domingo, 6 de dezembro de 2015

Manifesto da educação.

A educação que sonhamos.

Segundo Anísio Teixeira,
A Escola Pública é a máquina da democracia.
Estamos no século XXI
Onde se vê um caos na educação,
Professores desmotivados
Sendo humilhados sem direção...

Precisamos urgentemente
De uma reforma educacional
Qualificando professores,
Indo em busca justiça profissional.

Salário digno aos profissionais da educação
Para termos na escola pública
Uma escola de qualidade
E ser o orgulho da nação.

Precisamos que o Estado
Invista em turno integral
Capacitando jovens para o trabalho
Proporcionando formação profissional.

É Inadmissível presenciar
O jovem sendo excluído
Por falta de investimento
De um sistema falido.

As dificuldades na sala de aula
São inúmeras para citar
Falta de material, alunos agressivos
É o mínimo que temos que enfrentar

A instituição família está falida
E o que sobra para nossas crianças
Pais presos, mães ausentes
Quando existem nas suas vidas.


Muitas vezes temos que ocupar o lugar
De pai, mãe, avó ou tia
Mas como poderemos desamparar
Uma infância tão carente de amor hoje em dia.

O Estado tem seu dever social
Proporcionar uma educação de qualidade
Com isso temos a garantia
 De desenvolver no aluno sua dignidade.

A educação é o maior bem de um povo
E por ela devemos lutar
Inovar para melhor educar.
Palavras de Anísio Teixeira
Que não cansamos de relembrar.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Abordagem interdisciplinar.

Com base no que li na leitura disponibilizada pela interdisciplina de Infância “Nove teses sobre a infância como um fenômeno social” , posso relatar que quando o autor fala em uma abordagem interdisciplinar no texto em questão, ele está enfatizando que em se tratando de infância, devemos ter vários olhares. Isso significa que a infância deve ser entendida não só como uma disciplina, mas sim em  suas múltiplas faces, como sociais, políticas, familiar, econômica...
Investe-se muito atualmente em grandes pesquisas, que no texto são abordadas como macros, onde trazem índices ampliados que não condizem com as especificidades das infâncias atuais. Essa amplitude não contempla a fundo a realidade vivida por muitas infâncias, faz-se necessário um estudo mais aprimorado para que se compreenda e atenda as infâncias que temos hoje, indiferente de classes sociais, gênero, entre outros, pois a diferença é gritante entre os acontecimentos a nível macro e micro.
Falando nessa diferença, posso citar as vantagens desse conhecimento adquirido a nível macro, as facilidades encontradas neste contexto oportunizam à essas crianças um acesso mais amplo e diversificado em varias áreas, ou seja, mesmo estando vivendo em uma era digital, onde tudo gira em torno de mídias e tecnologias, as infâncias que tem atendimento a nível macro estarão sempre em vantagem em relação as de nível micro, que são menos assistidas e desprovidas de tais vantagens.

Enquanto continuarem valorizando e dando atenção somente à essas pesquisas amplas, que trazem índices gerais, essas infâncias minoritárias continuarão na situação ao qual se encontram, como nulas diante de um sistema que nem se quer sabe de suas especificidades, inquietações, desejos. Infelizmente a lei da maioria tem prevalecido em nosso pais. Enquanto isso milhares de crianças vivem no anonimato.

sábado, 28 de novembro de 2015

Erotização infantil



Erotização infantil.
            O assunto em questão, aborda uma temática que parece não estar trazendo preocupações maiores. Falar sobre infância é algo tão fascinante que parece até absurdo o que vem acontecendo.
            Infelizmente, a questão infância está muito desvalorizada perante a sociedade, e principalmente perante a família. Já não se vê mais um perfil angelical, ingênuo, com cara de infância em propagandas, jornais, até mesmo fotos domésticas.
            A mídia tem sido uma influencia, posso dizer negativa para essa grande transformação no perfil da infância, e quando falo em influencia, me remeto neste momento aos pais que autorizam o uso da imagem de seus filhos em propagandas, sem se darem conta de como esta sendo apresentada a imagem da criança.
            Esta sendo comum ver, mesmo que em anuncio de vendas de roupas infantis, uma adultização na postura e apresentação da criança, no texto as autoras abordam essa temática como uma erotização infantil.
            Na propaganda que selecionei traz uma imagem de uma menina fazendo a exposição de roupas de uma marca infantil muito conhecida, porém assim como os exemplos trazidos pelas autoras, na imagem do outdoor selecionado, também vinha uma frase que remetia ao abuso da criança.
            Será que a família dessa criança não tem consciência do que esta acontecendo, como podem consentir que a imagem de sua filha, como no caso que relato é uma menina, seja exposta de maneira tão vulgar, ainda mais com tal frase que diz use e se lambuze.
            Eu como mãe jamais me deixaria levar por dinheiro, aparência, fama, acredito que o futuro de minha filha depende das escolhas que faço por ela enquanto ela não tem idade de tomar suas próprias decisões.

            Tudo isso é uma inversão de valores, a medida em que o tempo passa, a busca por sucesso profissional leva as pessoas a investir em propagandas para vender seus produtos, e a lei do consumo vai valorizando tais atitudes, a competição fala mais alto, e em meio a toda essa explosão de informações está uma criança que perde sua infância, e o pior de tudo isso que com o apoio e consentimento da família. Realmente os valores foram perdidos, e a infância aos poucos vem se perdendo também.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Aprendizagens.

Fechamento da interdisciplina.

