo algumas palavras chave, anoto frases com ideias principais, ..., isso tem me auxiliado e tem me feito compreender e refletir sobre as leituras realizadas.

Leituras.



Leituras.

Antes de iniciarmos esse novo semestre no curso, realizei uma atividade com meus alunos do quinto ano referente a leituras.
Vinha observando que no período da biblioteca eles não estavam realizando leituras condizente com sua idade e muito menos fazendo bom uso das leituras quando a realizavam.
Frente a este exposto resolvi realizar um seminário de leituras diversas, pedi ajuda á bibliotecária para que separasse livros com mais conteúdos, como contos, novelas, autores brasileiros,...
Feito isso lancei a proposta de ler um livro "mais grosso" como eles falam, enlouqueceram, acharam que jamais conseguiriam, tiveram o prazo de um mês para concluir a leitura para então realizar o seminário, sem saber como seria esse seminário.
Na data marcada levei os alunos para a quadra de esportes, sentamos em círculo e eu comecei a contar sobre uma leitura realizada que me impressionou muito, enquanto eu ia falando muitos iam me indagando a respeito do conteúdo da leitura, após pedi para que o primeiro aluno contasse um pouco da sua leitura e fui também instigando com algumas questões, sem querer, pois ainda não havia tido contato com o material disponibilizado na interdisciplina de Filosofia da Educação, realizei as mesmas perguntas que o texto da primeira atividade apresentou dando ênfase quando se está atento à leitura, com isso percebi que a maioria dos alunos estavam cientes e convictos em suas respostas.
Foi muito produtivo esta atividade, mesmo com todas as dificuldades que eles apresentam em relação a leitura, fiquei satisfeita com o resultado, pois eles me pediram um novo seminário pois se interessaram palos comentário tecidos pelos colegas e gostariam de ler o mesmo livro para poder comentar também.
Acredito que uma semente foi plantada e já começou a produzir bons frutos.

Leitura disponível em:   TEXTOS SEMANA 2
Arquivo
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domingo, 27 de agosto de 2017

Aprendizagem.

Aprendizagem.
          Realizando a atividade dessa semana, muito me identifiquei com o texto mencionado a cima.
        Falar de aprendizagem é algo muito amplo, pois sob o meu entendimento que ainda é tão insignificante, percebo que a aprendizagem acontece a qualquer momento, basta um indivíduo buscar um determinado assunto, tentar solucionar uma dúvida em questão que prontamente um aprendizado acontece, não é necessário estar em um ambiente formal para que tal acontece, a aprendizagem é algo tão impressionante e ao mesmo tempo simples.
       No momento em que nos permitimos aprender, estamos contribuindo para grandes transformações, pois nossas aprendizagens nos tornam mais críticos e reflexivos, possibilitando assim uma efetiva tomada de decisões, maior participação na sociedade, e muitos outros aspectos que favorecem para o nosso crescimento pessoal e profissional.
       As aprendizagens não findam e isso que as tornam cada vez mais importantes no nosso processo de construção de saberes, não há hora nem lugar para tal acontecimento.
        É necessário que profissionais da educação valorizem essa temática e busquem subsídios para auxiliar crianças, adolescentes, jovens e adultos nesse processo, mediando as aprendizagens adquiridas que darão suportes às já existentes, fortalecendo assim e enriquecendo a formação do ser humano.


segunda-feira, 17 de julho de 2017

Avaliação


AVALIAÇÃO.

Ainda hoje ouço o assunto avaliação como um mero instrumento de testagem, algo bem tradicional e específico, mas hoje percebo que o ato de avaliar vai muito além disso, eu avalio constantemente meus alunos, não só no papel, mas nas atitudes, na participação, no desenvolvimento...
Acredito que avaliar não é ter a certeza do que o aluno sabe ou não, vejo a avaliação como um processo de troca, de integração e busca. Como Jussara Hoffmam apontou no vídeo, a avaliação é o ponto de partida, através dela vou desenvolver tudo aquilo que imagino ser necessário para os alunos e não apenas cobrar conteúdos que foram apresentados.
Há distintas formas de avaliação, na minha escola utilizamos notas de 5° ao 9° anos e parecer descritivo nos anos iniciais e EJA. Acho ambas as formas válidas se bem desenvolvidas, ou seja, se o educador souber fazer do momento de avaliar um momento  rico e significativo e não desmotivador e sem sentido algum para o aluno no caso de notas, e nos pareceres a observação deve ser crítica e não superficial.
Para tanto deve haver uma reflexão sobre a maneira como avaliamos, devemos nos auto avaliar, avaliar nossa turma e repensar quais objetivos queremos que nossos alunos alcancem.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

PPP

PPP.

