Desde sempre existe uma divisão de classes, e no
caso da leitura realizada “ a máquina escolar”, isso ficou mais claro ainda,
pois nela já aborda desde os séculos
passados essa divisão entre a infância de elite e as classes populares. Essa
temática ficou para nós bem evidente.
Para a construção da escola que
temos hoje, fez-se necessário a contribuição de muitos fatores que foram desde
o século XVI muito importantes para o processo de institucionalização da mesma,
como exemplo cito a criação de um estatuto de infância, que até então nem era
propriamente definida neste período, surgiu assim a necessidade de um espaço
físico para atender ao ato de educar um numero “X” de crianças e
adolescentes, o aparecimento de
especialistas em educação para lidar com a clientela que faria parte deste
ambiente, houve modificações e fissuras nos métodos educativos vigentes na
época e por fim as leis que vieram a institucionalizar tais ambientes
educativos, nascendo assim a escola como sendo um ambiente destinado ao ato
educacional.
Partindo dessa premissa, após
realizar a leitura do texto, percebi que neste período relatado, a criança era
tida como um adulto em miniatura, ou seja, tudo nela parecia ser uma caricatura
de um adulto, suas vestimentas, seu modo de agir e interagir na sociedade era um
reflexo dos adultos a sua volta. Somente um século depois é que os meninos
dessa época passam a vestir-se como tais e começam a freqüentar os ambientes
destinados à educação, mas esse privilégio não é para todos, somente os meninos
de classe superior é que tem direito ao estudo, os de classe inferior
continuarão adultizados e só receberão tais benefícios em meados do século XIX
e serão instruídos por instituições religiosas, neste caso jesuística, com isso
percebe-se uma grande influência crista neste processo de construção da
aprendizagem.
Conforme fui lendo, vi que a criança
não tinha outra escolha, tudo era impostamente rígido, e assim foi por muito
tempo, por ser criança não tinham poder de escolha, muito menos de decisão, e
com isso eram humilhados e por vezes explorados como trabalhadores, era comum
ver nessa época o abuso no trabalho infantil nas classes pobres.
Segundo as citações de Ariés, ele
aborda no texto a figura do bebê como um objeto de diversão, posso assim dizer,
para as classes altas. Não tendo muita importância para os mesmo.
Hoje a realidade é dura, para muitas
famílias eles continuam sem importância nenhuma, mas para outros sim. É comum
os bebês ingressarem muito cedo nas escolas de educação infantil, devido a
vários fatores, com isso a função da escola mudou.
Anteriormente o foco dessas
instituições era apenas o de mantenedoras, ou seja, cuidar do bebê ou criança
enquanto a mãe ou família precisava ausentar-se, hoje essa situação é bem mais
complexa, percebe-se que a criança é dependente do adulto, que precisa de um
suporte familiar, com isso a função da escola passa a ter outras finalidades e
maiores responsabilidades.
A partir desse contexto, não há como
promover educação sem que a instituição esteja ligada ao contexto social de cada
aluno, pois infância é ao meu entendimento, uma etapa cheia de significados que
deve ser observada e entendida para que não se perca nada do contexto da
criança. Digo isso pois dentro de uma sala é possível observar varias
realidades, totalmente distintas uma das outras, e digo, isso é muito bom,
porem trabalhoso ao educador que esta na frente desse trabalho, pois devemos
saber lidar com todas as possibilidades, intermediando e fazendo um balanço
entre tudo para proporcionar às crianças sempre o melhor, tentando suprir o que
falta, tentando amenizar os excessos, incentivando sempre uma integração entre
a escola e o meio social para que a aprendizagem seja significativa e
prazerosa.
Os professores devem estar em
constante formação no intuito de tentar suprir as necessidades de seus alunos, de
se adequar a realidade que enfrentam nas salas de aula, pois muitas vezes se
deparam com crianças totalmente desprovidadas de amor, carinho, atenção, ou
então o oposto. Cabe a cada professor saber oportunizar a cada aluno
desenvolver essas dificuldades de forma integradora atingindo a cada aluno no
que é preciso.
Por essas questões citadas e por
muitas outras de grande importância, é que nas escolas a infância é muito
valorizada, pois são pequenos seres em processo de formação, tão incapazes e
indefesos na busca de um reconhecimento, de um significado, na busca de uma
futura participação mais efetiva na sociedade. Com base nisso temos o ECA que
apóia e embasa teoricamente esse reconhecimento da infância, como um individuo
dotado de capacidades e também de direitos.