            Venho trazer aqui minhas impressões a respeito do que tenho aprendido com a interdisciplina de alfabetização e o que tem sido significativo em minha prática docente.
            Foi grande o meu aprendizado, confesso que sempre tive muito receio em alfabetizar uma criança, talvez por não compreender esse processo, e até mesmo por ver essa etapa da escolarização muitas vezes ser mal realizada ou então muito bem sucedida. Isso tudo me assusta, será que serei capaz, ou irei frustrar meus alunos? Com base nisso, talvez seja verdadeiro o que diz GRAFF (1994) que “ a alfabetização... é profundamente mal entendida...”
            Após fazer as leituras que foram disponibilizadas, consegui mudar minhas impressões em relação à essa temática, principalmente após ler a obra de Paulo Freire “ Importância do ato de ler”. Tinha comigo, em meus falhos pensamentos, que ser seria aquele momento em que uma criança conseguiria interpretar aquele amontoado de sinais gráficos, mas estava totalmente equivocada em minhas impressões, pois as palavras de Freire nesta obra me levaram a perceber que a leitura de mundo, a leitura de sua infância, foi a primeira e significativa leitura que uma criança pode fazer.
            Podem estar se perguntando, mas como educadora, você não havia se dado conta disso antes? Respondo, minha formação no curso de normal de magistério foi significativa, porém não me deu suporte suficiente para atender à todas as minhas duvidas, e no passar dos anos fiquei muito tempo afastada da educação, só retornando agora cheia de duvidas e novas perspectivas.
            Para justificar o que relatei em parágrafos anteriores, FREIRE (1981) diz em seu livro “Importância do ato de ler”, “A retomada da infância distante, buscando a compreensão do meu ato de ler o mundo particular em que me movia- e ate onde não sou traído pela memória-, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que vou me entregando, recrio, e revivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra.”

            Depois de ter lido essa obra e também alguns textos e artigos de Emilia Ferreiro, pude aprender que a leitura esta muito alem das palavras, e com isso posso afirmar que em minha pratica docente, a partir desse aprendizado, tenho valorizado e dado muito mais atenção à leitura de mundo que os meus alunos trazem para dentro da sala de aula. E também tenho compreendido melhor como se deu o processo de alfabetização da minha filha, pois muitas vezes sou questionada a dizer como ela se alfabetizou, e eu fico sem palavras, pois acreditava não ter influenciado tanto nessa etapa, mas percebo que a infância que ela passou e ainda passa foi crucial para seu desenvolvimento como leitora de mundo e posteriormente de palavras.

Alfabeto de sinais

Aprendendo a língua de sinais.

Alfabeto em libras.

Esses alunos são de mais.


Musica palavra cantada.


Musicalidade com libras.

Atividade realizada na Escola Marcilio Dias.

Turma de I° ano.

Uma maneira simples de interagir e socializar com todos, mesmo com quem não pode escutar.

Estavam lindos.





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Minha escola.

Minha escola.

Hoje mesmo me decepcionei com minha escola, senti-me confusa. Estou aprendendo que a alfabetização é uma etapa muito importante na aprendizagem do aluno e que tem que ser dado toda a atenção que lhe é devida.
Faço parte do PACTO, projeto de alfabetização na idade certa em minha escola, este projeto é riquíssimo tem dado todo o apoio que nós educadoras necessitamos, porém a escola onde leciono não tem dado o apoio necessário. Disponibilizar uma sala é o mínimo que pode ser feito, agora suporte esta faltando, este projeto para que algumas atividades obrigatórias sejam realizadas faz-se necessário o uso da internet, e muita educadoras cadastradas não possuem internet em casa, e fazem estas atividades na escola, pois temos internet, só que esta semana, semana de realização de atividades, o site da SIMEC foi bloqueado, ou seja, que apoio a escola está dando para as professoras alfabetizadoras que fazem este curso. 
E isso não é nada, isso é o mínimo, muito mais tem que ser feito pela escola e não tem sido realizado, trouxe esse exemplo pois tenho me preocupado muito com a questão da alfabetização e achei tudo isso um pouco desmotivador. 

Trazendo exemplos.

Trazendo exemplos.

Sei que não é impossível, mas não tenho trazido muitos exemplos da minha prática, acredito que não seja por falta de interesse e sim por não estar conseguindo fazer essa relação, muitas vezes acho que não estou no caminho certo, mas aos poucos vou percebendo que tudo está se encaminhando.

Relação teoria X prática.

Relação teoria X prática.

Confesso que tem sido muito difícil relacionar minhas aprendizagens com minha prática escolar. Os temas que estão sendo abordados nas interdisciplinas são riquíssimos, mas tenho tido muitas dificuldades em fazer essa relação. A área ao qual consegui fazer maior relação foi a de Infância, pois esta trata-se de uma fase ao qual estou diretamente ligada em minha profissão, quanto as outras, principalmente a de Alfabetização, me intriga muito, não tenho o que relatar, pois meus alunos já são alfabetizados e nunca trabalhei com este nível, tenho muitas dúvidas quanto a esta temática, tenho procurado observar o trabalho das alfabetizadoras da minha escola no intuito de compreender melhor esse processo, pois o pouco contato que tive co a professora Ivany, não foi suficiente para sanar minhas indagações.

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Fases.