Refletindo a cerca dos os objetivos do PPP de uma escola, percebi que a sua  intensionalidade está voltada para três finalidades bem específicas:
# Desenvolvimento pleno do aluno;
# Preparo para o exercício da cidadania;
# Preparação para o trabalho.
Com isso nós educadores forjamos sujeitos, cidadãos ativos, reflexivos e isso não é bom para quem quer alienar o povo.
Do meu ponto de vista, essa prevista reforma na educação e nas leis que a regem, é uma forma de coagir o educando de maneira que este não conduza os docentes para uma vida social bem desenvolvida, se assim continuar a forma como interagimos com nossos alunos instigando-os a refletirem sobre toda e qualquer situação, não terá como manipular mentes desprovidas.
Acho um absurdo, quem se beneficia com isso? A minoria burguesa que obtém todas as vantagens e lucros ou a maioria proletária que está sempre correndo atras da sobrevivência?
É preciso reflexão. 

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Fatores educacionais.


FATORES EDUCACIONAIS.

Hoje em dia pensar em educação soa como algo simples aos olhares de quem não interage com o mundo da educação, pode esta parecer um sistema que já vem pronto para ser posto em prática, mas se engana quem pensa assim.
A educação desde sempre é um processo que se desenvolve diariamente e passa por diversos fatores que contribuem ou não para seu bom andamento, isso dependerá da maneira como a gestão desenvolve suas competências e aplica todas as suas atribuições. Se tratando de educação me remeto aqui ao processo de aprendizagem de cada aluno.
Para que de fato a educação se desenvolva e o aluno aprenda, todo um contexto intra e extra- escolar deve ser observado e valorizado, a criança quando chega na escola precisa ser bem recebida e aceita, isso refere-se à questões intra-escolares; ter acesso a um ensino de qualidade, com profissionais qualificados, à um ambiente acolhedor, merenda, esporte, lazer, ... Para tal, a escola tem que estar munida de ações que contemplem atender à essas especificidades que é direito de toda a criança como  previsto em lei.
Por outro lado, essa criança também chega com uma bagagem cultural que não pode ser desprezada, para isso a escola tem que promover momentos em que ele possa se sentir importante, trazer sua família para o contexto escolar, resgatar esse aluno, levá-lo a refletir sobre as condições culturais que esta inserido e mostrar que ele pode fazer a diferença, que ele pode interferir e mudar a sua realidade.

Com o auxilio do PDDE, a gestão escolar da minha escola está sempre buscando utilizar-se desse recurso para dar assistência na área pedagógica, na infra-estrutura da escola, em melhorias em prol dos benefícios dos alunos e educadores, visando sempre atender os alunos da melhor forma possível.
Eu acredito que é assim que se faz educação, pensando sempre no aluno, buscando sempre aquilo que pode ser bom para ele. Não que estejamos querendo dar aos alunos o que eles não tem, e sim aproveitando esse momento da infância para instigar a mente deles através daquilo que por direito é deles, a educação, educação de qualidade, com significados.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Indignação.

INDIGNAÇÃO.

          Neste momento não estou preocupada em escrever um bom texto, em obedecer aos requisitos necessários para desenvolver uma escrita perfeita.
        Quero aqui apresentar minha indignação, essa semana que passou realizei algumas atividades pendentes que abordavam a questão da gestão escolar, muito me interessei pelas leituras e vídeos propostos, em seguida me deparei com atividades que traziam em questão o conselho escolar, fiquei de fato preocupada, pois na minha escola e não tem um e acredito que no município não tenha também, mas até ai tudo bem pois já estou sabendo que pelo menos existe um conselho municipal ativo, dando os primeiros passos mas se encaminhando em busca de atender as necessidades da rede.
          Até ai tudo bem, o pior ainda estava por vir, como iria desenvolver uma entrevista com um conselheiro se não existe um conselho nas escolas onde tenho convívio, então resolvi pedir ajuda para então presidente do conselho municipal, tendo em vista que ela era uma das gestoras no ano anterior, quebrei a cara, ouvi um absurdo, " não tenho como te ajudar pois não entendo nada de conselhos, nem sei como é isso de fato." Fiquei chocada, indignada, será que ela imaginou que eu estaria querendo investigar alguma coisa, pois ela é a presidente do conselho municipal e muito poucos sabem disso? Será que se sentiu ameaçada? Confrontada? Não sei. O que sei é que essa pessoa se recusou a auxiliar alguém que simplesmente busca informações.
              Então fiquei a pensar se para uma colega de profissão ela nega assistência, será que com os alunos ela fará o mesmo? E mesmo que eu estivesse querendo informações de cunho particular, esse interesse, que de fato tenho, seria para buscar melhorias, auxílio, suportes para a educação.
              É triste, não gostei de viver essa experiência, me coloquei no lugar de alunos que buscam respostas para suas indagações e os professores menosprezam-as, agem com indiferença, alegando o assunto não ser da sua área.
             Realmente precisamos de muitas mudanças na educação.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A prática do educador.