É impressionante tudo que o homem é capaz de desenvolver desde muito cedo, ainda bebês somos movidos por instintos, impulsos, desejos e muito mais. E ainda ha fases ao qual passamos sem percebê-las e mesmo sem dar importância a cada uma delas, seguimos em frente e conquistamos o mundo.
Tenho estudado bastante, aprofundando e enriquecendo meus conhecimentos, tudo isso para poder entender o que acontece com os alunos, o que pode interferir no seu processo de aprendizagem, como posso atuar, intervir, o que posso solucionar e muito mais.
Acredito sempre, e muitas vezes já tenho falado, até mesmo aqui no blog, que posso fazer diferença dentro da minha sala de aula, não estou ali para receber um salário, que por sinal não é grande coisa, não serve nem de estímulo, e sim para ver meus alunos se desenvolverem e tornar-se cidadãos críticos, e já tenho visto essa diferença, alunos que sentavam no fundo da sala, que tinham uma perspectiva de vida sem garantia nenhuma, hoje sentam na frente e participam ativamente das aulas, e sentem-se privilegiados pois agora eles sabem os conteúdos e entendem pra que eles servem.  Esse é o objetivo que me leva a estudar cada vez mai, a ir em busca de promover a diferença.

domingo, 1 de novembro de 2015

Pratica pedagógica



Aprofundar nossos conhecimentos é muito bom, ainda mais em se tratando de um assunto que instiga minha curiosidade como o processo de alfabetização.
Sempre quis trabalhar diretamente com alfabetização, mas o medo de não conseguir concluir e desenvolver os objetivos propostos me frustram levando-me a sentir-me incapaz de desenvolver essa função, com isso acabo optando por turmas fora da alfabetização.

Agora mediante os esclarecimentos obtidos, percebo que não é tão difícil e nem impossível. Tendo o conhecimento de como funciona, ou seja, como interferem esses fatores no processo de alfabetização, eu enquanto educadora, posso estar mais atenta e saber direcionar melhor o foco para que a aprendizagem realmente aconteça.

Relação texto e imagem.

O que esta escrito e o que se pode ler.
Relação texto e imagem.

O professor tem que entender que antes da alfabetização a criança ainda não associa a letra ao significado do objeto, ela reconhece o nome de algumas letras e isso para ela basta, ou seja, sabe identificar oralmente o nome de todos os objetos porem não associa a escrita. Com o avanço eles vão adquirindo a noção de que um conjunto de letras significa o nome de determinado objeto, mesmo utilizando a mesma palavra em objetos diferentes, em determinada fase a criança vai começar a fazer uma relação de identificar as letras e se for mudada a palavra entre as figuras, ela conseguirá interpretar qual desenho/objeto pertence a cada palavra, sendo assim eles reconhecem a permanência das palavras. Em outro momento frente a uma imagem e supostamente uma frase simples, eles relacionam mais de um nome, nesta fase conforme eles vão visualizando a imagem, fazem uma relação quantitativa e após também uma relação qualitativa, tudo em torno de hipóteses pois ainda não estão alfabetizadas. Partindo para a construção de uma frase mais complexa, eles ate pronunciam a frase, mas na hora de ler, para eles só aparecem substantivos, o restante não é importante. Em outra etapa eles começam a fragmentar as palavras, agora identificando também mais uma palavra, neste caso a ação. Numa etapa posterior a criança já começa a identificar mais fragmentos na frase porem ainda tem dificuldades para identificar os artigos por se apresentarem sozinhos acham que fazem parte da palavra anterior ou seguinte. Aos poucos ela vai relacionando todas as palavras pronunciadas com as palavras escritas, mas ainda apresenta dificuldades para interpretá-los. Mesmo fazendo os segmentos corretamente não significa que esteja alfabetizada. Para que esse processo aconteça, as crianças precisam passar por uma trajetória ate entender que tudo que falamos  escrevemos e conseqüentemente na mesma ordem, elas adquirem essa noção participando de praticas que envolvam a leitura mesmo antes do ato de ler.


sábado, 31 de outubro de 2015

Psicanalise X sexualidade


Psicanálise X Sexualidade.

A partir das idéias defendidas por Freud houve uma grande ruptura no que se propagava quanto a sexualidade.
 Por volta do século XIX e XX, entendia-se a sexualidade como um ato sexual com fins reprodutivos, e Freud vem falando da sexualidade como um termo genérico, como uma pulsão em busca de algo mais abrangedor, não como um instinto, baseado no termo biológico, fala da sexualidade como um termo funcional, ou seja, com a troca que a criança faz com o mundo interagindo com ele. 
Segundo a psicanálise então, a sexualidade esta ligada ao que instiga, que deseja, levando o indivíduo desde a infância a percorrer esses caminhos. 
Nessa perspectiva Freud instituiu várias fases que vieram explicar essa teoria que ele prega a respeito da sexualidade infantil.

O menino escondido.


O menino escondido.



Achei fascinante a leitura feita do texto o menino escondido do autor Paulo Bentancur, o texto trouxe para o leitor um claro entendimento de como funciona o nosso inconsciente.
Ao ler ia viajando na leitura e relembrava de quando ouvia a mesma frase da mãe do menino dita pela minha mãe: - menina você tem outra por dentro. Eu achava aquilo muito engraçado, mas não entendia nada, não sabia o que queria dizer, talvez nem minha mãe sabia o real significado.
Mas de uma forma bem simples eu pude compreender melhor esse processo.
Seria bom que muitas crianças tivessem acesso a essa leitura, para poder estar cientes de como funciona a nossa mente e o nosso inconsciente.
Com certeza vou oportunizar a minha filha essa leitura, pois por muitas vezes eu mesma ja falei essa tão famosa frase, que eles possuem outro por dentro, ou seja todos nós possuímos. Ela vai adorar.

Comparativo entre leituras.



Comparativo entre leituras:
A maquinaria escolar e (Des)encantos da modernidade pedagógica.



Com base na atividade proposta, tentarei fazer um comparativo entre as idéias obtidas no texto “Maquinaria escolar” e “(Des)encantos da modernidade pedagógica”.
# Os dois textos apontam uma visão de como foi se instalando as escolas no decorrer das décadas e séculos;
# Em maquinaria, apresenta o inicio de tudo e no texto de Clarisse já apresenta as modificações em busca de melhorias no que já foi criado;
# No primeiro texto sita-se a educação primitiva, de cunho familiar e religioso, no segundo aponta-se a educação como uma rede de ensino governada pelos municípios;
# Assim como no texto maquinaria trazia os processos ao qual a questão da escolarização passou ate ser propriamente definida, no texto (des)encantos também relata varias problemáticas que envolveram a estruturação das escolas;
# No principio a criança não era vista como tal, a educação era rígida, por vezes abusiva e nem sempre atingia a todas as classes. Na segunda leitura, a autora mostra um avanço, melhorias que difundiram com as teorias abusivas dando liberdade ao moderno;
# No texto maquinaria aborda a construção de um estatuto de infância que no segundo texto entra como um suporte que fez parte de uma das melhorias tão desejadas.
Essas comparações só fizeram enriquecer o nosso entendimento e reafirmar que o aluno desde a mais tenra idade da infância é dotado de capacidades e isso tem que ser respeitado e valorizado, cabendo a nos educadores estar cientes disso para promover momentos de integração e de aprendizagens com eles.



quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Maquinaria escolar e a infância.

Desde sempre existe uma divisão de classes, e no caso da leitura realizada “ a máquina escolar”, isso ficou mais claro ainda, pois nela  já aborda desde os séculos passados essa divisão entre a infância de elite e as classes populares. Essa temática ficou para nós bem evidente.
            Para a construção da escola que temos hoje, fez-se necessário a contribuição de muitos fatores que foram desde o século XVI muito importantes para o processo de institucionalização da mesma, como exemplo cito a criação de um estatuto de infância, que até então nem era propriamente definida neste período, surgiu assim a necessidade de um espaço físico para atender ao ato de educar um numero “X” de crianças e adolescentes,  o aparecimento de especialistas em educação para lidar com a clientela que faria parte deste ambiente, houve modificações e fissuras nos métodos educativos vigentes na época e por fim as leis que vieram a institucionalizar tais ambientes educativos, nascendo assim a escola como sendo um ambiente destinado ao ato educacional.
            Partindo dessa premissa, após realizar a leitura do texto, percebi que neste período relatado, a criança era tida como um adulto em miniatura, ou seja, tudo nela parecia ser uma caricatura de um adulto, suas vestimentas, seu modo de agir e interagir na sociedade era um reflexo dos adultos a sua volta. Somente um século depois é que os meninos dessa época passam a vestir-se como tais e começam a freqüentar os ambientes destinados à educação, mas esse privilégio não é para todos, somente os meninos de classe superior é que tem direito ao estudo, os de classe inferior continuarão adultizados e só receberão tais benefícios em meados do século XIX e serão instruídos por instituições religiosas, neste caso jesuística, com isso percebe-se uma grande influência crista neste processo de construção da aprendizagem.
            Conforme fui lendo, vi que a criança não tinha outra escolha, tudo era impostamente rígido, e assim foi por muito tempo, por ser criança não tinham poder de escolha, muito menos de decisão, e com isso eram humilhados e por vezes explorados como trabalhadores, era comum ver nessa época o abuso no trabalho infantil nas classes pobres.
            Segundo as citações de Ariés, ele aborda no texto a figura do bebê como um objeto de diversão, posso assim dizer, para as classes altas. Não tendo muita importância para os mesmo.
            Hoje a realidade é dura, para muitas famílias eles continuam sem importância nenhuma, mas para outros sim. É comum os bebês ingressarem muito cedo nas escolas de educação infantil, devido a vários fatores, com isso a função da escola mudou.
            Anteriormente o foco dessas instituições era apenas o de mantenedoras, ou seja, cuidar do bebê ou criança enquanto a mãe ou família precisava ausentar-se, hoje essa situação é bem mais complexa, percebe-se que a criança é dependente do adulto, que precisa de um suporte familiar, com isso a função da escola passa a ter outras finalidades e maiores responsabilidades.
            A partir desse contexto, não há como promover educação sem que a instituição esteja ligada ao contexto social de cada aluno, pois infância é ao meu entendimento, uma etapa cheia de significados que deve ser observada e entendida para que não se perca nada do contexto da criança. Digo isso pois dentro de uma sala é possível observar varias realidades, totalmente distintas uma das outras, e digo, isso é muito bom, porem trabalhoso ao educador que esta na frente desse trabalho, pois devemos saber lidar com todas as possibilidades, intermediando e fazendo um balanço entre tudo para proporcionar às crianças sempre o melhor, tentando suprir o que falta, tentando amenizar os excessos, incentivando sempre uma integração entre a escola e o meio social para que a aprendizagem seja significativa e prazerosa.
            Os professores devem estar em constante formação no intuito de tentar suprir as necessidades de seus alunos, de se adequar a realidade que enfrentam nas salas de aula, pois muitas vezes se deparam com crianças totalmente desprovidadas de amor, carinho, atenção, ou então o oposto. Cabe a cada professor saber oportunizar a cada aluno desenvolver essas dificuldades de forma integradora atingindo a cada aluno no que é preciso.
            Por essas questões citadas e por muitas outras de grande importância, é que nas escolas a infância é muito valorizada, pois são pequenos seres em processo de formação, tão incapazes e indefesos na busca de um reconhecimento, de um significado, na busca de uma futura participação mais efetiva na sociedade. Com base nisso temos o ECA que apóia e embasa teoricamente esse reconhecimento da infância, como um individuo dotado de capacidades e também de direitos.


sábado, 24 de outubro de 2015

Freud e o estudo da mente.