REFLEXÃO

A  prática do educador: compromisso e prazer. ( Isabel Alice LELIS )

Partindo minha escrita da visão geral da leitura realizada, percebo a real gratificação da educadora em receber uma homenagem, com isso observo o quanto essa educadora deve ter oferecido para a turma ao ponto de que fosse escolhida para tal ofício, ser paraninfa.
Durante a trajetória do curso de graduação em Pedagogia ao qual estou cursando como educando, pude refletir, a cerca do quanto o papel do professor em sala de aula é importante, foram sábias as palavras desta professora em sua escrita, ela apontou de maneira clara e reta o real sentido de ser professor.
Mediante tudo que foi abordado eu me identifico muito com a questão do compromisso, acredito que a partir do momento em que uma pessoa capacita-se para desenvolver qualquer função, ela precisa ter compromisso com ela, precisa ter ciência de que principalmente no que diz respeito a área educacional, todos os aspectos estarão ligados ao seu comprometimento, ao seu dispor, ao seu envolvimento, a sua capacidade de doação.
Eu reflito muito sobre minhas ações enquanto educadora, entro na minha sala de aula não para desenvolver e aplicar os conteúdos curriculares e sim para transformar as mentes tão pequenas ainda dos alunos. Vejo que é nos pequenos momentos que se desenvolve grandes aprendizagens.
Assim como nas palavras da professora homenageada, que diz ser difícil o caminho que um bom educador deve trilhar, complemento dizendo que não é impossível, enfrentamos dificuldades, passamos por momentos de incertezas, de desconfortos, mas, quando encontro um ex-aluno bem sucedido, encaminhando sua vida educacional com êxito, percebo que todo esforço valeu a pena.
Esses dias fiquei muito feliz com as palavras de um aluno durante o período do lanche, ele questionava com seus colegas a respeito de qual seria a melhor professora que já tiveram, esse aluno mencionado tentava estimular os demais a votarem em mim, dizia que quando que eles tiveram uma professora amiga, incentivadora, que se preocupava com suas faltas, que esta sempre sentada junto ajudando. Naquele momento senti vontade de ir até o seu encontro e abraça-lo como agradecimento, mas não foi necessário, ele mesmo me chamou, me deu um beijo e disse quando vocês tiveram a oportunidade de beijar a sora como agente faz esse ano.
Neste momento acredito que senti-me homenageada e constatei que não é necessário grandes metodologias para ser um bom profissional da educação, é necessário dispor de seu tempo para entender e auxiliar seu aluno, é necessário também sair da zona de conforto, se desestabilizar.

Agindo assim a educação tomará novos rumos, terá novos olhares e novos significados.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Parcerias na escola.

Parcerias na escola.

Esta semana estou lendo um texto que fala sobre ações democráticas na educação, coincidente ou não, no sábado passado realizamos na escola um projeto que veio da secretaria do meio ambiente em parceria com a educação.
Desenvolvemos durante um período de tempo atividades sobre o meio ambiente nas salas  de aula, mas não ficou só nas salas, a escola juntamente com a secretaria do meio ambiente, recebeu nas dependências da escola toda a comunidade municipal. Neste evento os alunos tiveram a oportunidade de falar sobre o meio ambiente municipal, conscientizando as pessoas de que Cidreira é sim um lugar bom para se viver, ao contrário do que muitos dizem.
Essa atividade oportunizou a comunidade a interagir com os alunos, a trazer contribuições para futuros projetos, a levantar questões sobre auxilio e melhorias, foi uma troca muito grande de saberes e questionamentos.
Foi muito produtivo, a escola geralmente realiza trabalhos assim, mas não era na mesma proporção ou finalidade, acredito que essa ação foi muito além da nossa escola, ela ultrapassou barreiras, quebrou sistemas, houve um ato de democracia.
Uma pequena semente foi plantada nesse dia, esperamos agora cultivá-la e colher futuramente belos frutos.


terça-feira, 13 de junho de 2017

Democracia


Democracia.