Respondendo a pergunta que foi solicitada pela professora Tania Beatriz, O que será que mudou no mundo e na educação a partir das idéias de Freud?  Posso mencionar que houve mudanças significativas em ambas as partes a partir dos estudos realizados por Freud e após as teorias por ele escritas.
Em tempos remotos, os indivíduos viviam em uma total ignorância em se tratando dos assuntos da mente. Freud com seus estudos da mente humana, nos deu a entender e significar uma série de comportamentos advindos que outrora eram tidos como loucura, e hoje reconhecidos como comportamentos influenciados por diversos fatores.
E na educação não foi diferente, mesmo sabendo que o foco de suas pesquisas não tenham sido específicas a esta área, seus estudos geraram grandes benefícios, pois contribuíram para que o educador entenda melhor o que acontece com seu aluno, atribuindo aos seus comportamentos alguns significados importantes, valorizando assim o potencial do aluno.
Acredito que se as teorias de Freud não tivessem sido valorizadas, tanto a educação quanto o mundo em geral estariam numa situação bem pior, pois se tendo conceitos que explicam muitos dos nossos comportamentos já tem sido complicado de entender, imaginem o contrário, como seria se continuasse-mos a viver na ignorância.


terça-feira, 20 de outubro de 2015

(Des)encantos da modernidade pedagógica.

Síntese reflexiva.

(Des)encantos da modernidade pedagógica.

O texto de Clarisse Nunes nos traz uma visão de como foi acontecendo, se instalando a escola desde a década de 10, 20 e 30.
Segundo a autora, à medida em que o tempo avançava, tudo sofria grotescas modificações, e com isso vinham os problemas. A partir desse momento as escolas não mais configuravam-se como cunho familiar e religioso, mas passavam a ser uma rede de ensino liderada pelo município.
O texto aborda várias problemáticas que envolveram a construção e estruturação posso assim dizer das novas escolas, mas com isso também foi introduzido o avanço, melhorias que vieram a difundir com teorias abusivas, dando liberdade ao moderno.

É claro que como em qualquer lugar ou época, o novo, algo que não é habitual, que meche com as estruturas, remete à rejeições, hoje isso não é diferente, o importante nisso tudo, sobre o meu entendimento, é que o processo não pode parar, educadores, mestres, autoridades competentes, todos, devemos estar sempre em busca de melhorias, de transformações,principalmente no que tange à educação.

sábado, 17 de outubro de 2015

Entendimentos

Relação de entendimentos.



Acreditava-se que a aprendizagem acontecia dentro de quatro paredes da escola, mas Emilia Ferreiro desmistificou essa teoria trazendo novos questionamentos, agora o foco não é mais o “como ensinar” mas sim o “como se aprender”.




O interessante é que antigamente achava-se correto que a criança se alfabetizasse somente em sala de aula com a intervenção do professor, e que se a alfabetização não acontecesse é por conseqüências de aprendizagem do aluno.




Tudo isso mudou, pois o foco das pesquisas também mudaram.




A partir dos estudos de Emilia ferreiro, muitas coisas se esclareceram  e muitas metodologias mudaram, pondo em pratica didáticas que dialoguem com a aprendizagem dos alunos, que reconhecem o conhecimento que eles já possuem, que façam a ponte entre esse conhecimento e o que precisa ser ensinado, garantindo-lhes o direito de aprender.




Encontra-se em evidencia a questão da alfabetização, o fato é que as escolas brasileiras, segundo pesquisas, não estão cumprindo eficazmente com o ato de ensinar a ler e escrever. Isso é lamentável.




O período de tempo que um aluno passa na escola é suficiente para ensiná-lo muitas coisas, ou também negar-lhes o direito de aprender.




É preciso que o educador tenha consciência do seu papel e que acredite no potencial de seu aluno, só assim de fato a aprendizagem, neste caso a alfabetização.

Relação de estudos

Relação dos estudos com a pratica pedagógica.

Através das leituras e dos vídeos assistidos muita coisa ficou mais clara em minha mente e outras só veio a reforçar o que já trabalho e defendo como teoria.
                                                                                                                                 
          #Acredito que a aprendizagem gira em torno do meu aluno.

       #Que preciso acreditar que o aluno possui potencial para construir saberes.

       #Como educadora tenho que ter consciência de minha função e atribuições.

       #É muito relevante o contato com a leitura na educação infantil, pois ela serve como uma introdução para o então ingresso no fundamental.

         #É interessante o que relata Emília quanto a idade para se alfabetizar, não há uma idade  propriamente dita e sim cabe ao adulto e nós educadores  observar se a criança já encontra-se preparada para tal ou não.

       #Quanto ao processo da escrita, ela não é apenas um código e sim uma maneira de representar a língua oral.

Sobre os modos de aprender a ler e a escreve.

Sobre os modos de aprender a ler e a escrever.

O texto de Ivani Souza Ávila, para mim foi muito esclarecedor, pois no momento em que ela dividiu com os leitores suas experiências escolares, ou fracassos  como citou, ficou claro que nossas metodologias não estão atingindo os alunos, e é que pode estar o grande vilão da alfabetização.
O poema anexado no texto "A oração da criança", deveria ser um texto de cabeceira para todos os educadores, para que leiamos diariamente e entendamos as súplicas da s crianças.
assim como a autora, eu também acredito que a alfabetização é simples e pode ser prazerosa.
Recentemente me deparei com uma aluna que apresentava problemas neurológicos que influenciam na coordenação motora, no raciocínio, entre outros, e ao fazer o seu parecer trimestral, coloquei que a aluna apresentou um bom rendimento, em seguida fui questiona pela supervisão a respeito de seu bom rendimento, se eu estava certa do que tinha escrito, se ela não escreve e nem consegue produzir textos como teria um bom rendimento. Esclareci que ela foi capaz de interagir oralmente, participando com motivação nas aulas, dominando com precisão a área lógico matemática, o fato de ela não conseguir desenvolver grandes textos não significa que não tenha acontecido uma aprendizagem significativa.
Eu valorizo muito tudo isso, e junto com meus alunos produzimos a nossa leitura de mundo, não noa atemos somente ao aprendizado dentro da sala de aula, nós saímos em busca de novos aprendizados fora dela, contando com o apoio da família e comunidade.
Tudo isso só faz enriquecer o processo de aprendizagem pois todos são capazes.

A importância do ato de ler.


A importância doa to de ler.
A leitura começa mesmo antes de a criança estar na escola,
dá-se início neste processo a partir do momento em que ela interage com o mundo a sua volta.
A partir dessa leitura de mundo vivenciada pelos pequenos, porém significativos momentos, levam a construir uma bagagem cheia de valores para então formar o processo de leitura e escrita. Assim a criança consegue ler e entender o mundo através do que ela observa, do que tem contato.
Este ato é de suma importância, as vivências de cada um, devendo ser respeitadas e utilizadas na construção da leitura e escrita, ou seja, temos que respeitar os níveis de compreensão que os educandos -não importa quem sejam, crianças ou adultos- tem de sua própria realidade.
Então assim, desde o começo, numa prática democrática e crítica, leitura de mundo e posteriormente leitura da palavra estão juntas.

Idade certa para alfabetizar.

Idade certa para se alfabetizar.


 Existe ou não uma idade certa para se alfabetizar?

A alfabetização se dá como um processo e esses processos acontecem na medida em que surgem possibilidades, ou seja, a partir do momento em que a criança tem contato com livros, escritos, jornais, revistas, ....
Segundo Emília Ferreiro, a criança não pede permissão para aprender, cabe a nós adultos identificar se o processo já começou ou não.




Leitura e escrita na educação infantil.

Leitura e escrita na educação infantil.




É muito importante na educação infantil introduzir a criança no contexto da leitura e escrita, mas isso deve ser feito cuidadosamente, pois neste período não estaremos alfabetizando propriamente dito, e sim proporcionando momentos em que ela interaja com este conceito.
Ler para uma criança de educação infantil é fundamental, no momento em que o adulto lê para ela , tudo torna-se fantasioso, e acriança se envolve na leitura, muitas vezes ela nem entende aquilo, mas a relação que faz com o que esta sendo lido lhe instiga a procurar entender e então começa a ocorrer a aprendizagem.
Mas todo esse processo deve ser embutido de sentimentos e não simplesmente o fazer por fazer, pois muitas vezes é na educação infantil o primeiro contato que a criança tem com o mundo da leitura e escrita.
Sendo assim, é na educação infantil que se dá uma introdução desse processo, não quer se dizer que estamos antecipando etapas e sim preparando o aluno  para o ingresso no fundamental.

A psicogênese de Ferreiro.

A psicogênese de Ferreiro.

Encontra-se em evidência a questão da alfabetização, o fato é que, as escolas brasileiras, segundo pesquisas, não estão cumprindo eficazmente com o ato de ensinar a ler e a escrever. isso é lamentável.
O período de tempo em que um aluno passa na escola é suficiente para ensiná-lo muitas coisas, ou também negar-lhe o direito de aprender.
É preciso que o educador tenha consciência do seu papel, que seria o de mediador, promovendo momentos de interação com a aprendizagem do aluno com o que o educador e o aluno sabem e que acredite no potencial de seu aluno, só assim de fato ocorrerá a aprendizagem, neste caso a alfabetização.

Reciclagem humana.




A reciclagem da alma humana.


Trouxe esse vídeo que assisti para que possamos refletir um pouco a cerca do que estamos estudando este semestre na interdisciplina de infância e também no nosso dia a dia.

Como se deve ensinar a ler e escrever.


Como ensinar a ler e escrever.
Acreditava-se que a aprendizagem acontecia dentro das quatro paredes de uma escola, mas Emília Ferreiro desmistificou essa teoria trazendo novos questionamentos, agora não se prega mais o "como se ensina" mas o "como se aprende".
 O interessante é que antigamente achava-se correto que a criança se alfabetizasse somente na sala de aula com intervenção do professor, e que se a alfabetização não acontecesse era somente por dificuldades do aluno.
Tudo isso mudou porque o foco das pesquisas mudaram.
A partir dos estudos de Emília Ferreiro, muitas coisas se esclareceram e muitas metodologias mudaram, pondo em prática que dialoguem com a aprendizagem dos alunos, que reconhecem o conhecimento que eles ja possuem, que façam a ponte entre esse conhecimento e o que precisa ser ensinado, garantindo-lhes o direito de aprender.
Acredito que não ajam pontos negativos a respeito dessa questão, das teorias da psicogênese da escrita pois imagino que ela aina encontra-se em desenvolvimento sendo ainda experimentada por muitos educadores que rejeitam sair do habitual, tudo é válido se estamos em busca de melhorias para a educação, neste caso alfabetização. Se alguma coisa não está dando certo, não significa que deva ser descartada e sim reavaliada.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Pós-moderno

PÓS MODERNO.