Essa semana, ao realizar as atividades do moodle, me deparei com uma questão bem atual no meu município, a questão de como funciona nas escolas, ou não funciona, a eleição dos gestores escolares.
Lendo o texto " Políticas Públicas e Gestão da Educação em Tempos de Redefinição do Papel do Estado" de Vera Maria Vidal Peroni, percebi que na prática as coisas não funcionam de acordo com as políticas educacionais, e isso me incomoda.
A autora aponta no texto que dentre muitas  mudanças no Estado, a democracia faz-se presente no que tange à educação. Mas ainda está longe de atingir os pequenos municípios que ainda se apegam em questões políticas, em obedecer aos mandos e desmandos vindos do executivo, e a educação fica a cargo dos indicados, apadrinhados, que por vezes não entendem nada do assunto, mas como ganhou um cargo e um bom salário, está representando a classe educadora.
Essa é bem a realidade do meu município. Estamos este ano aguardando uma posição da SMEC, pois conseguimos, depois de muita luta dos membros do conselho de educação, o direito de eleger democraticamente a equipe diretiva da escola.
Porém fica em minha mente uma dúvida, será que mais uma vez seremos podados? Essa questão é velha em nossa educação, entra governo e sai governo e nada muda, os amandos como chamamos as indicações políticas por aqui, sempre prevalessem, ou seja, a equipe diretiva, sempre é indicada pelo governo atual, com isso, que democracia é essa que vivemos? Que direitos vamos reivindicar? Essas indicações irão atender as necessidades de sua comunidade escolar ou atender às ordens de seu indicador?
Complicado não é mesmo?
Eu acredito que não há como atender a comunidade, como educadores devemos impor nossas ideias e não aceitar que nos empurrem " boca a baixo " aquilo que não julgamos ser necessário.
Deixo aqui um pelo, você que assim como eu é um profissional da educação, faça valer o poder da democracia, una-se aos conselhos educacionais em busca de melhorias e realizações das leis que nos dão suporte. Faça você a diferença, comece dando os primeiros passos.

Referência:
https://moodle.ufrgs.br/pluginfile.php/1996488/mod_resource/content/1/pol%C3%ADticas_publicas_e%20gestao_da_educacao_veraperoni.pdf 


domingo, 21 de maio de 2017

Refletindo sobre a contemporaneidade.

Refletindo sobre a contemporaneidade.

Estava vendo o vídeo disponibilizado na interdisciplina Organização e gestão da educação, quando as palavras do sociólogo Zygmunt Bauman começaram a fazer-me refletir sobre muitos assuntos inclusive sobre  a educação de hoje e os significados que ela tem.
Na visão do sociólogo e no meu entendimento também, as coisas não acontecem mais como antes, houve em todos os requisitos assim posso dizer, uma liquidez, as coisas mudam constantemente, e com isso observa-se uma desordem.
Segundo as palavras do sociólogo, isso deve-se ao fato de não sabermos lidar com a quantidade de informações que nos é oferecida, ele até usa a frase: " estamos nos afogando em informações e sedentos por sabedoria." Processar todas essas informações e converter em sabedoria e conhecimento é o que está fazendo falta. Desde sempre essa busca por conhecimento e sabedoria permeia, mas nunca conseguiu-se extinguir as diferenças, não consegue-se entender o porquê de tantos acontecimentos sociais. Nessa falta de limites, a sociedade vive o capitalismo e com isso muda a situação da sociedade que de aparentemente estável , declina rigorosamente.
Mas agora eu questiono, de quem é a culpa dessa triste realidade, não só aqui no Brasil? Sabemos que a política pode e deve auxiliar nesse contexto, mas muitos não são confiáveis, os últimos acontecimentos provam essa questão, sim é a sociedade que vota, que escolhe, que coloca-os no poder, mas como saber em quem estamos realmente votando? É possível ter essa resposta? Saber da honestidade do ser humano antes de ele se mostrar quem realmente é, de mostrar sua falta de comprometimento?
Essa é uma questão verdadeiramente polêmica, mas que tem que ser revista.
Mas aí você que esta lendo este texto vai dizer, mas eu me interessei por essa leitura pois abordava alguma coisa a respeito da educação, infelizmente a educação não esta de fora dessa realidade ao qual tenho relatado. Me preocupo muito com o futuro da sociedade e acredito que é dentro das salas de aula que parte da mudança tão desejada nas sociedades possa começar a acontecer.
Vendo essa desordem em que se encontra a contemporaneidade, eu enquanto educadora preciso fazer algo, mesmo que muito pouco, na tentativa de reverter essa situação. É possível com simples metodologias e bons projetos instigar nossos alunos a serem pensantes, a refletir no mundo que vivem. Somos capazes de promover momentos em que eles participem da construção da mudança. Esse é o nosso papel, formar cidadãos críticos, realistas e não conformados. É por isso que temos que lutar e insistir. 


quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sabores e cheiros de infância.

Sabores e cheiro de infância.


Ontem a noite estava realizando uma atividade doméstica comum, estava estendendo roupa, quando de repente o cheiro que exalava delas me reportou para uma época muito importante de minha infância.
Parecia que ao sentir o cheirinho da roupa lavada estava entrando na casa da minha tia em Viamão onde passávamos as férias quando crianças. Quando chegávamos na casa da tia por coincidência ou não ela estava sempre passando roupa e o vapor que saía tinha um cheiro adorável, o mesmo que senti ao estender minhas roupas.
Foi uma sensação maravilhosa, relembrar momentos marcantes de minha vida me trouxe um bem estar.
Logo após, entrei para casa e comecei a refletir, omo simples coisas podem marcar nossa memória, um cheiro trouxe a tona momentos vividos a mais de vinte e cinco anos atrás. Foi aí que me indaguei, será que eu, enquanto professora estou deixando marcas na memória de meus alunos? E mais o que nós educadores temos feito em nossas salas de aula para marcar nossos alunos?
Nos dias de hoje tenho visto tantos alunos desmotivados, sem nenhuma perspectiva para os estudos, será que a culpa dessa desmotivação não seria entre tantos fatores, também do educador?
É complicado falar de um tema assim, onde compromete-se o fazer pedagógico de um profissional, mas me preoupo pois sou mãe, tenho uma filha em idade escolar e fico com receio de que os momentos na escola não estejam fazendo sentido para a construção de suas aprendizagens.
Outrora ouvi uma frase do autor Goethe, Johann que diz assim: " quando o interesse diminui, om a memória ocorre o mesmo." Com essa frase eu encerro minha reflexão e deixo aqui um apelo a quem estiver lendo, se você é um educador assim como eu, reveja suas atitudes, metodologias, a forma como vê seu aluno, valorize mais cada momento em sala de aula, quem sabe você seja a única pessoa que ainda se importa e desprende atenção para determinado aluno. Faça a diferença, mesmo que singela, ela pode valer a pena.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Síndrome do ninho vazio.

SÍNDROME DO NINHO VAZIO.

            Este trabalho oportunizado pela interdisciplina Psicologia da vida adulta em grupo, me levou a identificar uma série de questões que envolve a vida do homem na faze adulta.
            O tema gerador deste trabalho é a síndrome do ninho vazio, um assunto bem instigante que envolve questões familiares, sentimentais, transformadoras, inquietantes e até mesmo frustrantes.
            Resolvemos trabalhar com esse assunto devido a maior parte do grupo já ter vivenciado essa síndrome, ou estar vivenciando, daí surgiu o interesse.
            O assunto remete-se diretamente aos pais e filhos, onde essa clientela passa por momentos delicados, momentos esses que requer tomada de decisões, aceitação, separação, e muitos outros fatores.
            Mas o que vem a ser a síndrome do ninho vazio? Essa síndrome nada mais é do que a transição de um(a) filho(a) que tomou uma decisão, casar, sair de casa, morar sozinho, viajar,...,ou seja, enfrentar a vida longe dos olhares super protetores paternos versus uma mão e pai que não aceitam que seu(a) filho(a) está longe de seu ninho.
            Essa questão pode gerar os mais variados conflitos, contribuindo para o sofrimento de ambas as partes, isso ficou bem claro nos depoimentos que nós componentes desse grupo de trabalho apontamos durante a realização do mesmo.
            Conforme as leituras que realizei disponibilizadas no moodle e também em alguns sites de artigos sobre o assunto, vi que tudo que realizamos faz parte de cada fase de nossa vida , porém muitas vezes não estamos preparados emocionalmente para enfrentar as conseqüências de nossas escolhas, ou então aceitar e entender as escolhas no caso dos pais.
            Este é o caso da síndrome do ninho vazio, na busca pela maturidade, não que quem escolha continuar morando em casa não a tenha ou não vá adquiri-la, essa não é a questão norteadora do trabalho,  os filhos saem de casa para construir uma nova vida a dois, ou não, porém quem mais sofre são os pais, na maioria das vezes as mães, para elas estar com o ninho vazio é uma questão de abandono, por mais que elas entendam que faz parte Ada vida um filho tomar essa decisão, ela se sente sozinha, o desapego demora para acontecer gerando assim muitos conflitos, ainda mais quando entra na trama mais uma pessoa, uma nora ou um genro, aceitar que outra pessoa esteja compartilhando a vida com ele(a) é insuportável.
            Olhando o inverso, acredito também que tomar a decisão de sair do ninho também é frustrante, enfrentar novos desafios pode ser assustador, a incerteza nas coisas gera angustias, desejo de voltar atrás, mas na busca de uma nova identidade vale a pena insistir e correr riscos.
            Enfrentar os medos, resistir a saudade, compreender o outro, não pode ser tão difícil, afinal é apenas mais uma etapa das muitas que se passa na vida.
            O ser humano desde que nasce passa por situações de amadurecimento, passa por várias fases descritas por Piajet no livro Epistemologia Genética, e enfrentar a fase adulta é só mais uma delas dando continuidade no processo evolutivo do ser humano. Para Piaget (1983, p. 236), o desenvolvimento ocorre de forma que as aquisições de um período sejam necessariamente integradas nos períodos posteriores. É o “caráter integrativo” segundo o qual “as estruturas construídas numa idade dada se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte”. Ou seja, a partir do nascimento, inicia-se o desenvolvimento cognitivo e todas as construções do sujeito servem de base a outras.
            Essas situações relatadas no texto apontam que neste período de transição entre sair do ninho, deixá-lo vazio, oportuniza momento de grandes aprendizagens, aprender a enfrentar nossos medos, resistir o novo, ser capaz de tomar decisões próprias formando assim a sua personalidade adulta. Tudo isso é muito importante.
            É preciso ter discernimento entre os envolvidos nessa trama, pois os sentimento muitas vezes nos tiram a razão, é onde ocorrem os desentendimentos familiares que chegam a duram anos. Mas com paciência e tempo tudo se ajeita, não voltam a ser como antes, mas aos poucos ambas as partes começam a se acostumar com a nova situação e aceitam que dão há mais o que ser feito frente as decisões tomadas.

             

terça-feira, 25 de abril de 2017

Teoria X prática

Teoria X prática.

Hoje na aula presencial da interdisciplina seminário integrador fomos motivados a escrever sobre alguma aprendizagem significativa que tivemos recentemente.
Este semestre do curso eixo V tem me oportunizado abrir os olhos para uma questão que eu particularmente acho de suma importância, a reflexão. Observei que essa temática está presente na maioria das leituras que fiz de forma direta ou indiretamente.
Acredito que o ato de refletir sobre a educação é uma forma de promover transformações e transgredir no intuito de mudanças, como aponta o livro Transgressão e mudanças na educação de Fernando Hernandes, leitura essa que já apresentei reflexões aqui no blog em postagens anteriores.
Frente este exposto, hoje aconteceu um episódio com um aluno da minha turma que me aborreceu muito, ele é um aluno especial, mas que enfrenta uma rejeição particular muito grande. Ele deveria ser atendido na sala de AEE hoje pela manhã, porém a forma com que foi chamado gerou uma reação extrema, o aluno fugiu, se escondeu no banheiro e acabou ficando preso lá.
Com esse acontecimento percebi que ter estudo não é importante e nem promove transformações e mudanças, temos que aprender sim e muito, mas o principal é refletir antes de qualquer decisão, de qualquer situação, a forma com que o aluno foi abordado gerou uma série de conflitos pra ele, nenhuma das profissionais de educação de deviam realizar o atendimento observaram o aluno, ou então fizeram um meio de campo com um colega para auxiliar o primeiro contato, pelo que fui informada, nada disso aconteceu, não estava presente na escola, outra questão lastimável, quem sabe eu poderia ter mediado essa aproximação entre ele e a equipe do AEE.
Tiro como aprendizagem significativa para minha vida profissional e pessoal o ato de refletir, tomar ciência de qualquer situação antes de tomar qualquer decisão, antes mesmo de falar. Nosso papel na educação é mais importante do que podemos imaginar, e se somos tão influentes em formar grandes cidadãos, uma atitude impensada pode ser desastrosa, pode trazer consequências negativas.
Reflitamos sobre nós mesmos, sejamos capazes de avaliar o que queremos, o que fazemos, como fazemos, para quem fazemos ou por que fazemos, quem sabe refletindo as coisas possam melhorar.

domingo, 23 de abril de 2017

Desenvolvimento

Desenvolvimento.