            Vivemos em um mundo pautado por grandes mudanças e por grandes interpretações. Segundo alguns autores, explicam que essas mudanças fazem parte de um processo de transformação para a pós-modernidade, termo mais recente.
            Segundo o texto de Momo “Mídia e consumo na produção da infância pós moderna”, a pós-modernidade é um termo polêmico que aponta várias ploblematizações apresentadas por outros autores que buscam definir esse termo. 
            Eles apontam entre várias questões o uso de novas tecnologias, o consumo e as mídias.
            Apontam o pós-moderno como uma pluralidade de comunicações que tem afetado a maneira como o conhecimento é produzido, apresentam que este termo é usado para definir uma mudança, ou seja, um período de transição que influencia no estado cultural das sociedades, e tudo isso tem transformado o mundo, pois ele tem mudado gradativamente em questões positivas e negativas dependendo do ponto de vista de cada indivíduo.
            Mediante algumas idéias dos autores mencionados na leitura de Momo, percebe-se bem que o mundo gira em torno de mudanças, e que tais mudanças estão refletindo diariamente no cotidiano das pessoas.
            Na atualidade muitas rotinas diárias foram desmistificadas, ou seja, partindo da idéia de solidez e liquidez, posso citar que algumas dessas mudanças que surgiram, vieram ao nosso encontro como facilitadoras, um exemplo, um escritório necessitaria de um encontro presencial para fechar um grande negócio em alguns tempos atrás, hoje, esse hábito sólido não é mais necessário, um novo hábito liquido tem proporcionado que grandes negócios sejam resolvidos à distancia através de tecnologias avançadas como os meios de comunicação, celulares, vídeo conferencia...
            Alem de facilitadora, as mídias tem proporcionado uma influencia cada vez maior, uma com grande significância tem sido a em relação ao corpo. Acredito ter todo esse poder de influencia, pois a aparência nos remete como um sinal de boa saúde e bem estar.
            Mediante este exposto, nos deixamos influenciar pelo perfil que a mídia oferece a respeito dessa questão corporal. Digo que não se trata de uma imposição de padrões a ser seguida, mas só o fato de estar sendo publicado na mídia, torna-se uma cultura comum vivida por todos, coletivamente, gerando um consumo muitas vezes desnecessário, supervalorizando marcas muitas vezes ao invés de qualidade.
            Contudo, não há como negar que toda essa mudança, tecnologias avançadas, consumo, liquidez e solidez tem também influenciado a vida das crianças, pois o perfil ao qual nos deparamos nas escolas hoje, não se igualam ao que era vivenciado por exemplo no período da minha infância escolar.
            É comum ver que as crianças já estão impregnadas de hábitos tecnológicos. Para ela acredito ser tudo normal, pois já crescem nesse âmbito social, para eles desde cedo já é oferecido essas novas tendências de consumo.
            Acredito ser necessário na escola, onde o ambiente é neutro, proporcionar momentos em que seja repassado aos pequenos referencias de um bom uso de tais tecnologias, que sejam conscientizados de sua necessidade, pois me parece que em casa e no convívio social, todos já estão tão envolvidos que não se dão contado excesso dos pecados que acabam cometendo por tais ações.
            Por outro lado, também há os que por falta de condições, vêem-se despadronizados por não conseguir acompanhar essa demanda.
            Como relatei recentemente em aula presencial, estes são fatores que depende do contexto ao qual a criança esta inserida,  cabendo a nós professores, pais e sociedade estar atentos neste contexto.




sábado, 10 de outubro de 2015

Educar crianças pós-modernas.



Educar uma infância pós-moderna.


         Através das leituras realizadas, pude constatar que o termo pós-moderno é bem atual e tem trazido muitas mudanças consigo. Tem influenciado diretamente na vida comum das pessoas. Com isso tem surgido grandes impasses nas sociedades.
            Assim como essas influencias atingem a sociedade num geral, com as crianças isso não é diferente.
            Em tempos anteriores, uma criança não tinha contato algum com tecnologias, muito menos assistia televisão,  algo que nos remete ser um ato tão comum. Hoje é tudo muito diferente.
            A forma como as crianças vem sendo educadas, foge dos padrões de outras décadas. É comum vê-las cheias usufruindo de aparelhos eletrônicos, assistindo os mais variados programas televisivos, conectadas com o mundo através da internet.
            Com certeza, crianças que possuem todo esse acesso são dotadas de uma bagagem cultural muito ampla.
            Agora surge a questão, como educar uma criança pós-moderna, acredito que educada ela já esteja, pois educação propriamente dita se adquire no âmbito familiar, mas como então interagir com uma criança com nível cultural assim, como ensinar se muitas vezes elas já tem esse acesso fora da escola, do ambiente de ensino.
            Nós professores, ou pelo menos a grande maioria de nós,  vivemos em uma luta constante para tentar atingir os nossos alunos, para eles não é mais prazeroso manusear ou folhar um livro, isso é ultrapassado segundo suas próprias teorias, como aplicar uma dinâmica em sala como um jogo didático se eles estão mais do que habituados a virar fases e mais fases dos jogos di vídeo game, x Box entre outros. Como motivá-los, como atingi-los.
            Esses exemplos e muitos outros são constantes em nossas escolas, porém ainda me encontro dividida, precisando de um norte, pois essa modernidade, pelo menos em meu município, não atingiu a todos, então o que fazer, como atuar em sala de aula, como desenvolver as atividades e os conteúdos propostos para o ano letivo de maneira que meus alunos participem?
            Sei que tudo isso ainda é um pouco recente, vem acontecendo aos poucos, mas já é bem real. Parece ser difícil, mas não acredito ser impossível lidar com todas essas questões. Por isso procuro estar em constante formação, estando atenta ao que é comum aos meus alunos.
            Busco neste curso de Licenciatura em Pedagogia alternativas para poder interagir de forma eficaz com meus alunos, atendendo as necessidades de cada um promovendo um ensino de qualidade, prazeroso e significativo.