Tendo em vista a proposta da interdisciplina em desenvolver um projeto de aprendizagem, busquei reflexões na leitura de Fernando- Hernandes- Transgressão e mudanças na educação, disponibilizado no moodle, o referido texto apresenta inúmeras questões de que é necessário oportunizar aos alunos momento em que eles enquanto indivíduos dotados de potencialidades possam pensar por si mesmos, nem que para isso o educador tenha que transgredir, muitas vezes, algumas normas tidas como convencionais.
Fui buscar essas reflexões para ter certeza de que um projeto de aprendizagem é uma metodologia que vai ao encontro de atender a essa necessidade de formar seres pensantes, reflexivos. Temos que ter ciência deste contexto, a sociedade grita por transformação e é dentro da nossa sala de aula que será possível que tal fato comece a acontecer.
Para o desenvolvimento dessa atividade, irei trabalhar com minha turma de quinto ano, são alunos entre nove e treze anos, matriculados na rede pública de ensino municipal de Cidreira, na escola Marcílio Dias. 
Essa turma é bem grande, possui trinta e três alunos matriculados sendo trinta frequentes, é uma turma bem questionadora e reflexiva, por que será? Talvez pelo fato de ser o quarto ano seguido com a mesma professora, no caso eu. Porém este ano temos um agravante que tem sido bem difícil de lidar, um aluno com muitas dificuldades, mas não só de aprendizagem, como também de relação, socialização, comportamento, conduta... Confesso que foi um grande desafio desenvolver uma atividade desta amplitude com este aluno, mas não foi impossível, posso afirmar que foi desgastante.
Para dar sequencia no projeto foi bem complicado, como relatei em outra postagem, o tempo neste trimestre não tem facilitado o desenvolvimento do projeto, então para poder dar continuidade na proposta, interferi um pouco na metodologia e encaixei o projeto de aprendizagem dentro de um projeto de ensino, assim facilitaria o cronograma que tenho que cumprir na escola e também conseguiria aplicar o projeto de aprendizagem com a turma, pois devido aos obstáculos enfrentados o tempo para desenvolver essa atividade ficou cada vez mais curto.
Sendo assim o tema desencadeador do projeto ficou sendo as regiões brasileiras. Determinada essa etapa, dividi a turma em grupos, onde deveriam conversar alguns minutos e montar suas questões de investigação para depois lançar no grande grupo e escolher por votação a questão principal para investigação.
Foi ai que a proposta se desestruturou, o aluno mencionado no início do texto, não conseguiu interagir com seu grupo, ele não desenvolve a capacidade de interação, tudo tem que ser como ele quer, enquanto o grupo socializava ele teve um surto, o que é normal quase que diariamente, e agrediu fisicamente com um soco um dos colegas que estava tentando lhe explicar a metodologia. Com isso a aula acabou pois tive que atender o aluno, tomar providências sobre o acontecimento.
Bom frente ao exposto, em outra oportunidade, tive que interferir um pouco na atividade, não posso simplesmente descartar esse aluno, mas ainda estou me adaptando e buscando meios para conseguir mudar essa situação. Então continuamos nos grupos da outra aula, porém agora podiam lançar várias perguntas e não uma por grupo, com isso contemplaria a opinião do aluno, os auxiliei e formamos várias questões que os grupos deveriam escolher entre elas uma para investigar. Anterior a decisão da questão investigadora, cada grupo escolheu uma determinada região para trabalhar, gerando nessa etapa mais conflitos ainda, por causa do mesmo aluno, mas no final deu tudo certo. Decidiram ter por questão investigadora: Como é a região...Neste ponto de partida em grande grupo levantamos os pontos que já sabíamos a respeito, sendo nossa certezas provisórias como alguns estados que compõem as regiões, os nomes dessas regiões e alguns aspectos culturais como comida, vestimentas, festas das regiões. e elencamos também as dúvidas, o que ainda gostariam de saber e aprender sobre o assunto, sendo as nossas dúvidas temporárias como a população de cada região, a hidrografia, o relevo, atividades comerciais predominante, influências culturais específicas.
Prosseguindo, expliquei que cada grupo teria que investigar tudo aquilo que eles tivessem interesse ao ponto de responderem a questão que escolheram como investigação, também expressei que não iria interferir na pesquisa, cada grupo ia desenvolvendo o trabalho conforme a curiosidade de cada componente em satisfazer a curiosidade.
Eles ficaram bem motivados, mesmo após alguns contratempos, sei que irão desenvolver um bom trabalho, pois como disse no geral a turma gosta de desafios e novas aprendizagens.
Sei que a proposta do projeto de aprendizagem não foi bem essa, mas para o período em que se encontra a turma no ano letivo, ficou difícil desenvolver a atividade de outra forma. Acredito que o objetivo principal será desenvolvido mas não com a mesma metodologia de um projeto de aprendizagem.
O importante, foi que pude levar para a sala de aula uma metodologia transgressora, estou tentando aos poucos, conforme o possível, mudar a forma como a educação acontece, desafio a todos nós educadores a tomar essa iniciativa, mesmo que os desafios encontrados no percurso tentem impulsionar o contrário, mas acredito que mesmo assim vale a pena. Eu não desisti, não desista você também. Insista. 