Midia e consumo.

Mídia e consumo na produção da infância pós moderna.

Vivemos num mundo cercado por grandes tecnologias, daí surge o interesse da autora Momo em verificar como a infância esta se apresentando mediante essa cultura pós moderna. Observa-se que neste período da contemporaneidade, as novas tecnologias de comunicação tem afetado a forma como p conhecimento é produzido.
O mundo mudou de uma maneira espantosa, e co isso faz-se necessário acompanhar essas mudanças. Um fator que preocupa e que faz parte dessa mudança é a mídia e o consumo, eles estão influenciando ativamente a cultura. Com base neste exposto, fica evidente que estes fatores estão atingindo também as escolas, que por sua vez é o lugar onde há produção de cultura.
É alarmante como o consumo tem atingido a todos, até mesmo nas posições sociais, gerando uma série de novos problemas, pois o consumo já não atende as necessidades dos indivíduos e sim aos seus desejos.
Outro fator que tem sido relevante e tem influenciado esse alto consumo são as mídias, que além de instigar para o consumo tem interferido diretamente na cultura das sociedades impondo regras, opiniões, moldes de pensamento..., ou seja, a mídia passou a ter domínio nas vidas cotidianas, alterando a forma como vive o ser humano.
Mas é claro que todas essas mudanças ativadas pelas mídias, não acontecem de maneira imposta, pelo contrário, aderidas conscientemente por todos nós.
A mídia televisiva tem atingido com grande impacto até mesmo as crianças, e isso tem refletido nas escolas, tanto públicas como particulares, pois vemos que o consumo está inserido no meio delas, impregnado em suas personalidades, conduta e modo de agir. Deixam de ser eles mesmos para interpretar personagens lançados pele mídia.
De fato tudo isso que relatei esta bem presente, o que me preocupa é como será mais além, que tipo de pessoas estarão se forjando?

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Maquina escolar.

Maquina escolar.



            Desde sempre existe uma divisão de classes, e no caso da leitura realizada “ a máquina escolar”, isso ficou mais claro ainda, pois nela  já aborda desde os séculos passados essa divisão entre a infância de elite e as classes populares. Essa temática ficou para nós bem evidente.
               Para a construção da escola que temos hoje, fez-se necessário a contribuição de muitos fatores que foram desde o século XVI muito importantes para o processo de institucionalização da mesma, como exemplo citamos a criação de um estatuto de infância, que até então nem era propriamente definida neste período, surgiu a necessidade de um espaço físico para atender ao ato de educar um numero “X” de crianças e adolescentes,  o aparecimento de especialistas em educação para lidar com a clientela que faria parte deste ambiente, houve modificações e fissuras nos métodos educativos vigentes na época e por fim as leis que vieram a institucionalizar tais ambientes educativos, nascendo assim a escola como sendo um ambiente destinado ao ato educacional.
            Com o tempo o estado passa a ser responsável pela educação das crianças, juntamente com essa responsabilidade, nasce a escola publica e obrigatória. Nessa etapa o profissional da educação tem a função de transmitir o conhecimento no intuito de moldar as crianças com um sistema rígido, adestrando-as para desenvolverem algumas funções, daí surge no texto a titulação escola como “máquina”, como se estivesse produzindo em série mentes vazias, bem diferente de hoje, onde o espaço escolar oportuniza que o aprendiz tenha o direito de interagir com o educador, promovendo assim uma educação significativa e formando indivíduos críticos.
            Ainda hoje sabemos que apesar da escola estar mudando, de saber que as leis vieram para dar um suporte a mais nesse contexto escolar, não é de inteiro interesse do estado formar sujeitos críticos e pensantes, pois esse ato, conforme o medo de muitos, pode vir a mudar o cenário político que encontramos hoje em nosso pais.
            Diferente, mas tanto assim dos séculos anteriores, a partir do século XX, a escola tornou-se obrigatória para todos. Mas a pesar de ter se passado os séculos, ainda é possível observar na atualidade um grande desnível entre escolas públicas e particulares, é gritante a diferença de qualidade educacional entre elas, permanecendo ainda hoje vantagens e privilégios educacionais a quem é dotado de melhores condições.
             Falando em mudanças de como era a educação antigamente e hoje, creio que não há como dizer se era melhor antes ou agora, o fato está no educador, assim eu vejo esta questão, mediante o que é cobrado, exigido, em cada época, cabe ao educador promover um ensino de qualidade. Antes, se fosse tão ruim a educação, ninguém seria alfabetizado, e se hoje é tão bom como ainda tem crianças e adultos analfabetos? Aí está a questão importante, como estando desenvolvendo nossas aulas, será que etsamos atingindo realmente e eficazmente nosso aluno?