Referência: Transgressão e mudança na educação. Fernando-Hernandes

Observaçãoe gerais.

Observações gerais.

Realizando uma das leituras propostas para a primeira meta deste trabalho, realizar um projeto de aprendizagem, pude refletir a cerca das palavras autor Zabala no texto A prática educativa como ensinar, que por vezes já me apresentava desenvolvendo um pouco daquilo que ele menciona referente a maneira como podemos mesclar os conteúdos, ou seja, organizá-los de forma que possam ser desenvolvidos juntos, tornando a aprendizagem mais significativa, porém, a medida que vamos lendo, buscando mais informações, percebemos, no caso eu tive essa percepção que algumas metodologias minhas já se encaminham para uma forma de aprendizagem diferenciada, fora do rotineiro, do tradicional.
Tendo em vista o que relatei, recordo aqui a minha angustia ao ser apresentada no semestre anterior ao tão famoso projeto de aprendizagem, de início foi muito assustador devido o fato de não estar habituada a tal metodologia, mas neste semestre, com o auxilio da professora Aline, responsável pela interdisciplina Projeto Pedagógico em Ação, pude esclarecer melhor o que realmente é esse projeto, nada de tão assustador assim, apenas não sabia dar nomes aos bois como se diz, já desenvolvia algumas atividades semelhantes com meus alunos, porém não com o mesmo suporte teórico, mas o processo metodológico era parecido. Ai eu pensei, será que desenvolvo projetos de atividade e não sei? Fui então buscar subsídios que me levassem a entender que metodologia estava utilizando. Conversando com algumas colegas do curso, percebi que projeto de aprendizagem tem como ponto de partida a curiosidade do aluno, onde o mesmo irá desenvolver uma busca a sua maneira, desenvolver a sua pesquisa a ponto de chegar a uma aprendizagem significativa, já no projeto de ensino, o que esta em questão não é uma curiosidade e sim algo determinado pelo professor, bem como a metodologia também é direcionada. Quanto aos projetos de trabalho ou ação como alguns mencionam, o professor direciona o tema, mas os alunos se empenham em resolver a questão, irão desenvolver a sua pesquisa da maneira que lhes for agradável, neste contexto o professor é um mediador para auxiliar como um suporte, sem imposições.
Tendo essa visão sobre cada tipo de projeto, percebi que estava acostumada então a desenvolver projetos de trabalho.
A partir do momento que refleti sobre a leitura recém realizada, vi que mesmo desenvolvendo um projeto de trabalho é possível que os alunos desenvolvam um projeto de aprendizagem. Organizando os conteúdos, tentando globalizá-los vi que isso é possível. 
Sabemos que dentro das escolas temos conteúdos a seguir e que o tempo muitas vezes não contribui para desenvolver metodologias diferenciadas, então para conseguir atender ao proposto na interdisciplina e desenvolver um projeto de aprendizagem em minha turma, resolvi lançar a temática e dentro dela os alunos irão levantar a questão de investigação para trabalhar. Ainda não conclui esta atividade com eles, pois os períodos com eles estão cada vez mais corridos devido aos feriados frequentes neste trimestre, mas na próxima postagem acredito que já trarei algumas reflexões a cerca do desenvolvimento da atividade.




Referência file:///D:/Usuario/Documents/Downloads/72491700-5-Metodos-globalizados%20(3).pdf